domingo, 18 de outubro de 2026

PRIMEIRAS IMPRESSÕES. DEBATE LULA-FLÁVIO NA BANDEIRANTES








Foi confuso, predominando atitudes de Flávio de não responder nenhuma pergunta séria. Suas propostas são grandiloquentes, padrão Noruega. Mas, a Noruega é menor que Minas Gerais.

Julgo que Flávio não tem projetos factíveis, são teóricos, grandiloquentes, tudo bem que há agora a IA que pode ajudar muito, mas não prevejo viabilidade nos padrões noruegueses que propõe, se vencer.

Lula foi desafiado a ponto de perder a paciência, porque Flávio prefere o atacar, enrolar as respostas. Pelo modo como foi o debate, Lula falou pouco dos projetos num novo mandato. Foi pouco provocado por Flávio que preferiu atacar Lula. E mentiu para não responder, fazendo micagem enquanto Lula falava.

Eu acho que se Flávio vencer, tanta a preocupação, que deveria criar o Ministério do Celular. Nas suas intervenções claro que não disse que segurança pública é estadual, enquanto não aprovada a PEC do governo que divide essas tarefas.

Para desvendar o "corrupto", Lula propôs a Flávio que ambos quebrassem os respectivos sigilos bancários (Lula disse que faria da família toda) para se apurar quem é quem na corrupção. Flávio não aceitou.

Debate ruim.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

OS ROBÔS E EU E, AGORA, O FATOR I. A.




Linha de montagem do Polara

Década de 70 (S.B. do Campo)






Lá pelos idos da década de 70, eu assentava meus filhos pequenos no banco traseiro do Dodginho Polara (Chrysler) e saía pelo ABC e São Paulo nalguns passeios e regularmente à rua 7 de Abril numa lanchonete "Jack in the box" (acho que não existe mais) sofisticada e todos lanchando os abomináveis hamburgueres, inclusive de linguiça.

Argh!

Nessas idas e vindas, para acalmar as crianças impacientes lá atrás, eu contava histórias e, repetindo muitas vezes, o primeiro conto do livro "Eu Robot", de Isaac Asimov, obra lançada em 1950.









É a história do robô mudo Robbie, espécie de ama-seca da menina Glória com quem interagia como se humano fosse. A mãe da Glória implicava com a máquina que poderia ser perigosa até o ponto em que Robbie é devolvido ao fabricante.

Glória sofre muito com a separação, sempre esperando que Robbie volte:

— "Por que está chorando, Glória? Robbie era apenas uma máquina, uma máquina velha e feia (...) 

— “Ele 'num' era nenhuma máquina!”, gritou Glória ferozmente. Ele era uma ‘pessoa’, como eu e você; e era meu amigo. Quero Robbie de volta."

Até que depois de um tempo por injunção do pai, a família visitou a fábrica para mostrar à menina que os robôs não passavam de máquinas que se movimentavam.

Quando Glória, ao longe, avista Robbie, corre em sua direção sem perceber que perigosamente se aproximava um trator pesado na iminência de atropelá-la mortalmente.

Robbie avança e a salva a tempo.

O robô já obsoleto, então, é aceito de volta à casa cuidando da menina Glória.

Esse conto de Assimov fazia muito sucesso entre os meus filhos pequenos.

Logo na abertura, o livro dá a conhecer as três leis da robótica:
1) um robô não pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal;

2) os robôs devem obedecer às ordens dos humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a primeira lei; e

3) um robô deve proteger sua própria existência, desde que não entre em conflito com as leis anteriores. 

Será que essas leis serão, afinal, cumpridas?

Escrevi um artigo publicado em março de 1983 entre os vários temas de interesse me referi ao avanço da automação e introdução de robôs nas linhas de montagem da indústria automobilística.

Tudo nesse tempo e nesse tema havia lá suas desconfianças, descrenças e até "profecias".

A introdução dessas máquinas trazia indagações, noticiando um acidente do trabalho fatal que chamaria a atenção para o "milagre japonês" e seu eficiente sistema de robôs, que já ia sendo implantado intensamente. A morte do operário japonês Kenji Urada, de 37 anos, for noticiada com detalhes:  

"Urada morreu quando tentava consertar um requintado robô, vendido ao preço de 46 mil dólares (...) que distribuía peças a máquinas montadoras de caixa de câmbio para automóveis e pode ser programado, ainda, para trabalhos de soldagem e pintura. E morreu por ter desrespeitado normas básicas de segurança. Ele pulou a corrente que circunda o robô a alguns centímetros do solo — quando o correto seria utilizar-se de uma portinhola que, aberta, o desativaria de imediato. O operário preferiu desligar a máquina com as próprias mãos, mas, depois, tocou inadvertidamente no mesmo botão. Colhido no peito pelo braço de aço do robô, Urada teve morte instantânea". (Revista Veja de 16.12.1981).

