Começo pelo modo como se inseriu Trump no contexto mundial que, para mim, foi de absoluto desequilíbrio.
Como um conquistador de filme de faroeste, assim que tomou posse, saiu ameaçando o mundo todo com altas tarifas de importação e, claro, nessa inconsequência, a perplexidade mundial e dos próprios aliados voltou atrás muitas vezes, colocando uma autoridade superficial, no fundo, uma farsa.
Em termos de ministério, para mostrar sua valentia, instituiu não um ministério da defesa, mas de "guerra".
Nesse sentido de "guerra", invadiu a Venezuela e, sem pudor, se apropriou do petróleo, antes detendo o ditador Maduro o incriminando de crimes não provados, como não provados os ataques a barcos nos mares venezuelanos que seriam de traficantes. Nesses ataques assassinos, morreram dezenas com e sem culpa. Mas, havia culpados? O sentido da guerra.
Refere-se a Cuba com desprezo como se não fosse a Ilha e seus habitantes vitimas do embargo vil dos americnos, por décadas. E foi desse modo que o regime de lá foi alimentado...
Então, os Estados Unidos, aliados de sempre de Israel, nesse contexto guerreiro, se uniu não ao país, mas a Netanyhau que não demonstrara nos seus ataques, o respeito à vida, como se deu em Gaza, em represália ao terrorismo do Hamas. Para eliminar o grupo, para cada israelense morto, 70 palestinos foram mortos, a grande maioria se esforçando pelo direito de viver mesmo sob o jugo do Hamas.
Não há como negar e já disse antes, que o Irã há muito vitimava Israel com o bullying intolerável: ficava na retaguarda, se esquivando mas financiando o terrorismo pelos seus "braços" espúrios: o mesmo Hamaz e o Hezbollah com célula no Líbano.
Esse bullying teria que acabar.
Eis que o senhor da guerra, ao se unir ao primeiro ministro israelense — que não vacila em praticar o morticínio como demonstrou em Gaza —
a dupla, com toda força se voltou contra o Irã sob argumento de que o pais milenar, não pode produzir arma atômica.
Não esperava essa dupla "guerreira" com a reação surpreendente do Irã, que não só atacou Israel fortemente como todas as sedes americanas no Oriente Médio e não só, produzindo um desastre muito além de suas fronteiras.
E, então, Trump, percebendo tardiamente os seus excessos, porque pensava que em três dias liquidariam o Irã, desesperado com nova crise do petróleo, procurou avidamente um acordo e até com termos de baixo calão, que nada supreende, gritou para a que o governo iraniano reabrisse o Estreito de Ormuz.
Sem apoio dos aliados a quem remetera havia pouco, o desdém e os tarifaços, ameaçou destruir a "civilização iraniana".
Eis que o inesperado aconteceu: um país pouco lembrando um "certo" Paquistão, com área de 796 mil quilômetros quadrados (+ de 10 vezes menor que o Brasil) fazendo fronteira com a Índia a leste, Afeganistão a norte e oeste, com o Irã a sudeste e com a China no nordeste extremo, entra no meio dos belicosos e morticidas e consegue uma trégua negocial de duas semanas.
Mas, claro, Netanyahu não levou a sério a trégua e continuou atacando o Líbano sem se preocupar a quem atingisse...
Mas, o Paquistão deu uma lição de humildade e eficência contra a tresloucada guerra que poderia se agravar a ponto de, não se duvide, "exterminar uma civilização".
O nazismo teve essa visão no século passado em também exterminar uma "civilização". A insânia se repetindo mais agora sob o continência de outras bandeiras.
Bom, os analistas informam que o Paquistão ao condenar os ataques dos Estados Unidos e Israel e a contraofensiva firme do Irã tinha a confiança do lado iraniano, se apresentando, pois, como mediador imparcial.
E será bom que esses guerreiros ora vacilantes, ainda, espacialmente Netanyahu se convençam de um acordo incluindo o compromisso do Irã de não mais financiar grupos "guerrilheiros" que tornam a região, de um modo ou outro, uma ameaça à paz.
O Hamas é um exemplo real disso.
NOTA DE DIVULGAÇÃO
O JUÍZO VEIO DO PAQUISTÃO. UM AMIGO REMEDIADO
Eis que na guerra insana de EUA-Israel e Irã entrou para apaziaguar e conclamar juízo, um pais verdadeiramene remediado: o Paquistão.
Esse país conseguiu convencer o Irã a uma negociação de paz, ainda que as partes vacilem, especialmene Netanyahu com seu espírito morticida, mas espera-se que os guerreiros baixem as armas.
Trump que já abalou o mundo com tarifaços inconsequentes, ameaçava exterminar uma civilização de certo modo aquilo que tentou o nazismo com outra civilização.
Faço breve reavaliação destes tempos sombrios.
Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/04/o-juizo-veio-do-paquistao-um-amigo.html

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