Os robôs nos meios de produção geraram polêmica. Os sindicatos reconheciam que a automação tendia a substituir trabalhadores. Alguns setores industriais foram adotando robôs apenas para atividades insalubres ou penosas.

Mas, essa tecnologia com os resultados que trazia (e traz) não ficaria só nisso.

Em meio à essa polêmica anunciaram-se estudos identificadores do impacto dos robôs sobre a mão-de-obra, com intuito de determinar regras para sua implantação.

Nunca soube desses estudos e quais regras, tanto que os robôs devagar foram sendo instalados em diferentes atividades da produção, especialmente na indústria automobilística.

Já se disse eu digo tanto quanto, que os robôs são incansáveis, o seu ambiente é limpo, não são sindicalizados, não descansam, não fazem greve e são extremamente eficientes e  lucrativos, porque não há salários e não há encargos adicionados.









E o que nos reserva o futuro com o avanço dos robôs?

(...) no fim deste século (XX), a máquina terá provavelmente alcançado o "homo sapiens". "Dentro de 20 ou 30 anos — diz Hans Moravec, "pai" do robô de nove olhos — as máquinas serão tão inteligentes quanto nós. "A longo prazo os humanos não terão outra coisa senão abdicar".

Essa "profecia" é de 1981. (Jornal “O Estado” de 13.09.1981)

Desse modo, a automação e os robôs nas empresas dos mais variados ramos tornaram-se realidade irreversível.

Profissionais, naquelas profissões menos especializadas, foram substituídos em larga escala, dando-se a exoneração inevitável. Os robôs fazem com precisão milimétrica inumeráveis atividades antes desenvolvidas por dezenas de profissionais.

A linha de montagem da Chrysler (linha Dodge) embora automática era lenta, e a produção toda manual.

Em 1989 já seis anos longe da indústria automobilística, conheci a linha de montagem da Chrysler em Detroit. A operação na montagem dos carros era muito rápida: começava num extremo a configuração das carcaças e no final da linha os carros saíam praticamente prontos,  pela ação dos robôs, com baixo número de profissionais presentes.

Naquela oportunidade confirmei a minha "suspeita" de que essa tecnologia haveria de ter forte impacto sobre o mercado de trabalho e sobre a mão de obra num nível mundial.

Os fatos hoje revelam tais mudanças de modo impressionante.

Na década de 80 a VW, por exemplo, tinha cerca de 35 mil empregados. Em 2022, apenas 8.200. Essa redução de efetivo não tem a ver com eventual "diminuição da demanda" da marca, mas, sobretudo, com a automação. 

Esse quadro é uma realidade.

                                               ***

No meio cinematográfico, há filmes de ficção que exploram o domínio da inteligência artificial sobre as ações e sobre a inteligência humana e, nesses casos, os robôs ignoraram aquelas três leis da robótica de Asimov. 

O mais emblemático é o filme de Stanley Kubrick, "2001, uma Odisseia no Espaço" de 1968.

Nesse filme admirável, estabelecera-se, então, uma viagem interplanetária para Júpiter, cuja nave seria toda controlada por um computador poderosíssimo, o Hal 9000, infalível, revelando "sentimentos", especialmente o da arrogância.  Ameaçado de ser desconectado, depois de um erro inexplicável na missão, tornou-se rebelde e assassino da tripulação sendo por fim desligado pelo último sobrevivente.

Há filmes nos quais os robôs são muito mais cruéis e desdenham da mortalidade do ser humano.

Um deles, "Alians Covenant" de 2017 do diretor Ridley Scott.

Diálogo entre o criador do robô e o próprio robô batizado de Davi inspirando-se na imagem de Davi, a escultura perfeita de Michelangelo:

— Eu sou o seu criador, você me deve obediência.
— Se você é meu criador, quem o criou? pergunta o robô.
— A dúvida é de onde viemos...
— Mas, como humano, você é mortal e eu sou imortal.
— Davi me sirva um chá, agora, ordena o criador, para confirmar sua autoridade.
Davi obedece.

            O robô Davi seria escalado para assessorar missões interplanetárias e se revela cruel, inclusive cultivando 'óvulos' de "xenomorfos", aqueles monstros horrorosos, violentos e carnívoros do tipo visto no filme "O oitavo passageiro".

Davi desdenhando dos homens: "Eles são humanos, eles morrem."

Mas, abreviando o tempo dessa discussão, no meio científico indagam-se as consequências do aperfeiçoamento da IA — Inteligência Artificial do controle da informação, da desinformação, da liberdade de pensamento, do controle político mencionando-se mesmo os riscos à democracia e à própria liberdade.

Quem, afinal de contas, controlará esse poder imenso que pode resultar do aperfeiçoamento da IA?  

Nas várias atividades que pode responder a IA, há a possibilidade de manifestar-se algo parecido com o sentimento humano, nas suas virtudes e tragédias.

Num artigo publicado no The New York Times (de Yuval Arari, Tristan Harris e Aza Raskin), num trecho há esta indagação:

"O que significaria para os humanos viver em um mundo no qual uma grande porcentagem das narrativas, melodias, imagens, leis, políticas e ferramentas é moldada por inteligência não humana, que sabe como explorar com eficiência sobre-humana fraquezas, vieses e vícios da mente humana — ao mesmo tempo que sabe formar relações íntimas com os seres humano?" 

Essas proposições escapam da ficção, como a convivência da menina Glória e seu Robbie no livro de Isaac Asimov. 

E a IA não necessariamente seguirá os princípios morais da "lei da robótica"! Bom que se diga que nos modelos atuais, já houve indícios de "desobediências".

Fora já "profetizado", como acima mencionado, que os humanos com essa tecnologia não terão outra coisa que não seja "renunciar".

Nesse mesmo artigo do NYT, é esclarecido que numa sondagem feita em 2022, entre mais de 700 acadêmicos e pesquisadores, metade deles "declarou que existe uma chance de 10% ou mais de extinção da humanidade (ou alguma insegurança similarmente permanente e grave) provocada por sistemas de IA." ("Será a inteligência artificial o começo de nosso fim?").

Na sua encíclica “Magnifica Humanitas” (“Humanidade Magnífica”) o papa Leão XIV expõe toda a sua preocupação com o avanço da Inteligência Ar tificial, destacando entre os diversos pontos, os efeitos sobre os empregos porque o trabalho é, sobretudo, “um requisito da condição humana, um caminho natural para a maturidade, o desenvolvimento e a realização pessoal”, pelo que pede atenção especial à garantia de oportunidades. E pedem cautela às experiências que avançam.

Queiram ou não, já estamos renunciando.

                                               ***

Não há como esquecer a internet no avanço de toda essa tecnologia, incluindo as comunicações instantâneas. Então, encerro por aqui estas reflexões, deixo em aberto as decorrências de seu aperfeiçoamento, porque pelo jeito como as inovações surgem e pela rapidez como surgem, muitos terão oportunidade de escrever os novos capítulos desse tempo fantástico e assustador que advirá. E devem escrever com a IA...

Mas, uma pergunta: com a evolução da IA quais mãos e quais mentes a controlarão?

 

 

 

 

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

"HÁ ALGO DE SOMBRIO NO REINO DO BRASIL"



O farol ofuscado

Origem da imagem: https://pt.pngtree.com/









AS ORIGENS COM TIMBRE FASCISTA

Eu também me iludi pelo turbilhão que se constituiu a "lava jato" e a proporção que tomou até internacionalmente.

Por isso, eu elegi o antão juiz Sergio Moro a 3ª via política para mudar a política brasileira. Ele decretara a prisão de Lula, alijando-o da disputa de 2018.

Sobre minhas vergonhas em relação a Moro, que o jornal Estadão o qualificou de "herói sem caráter", eu ja me pennitenciei várias vezes. (*)

Quando penso nessas vergonhas, tenho sensações eméticas.

"Lava jato" tem um sentido de limpeza, mas tal a farsa havida, que o correto é "suja jato". Porque para os ex-juiz, politico, corrupto são os outros, não aqueles a quem se aliou de modo vergonhoso.

Com Lula fora do páreo, ascendeu Jair Messias Bolsonaro, um deputado medíocre, um elemento ambíguo de direita, defensor até mesmo de um torturador  notório na ditadura. E, como militar foi desqualificado por Ernesto Geisel, "um mau militar". 

A ORIGEM FASCISTA DA PREGAÇÃO

E com ele, tomou forma um tipo de fascismo que prosperara nos anos 30/40 do século passado, na Itália, um sistema nacionalistas de extrema direita, com o mesmo chavão "deus, pátria e família!

Quanto a Bolsonaro, esse "mandamento" a ele não se aplicava mas, curiosamente,  passou a ser rodeado de evangélicos — talvez por injunção da 3ª esposa —, que viram nele um messias, mesmo que caricato pelo que fazia e falava ao tempo do seu mandato.

Que deus, que pátria, que familia para quem defendia a ditadura?

Pois, os evangélicos, muitos dos quais cospem nos Evangelhos, passaram a o considerar um messias na acepção do termo.

E ele aceitou seja o papel seja a farsa.

Foi batizado no Rio Jordão, passou a se submeter a sessões de bênçãos com notórios pastores milhionários. O desbocado Silas Malafaia, que apoia essa vertente, tenho  que não esconde sua aversão à evangêlica mansidão de Jesus Cristo. No apoio político que faz normalmente aos berros detratando opositores, o faz ignorando o currículo maculado de quem apoia.

O fator "messias" passou a marcar esse quadro sombrio de distorcões.

A "AÇÃO EVANGÉLICA"

Na visão turva de uma horda de "evangélicos": "quem não for da direita", "quem não defende a famíla", "condene o aborto" — como se todos os que pensam à esquerda defendessem essa prática —, são anticristãos, imperdoáveis e então,  como procuradores de Jesus, assumem poderes para determinar quem vai para o inferno. Para assustar os incautos, incluem, também, o comunismo que mal sabem o real significado. Uma aberração religiosa, nesse caso, cuspidas nos Evangelhos. Pois Jesus acolheu mesmo um centurião romano que foi lhe pedir que curasse um servo. O centurião lhe informou que não seria digna sua casa para receber Jesus que o atendeu e procedeu à cura.

JESUS COMO CABO ELEITORAL

Mas, as coisas se agravaram nestes tempos sombrios: Jesus Cristo se tornou peça de campanha, cabo eleitoral de qualquer "evangélico" ou dito cristão. incluindo aqueles que se envolveram em escândalos de corrupção e se valem da mentira como elemento de campanha.

Para ser claro nessa farsa: "cristão não vota na esquerda". "Deus proteja nosso candidato", "o  Brasil evangélico orando pelo ministro"...

Então, esse evangelismo assumiu as cores da ignorância a ponto de conviver, nas redes sociis, ao lado duma ala sórdida conduzida não sei por quem, que profere pragas  — até velhas senhoras perdidas no delírio da blasfêmia —, uso do baixo calão severo, misturando Deus com a sarjeta. Tudo por uma candidatura que, se vitoriosa, será uma irresponsábilidade para o país pelo jogo de entregas que faz com os Estados Unidos. E, por outra, pouco importa o curriculo aético dele. O que importa é a vitória do evangelismo ignaro, o enganoso "deus, pátria e familia" mandamento de origem espúria, fascista, como explicado.

Como chegamos a isso, a esse estágio de absurdos?

UMA FIGURA AMBÍGUA

Há uma figura que desperta esse desvio. A personalidade ambígua de Jair Bolsonaro que dividiu um país entre tantos radicais de direita que aguçaram a reação da esquerda. Nesse tom jamais ocorrera. Chegou-se ao nível da precariedade mental: abominar a cor vermelha duma bandeira e tudo relacionado ao partido que atacam, porque  Jesus está do lado direito de Pai... — como aceitar esse disparate? — mas, a resposta a essa tolice: o coração bate do lado esquerdo do peito e distribui o sangue vermelho que é a vida.

Compreende-se, pois, a concentração de grupos deslumbrados com  esperança do golpe militar, alojados na frente dos quarteis e marchando como celerados, os insanos que depredaram a sede dos poderes no dia 8 de janeiro de 2023 e, mais do que tudo isso, já houve um grupo que rezou para um pneu.

A divisão "ideológica" até violenta se dá entre velhos amigos e entre familiares. Como se explica essa invasão mental que um "messias" provoca? Que forças obscuras são essas?

Essas ignorâncias que tem algo de iuspiração satânica, cuja força parece estar a solta pelo país nestes tempos sombrios. Qual a fonte de onde promana?

ATAQUES AO CATOLICISMO

E, há algo novo nestes tempos sombrios: pastores atacando dogmas da Igreja católica, seus santos, principalmente Maria e suas práticas. Um que vi se refere à reza do terço que não está na Biblia! Ora, essas são práticas de reforço da fé e toda oração tem seu peso segundo a crença do fiel que a profere. Quando ia a São Paulo, dava uma parada na Catedral da Sé para um descanso dos efeitos da grande metrópole e, democrática como é, nela entravam e saiam fieis que rezavam cada um a seu modo mesmo sob o altar de imagens. Pelo semblante saiam aliviados com a fé verdadeira de que Deus olha o seu coração e não onde e como foi rezada. 

E esses pastores, inconformados com a fé católica, como mestres bíblicos, mas ignaros — e a Bíblia tão contraditória que serve até os ateus — se arrogam donos da fé, mas mentalmente limitados. Ao atacar o  catolicismo promovem a divisão até na religiosidade. 

Hipócritas, querem seguir a Bíblia "ao pé da letra"? Sigam o Deus de Moisés, a prática de abençoar o altar com sangue de animais sacrificados — escolham umas cabras brancas sem manchas —, promovam holocausto delas em volta do tabernáculo e, então, Deus se deliciará com o cheiro da carne queimada. 

Não, esses ataques não são de  religiosidade em busca das divindades, mas a assunção de "mitos" e "messias" eleitos como salvadores da fé, mas em tudo a hipocrisia e o fanatismo torpe.

São os que cospem nos Evangelhos nestes tempo sombrios. O avanço do obscurantismo que preocupa muito.

(*) Acessar:  O "DESCONDENADO" LULA. QUAL A CONDENAÇÃO?

                                                            ***

LULA E O CELIBATO: Para quem leu "Confissões" de Sto. Agostinho, reconhece as dificuldades do celibato, se bem que ele tivera experiència com mulher e foi pai. Sim, é um tema sensível, porque se trata de um instinto, digamos, do homem, mas a xingação até de padres é uma exacerbação ignorante. Se o tema foi trazido por Lula, seria a grande oportunidade ter sido tratado historicamente, o significado e suas vantagens espirituais. Em vez disso respondem de modo ofensivo e os católicos não se ofendem com uma horda "evangélica" que critica e questiona sistematicamente dogmas e práticas do catolicismo. E qual o grave problema das mulheres serem guindadas ao sacerdócio?

domingo, 9 de agosto de 2026

POLÊMICAS NESTES TEMPOS ASSOMBROSOS




Incertezas





DONALD TRUMP E INTROMISSÕES

O presidente americano ao longo dos 17 meses de mandato, revelou-se um político inconvicto, vacilante e, quando agiu o fez atacando os aliados com a sanha das sobretaxas ilegais. Ele e seu arqueiro mor,  Marco Rúbio, têm por costume ostentar suas armas letais como se dava em filmes de bang-bang B. E um planeta perplexo, já afetado pelos desarranjos que promovem, a partir da guerra contr o Irã, na qual são humilhados.

Trump quer ou queria se apropriar da Groelândia, do Canadá. Seriam delírios fantasiosos? Tudo confuso, até porque se vangloria de ter obtido US$13 bilhões com o petróleo venezuelano!

Vez por outra ele e Marco Rúbio aparecem "cristãos". Muito "cristão", mencionando o menos, bombardear como feito há meses, barcos na costa venezuelana, sem saber ser eram pescadores, passeadores ou traficantes. A pena de morte aplicada até mesmo para estes úlitimos, se realmente eram traficantes, foi ato de barbárie. E penalizar o povo de Cuba tão fragilizado, impedindo que a Ilha receba petróleo. Nada cristão!

Suas ameaças contra o Brasil tem um timbre intervencionista, essa postura condenável, fazendo o jogo da família Bolsonaro porque é com ela que terão os interesses americanos atendidos e, no caso, pouco interessa os interesses brasileiros por entreguismo dos que lambem suas botas.

E Lula bem recebido em maio último na Casa Branca tinha se convencido de que a partir desse encontro, teriam início negociações sérias com os Estados Unidos.

Mas, não demorou .Trump fez cena com os Bolsonaros e, a partir daí, Marco Rúbio atacou Lula numa conversa não séria, de que as novas taxas aplicadas se deram pelo "ego" do brasileiro. Que conversa foi essa? Uma farsa. Uma investida eleitoral do cubano-amaricano? (*)

E Lula é criticado por seus adversários por se posicionar contra esses ataques americanos — inclusive as represálias dos americanos à embaixadora do Brasil em Washington — e, para essa gente com baixo discernimento, o presidente do Brasil, deveria pedir desculpas em posição lambe botas, até do que não fez. 

VISTOS NEGADOS AOS AMERICANOS

Nesse jogo de marcar cartas, dois americanos, segundo o jornal The Washington Post, viriam ao Brasil para questionar o sistema eleiroral brasileiro. Como se o sistema americano fosse exemplar!

E Flávio Bolsonaro, no seu vale tudo, em declarações ambíguais, bem do jeito dele, deu indícios de que as urnas ganhariam o foco dos americanos.

Claro que nessa bisbilhotice,  para conspurcar a iminente vitória de Lula que, ocorrendo, teriam eles "argumentos" — o "ego" de Lula seria o culpado! — para algum tipo de armação americana de contestação ao resultado das eleições e o que esperar daí? 

Com muita oportunidade, esses vistos foram negados.

CLOROQUINA E VACINAS. FARSAS

Bolsonaristas radicais com timbres de irresponsabilidade tomaram a ferro o que disse e o que não disse o cientista americano Anthony Fauci, que coordenou nos Estados Unidos os controles da covid-19, em recente audiência no Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Congresso Americano.

Engendrando ilações falsas, especialmente do deputado Nicolas Ferreira, essa figura patética da caminhada inútil, que mentiu muito e foi deesmentido mais ainda. Na sua irresponsabilidade, deu razão ao Bolsonaro em receitar aos incautos, a cloroquina e outros, porque a gripezinha poderia ser assim controlada.

Bolsonaro com a cloroquina, desde logo se omitiu em adquirir vacinas, quando o fez, já havia cerca de 700 mil mortes, por falta delas e pela demora quando adquiridas.

Nesse meio tempo, sua resposta irresponsável foram as motociatas no seu afã de minimizar os sepultamentos diários às centenas, as dores de milhares de familias. Mas, ele marcou a tragédia imitando doente que sofria por falta de oxigênio. O circo dos horrores.

A vacina, depois de milhões e milhões de doses aplicadas pelo planeta, estancou a pandemia, mas não a covid que contina perigosa.

O que tenho a dizer nesse quadro trágico é que amigo de longos anos, faleceu com receita médica de uso de hidroxicloricana.

Agora as mensagens distorcidas de "absolvição" de Bolsonaro continuam, mas nelas, sobretudo, a mentira e a farsa e o baixo calão de seus prepostos. E há, inclusive, nessa insanidade, um senhora idosa que se vale do baixo calão de sarjeta para defender seu "mito" e a cloroquina.

AS CONSEQUÊNCIAS DA "SUJA JATO"

I

Desde logo confesso minha vergonha de, um dia, ter pensado em Sérgio Moeo como 3º via, depois dos efeitos da lava jato. Esse pensamento infeliz perdurou até conhecer melhor as manipulações da lava jato. E não consigo imaginar ter silenciado a um Dallagnol e seu "power point" distorcido, seu desequilíbrio como constato hoje em suas intervenções. 

Moro, como todos sabem, ao sair do  Ministério da Justiça, denunciou com todas as letras os Bolsonaros, nas rachadinhas, na proteção do então presidente aos filhos, ainda que tivesse que intervir ilegalmente para os proteger. Para não ficar no menos, criticou até o negacionismo de Bolsonaro às vacinas da convid.

Depois de todas essa denúncias, ele se associou aos Bolsonaros, mesmo com todas as denúncias que fizera, esquecendo a corrupção do canditado, porque Flávio seria o único a derrotar Lula. E não quer nem ouvir sobre o escândalo do Master, no qual o seu candidato com mentiras se apropriou de R$61 milhões e não diz onde os enfiou, A ilação é que parte desse valor sustenta o irmão nos Estados Unidos,

Moro, e isso ele insiste em omitir, mesmo as decorrências econômicas da lava jato que conduziu e que só poderia, como foi, anulada pelo STF é não só pela incompetência de foro mas o que consta do processo. O argumento da anulação é, por si só, falso.

Na minha vergonha, fui recompensado, recentemente, por um editorial do Estadão, que no mês de abril, o qualificou de "mais um herói sem caráter" porque de "paladino da luta anticorrupção (tornou-se) sabujo (cão dócil) do clã Bolsonaro".

E, com tudo isso, ele deve ser eleito governador do Paraná, com toda a sua "competência". (*)

II

Mas, as decorrências da suja jato não criaram somente essas figuras sinistras. 

Com efeito, o Conselho Nacional de Justiça, aplicou severa pena disciplinar, afastando- por dois anos de sua funções a juíza Gabriela Hardt, que substituiu Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, por ter ela homogado em 2019  acordo bilionário de cerca de R$2 bilhões entre a Petrobras e os procuradores, objetivando sustentar uma fundação privada administrada pelos próprios procuradores! 

Eram os megalômanos pelo prestígio que adquiriram pela então lava jato naqueles dias.

A juíza foi vítima da dupla Moro-DD que não atinara pela inconsequência de tal fundação e foi levada pelo entusiasmo.

Ela é mais uma vítima da suja jato.

EVANGÉLICOS SEM EVANGELHOS

Na polarização que ocorre nestes tempos sombrios, os evangélicos se envolveram na disputa política de modo a fazer de Jesus, um cabo eleitoral não autorizado, dando-se a blasfêmia; são os que cospem nos Evagelhos de modo desavergonhado.

Muitos desses, negam os princípios superiores dos Evangelhos, de caridade e pobreza e enriquecem num nível que supera todos os limites da compreensão. 

E, como nesse meio predomina a soberba e a ignorância, muitos são os que dizem não votar na "esquerda", porque seus adeptos seriam a favor do aborto, contra a família e contra... os "evangélicos". Ate quando essa ignorância? Essa generalização tão ignara?

Pastores há que criticam o catolicismo, os santos das igrejas como se um fiel em sua oração sincera, a força da prece na sua fé perante uma imagem deixa de ser ouvida pelas Divindades. Hipócritas, recitadores de versículos que nada sabem mas são soberbos. 

E há os que colocam em dúvida a pureza de Maria, com proposições torpes sobre ela, esquecendo que foi ela a escolhida para gerar Jesus Cristo, ser a Mãe dele.

Sim, os tempos são sombrios nos quais predomina, ainda, a ignorância religiosa. 

CONGRESSO NACIONAL PERDULÁRIO

Estou para ver Congresso Nacional pior do que esse. Não há e nunca houve.

As emendas do orçamento pelas quais domina lá pelos R$60 bilhões são um incentivo aos desvios e à corrupção. E parlamentares resistem em prestar conta, significando um "pix em branco". Quanto mais descontrole, melhor.

A essa vergonha nacional, um convite à corrupção desmedida, há outra verba escandalosa: o fundo eleitoral que sustentam as campanhas eleitorais, mas privelegia os seus acobertados mais destacados. São R$5 bilhões a custa do contribuinte, dinheiro jogado no ralo.

São acintes, desprezo ao povo brasileiro que paga essas excrecências.

                                                    ***

E há um "detalhe" que chama a atenção. O Congresso, não só pelas mordomias — já se descobriram rachadinhas, inclusive denunciadas por Moro no tocante aos Bolsonaros — tem o mérito de enriquecer seus membros eleitos. Não desmentida a informação, veja-se o caso do deputado Nícolas Ferreira: "O patrimônio declarado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou de R$ 36.820,46 em 2022 para cerca de R$ 3,89 milhões no registro para novas eleições, um crescimento expressivo em quatro anos."

Há muito de podre nisso tudo e não há quem consiga controlar. Talvez quando a vergonha na cara coletiva passe a prevalecer. Meu delírio.

E o povo? Ora, o povo. O Lula que se vire em sustentar os pobres, mesmo com críticas sórdidas aos seus programas.

AINDA A SELEÇÃO BRASILEIRA

Tudo já se disse sobre a seleção brasileira mas eu vou dizer um pouco mais.

Desde logo, a convocação de Neymar, um fiasco assumido pelo técnico sob a pressão até dos torcedores bolsonaristas porque o jogador apoia os Bolsonaros.

Foi um estorvo porque, sobretudo, sem condições de jogo e pela sua personalidade arrogante. Os tempos passaram para Neymar pregado em campo e, não de hoje tem outros interesses, os seus jogos são outros.

A ironia é que, com sua entrada, contra a Noruega, o time se desorganizou e levou dois gols. Claro que Neymar tinha que aparecer e o fez com aquela cena medíocre na hora de bater o pênalti provocando o goleiro norueguês, como se todo o tempo fosse dele fazendo cera com o time perdendo.

E, quanto ganha o técnico italiano? US$1 milhão por mês? Essa loucura? 

Mas, não deixou o técnico de ingressar na "operação cervejinha": fez propaganda de cerveja como se tudo da seleção, carente de títulos, fosse regado à caipirinha, coadjuvando o Ronaldinho. Desvios da concentração e do oportunismo nacional, já na bastasse Neymar.

E o técnico nada acrecentou ao que os outros técnicos experimentaram. 

É hora de olhar para os "nacionais" e não tanto para os internacionais que podem ter um interesse relativo com a seleção. Porque são milionários, famosos.  O que muda no na seleção diante dessa situação consolidada no Exterior? 



Textos sobre o mesmo tema:

(*) INDÍCIOS DE CONSPIRAÇÃO ELEITORAL

(**) O "DESCONDENADO" LULA. QUAL A CONDENAÇÃO?

segunda-feira, 27 de julho de 2026

NÃO SÓ INDÍCIOS DE CONSPIRAÇÃO ELEITORAL



"Conspirações"



Por tudo o que tenho visto e ouvido de Flávio Bolsonaro, desde as denúncias de Moro quando saiu do Ministério da Justiça, sobre as rachadinhas e outros, sua atuação sofrível como senador. e mais agora com as mentiras no escândalo Master-Vorcaro, eu o tenho como um político de baixa responsabilidade, desprovido de discernimento que se situa, quando muito, numa média com dose de condescendência.

Então, em sua confirmação como candidato na convenção do PL ele convidou o Milei, um notório fanfarrão argentino e, com ele, ensaia passinhos de dança!

Mas, muito além disso, ele anunciou há dias, algo que significa ter convencido os Estados Unidos de Marco Rúbio a no minimo questionar a eficácia ds urnas eletrônicas nas eleições presidencias.

Foi ele que, sutilmente, de novo, inseriu o tema na sua agenda torpe.

Com efeito, no dia 21 de julho, numa palestra a embaixadores, repetiu a farsa do pai sobre as urnas eletrônicas com ilações de que elas podem ser fraudadas, mas "confiando" nelas, numa posição ambígua e irresponsável.

E dá-se, então, o meu direito em acreditar que, com as manobras do secretário Marco Rúbio, que há sim, uma conspiração contra o sistema eleitoral brasileiro.

Eventos depois da palestra de Flávio aos embaixadores no dia 21:

▪ 24.07: O jornal "The Washington Post" revelou que os Estados Unidos preparavam o envio de funcionários do Departamento de Estado com a missão de propagar suspeitas sobre as urnas brasileiras e sobre as próprias eleições. Claro que os americanos desementem essa intenção como têm feito em outras ações no planeta;

▪ 24.07: O Governo brasileiro negou o visto aos americanos "observadores" como não poderia ser diferente;

▪ 26.07: Trecho de artigo de Lula no The Washington Post: "Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras". 

E nisso tudo há os "ingênuos" ou coisa pior se perguntando se criticar as urnas eletrônicas passou a ser crime. Crime não e, mas nesse quadro de má índole, ou é uma irrespnsabilidade ou má fé da turma do tumulto, os marchadores, rezadores de pneu, bebedores de detergente...

MARCO RÚBIO

Por falar em "mentiras" o Secretário de Estado americano, para afastar a (ir)resonsabilidade dos bolsonaros sobre a elevação das tarifas contra o Brasil, um ato no qual faltou seriedade e veracidade, Rúbio se referiu ao "ego" de Lula para que as negociações falhassem. 

Eis aí um conjunto de farsas ideológicas-conspiratórias.

Marco Rúbio, visando o previsível domínio que terão os Estados Unidos sobre o Brasil se eleito o Flávio, vai armando estratégias para fortalecer a ele e o irmão que lá vive, deslumbrados pela falsa recepetividade que gozam e os submeter, depois, ao poderio americano. 

Rúbio é cubano-americano e vejo nele alguma inspiração em Fidel Castro que pretendeu exportar a revolução cubana ao planeta. Ele, Rúbio, tenta o mesmo com a "revolução" trumpista, até agora um fracasso soberbo.


NOTA DE DIVULGAÇÃO

NÃO SÓ INDÍCIOS DE CONSPIRAÇÃO ELEITORAL

O candidato Flávio demonstra pouco discernimento e responsabilidade;

Não se substime a sutileza de suas observações às urnas eletrônicas e à vinda vetada de "observadores" americanos para, seguramente, questionarem as eleições se não eleito ele;

Sutil, também, a conspiração americana e há os "ingênuos" que dizem não ser crime criticar as urnas eletrônicas. Ciscam na superfície

Marcos Rúbio é cubano-americano, e vejo que ele se inspira em Fidel Castro para exportar, agora, a "revolução" trumpista - que tem sido um fracasso.

Acessar: 

https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/07/nao-so-indicios-de-conspiracao-eleitoral.html









quinta-feira, 23 de julho de 2026

A MENTIRA E A FARSA COMO MÓVEL DE CAMPANHA

 





As eleições estão chegando e com elas a revelação dos perfis dos candidatos, especialmente aquele principal da dita direita radical e nele, há muito de farsas e mentiras em sua campanha que ele já não consegue esconder.

Parece que sua campanha contratou uma horda delinquente que, para atacar Lula, se vale do baixo calão extremo, do ataque pessoal, de ilações torpes porque já não se esconde a preocupação de que pelas vias civilizadas, a campanha dele marca passo, num sobe e desce que não dá segurança de êxito.

E quanto ao modo de agir do candidato, o bolsonaro júnior, ele também berra impropérios contra Lula, grita inconsequências para agradar uma "plateia" acéfala, sem nada provar.

Mas, nas suas farsas, se ajoelha perante 'pastores evangélicos' que o abençoam em cena patética.

E se revelou um mentiroso "corajosos" ao afirmar que nada tinha com o Master-Vorcaro quando, na verdade, ele fora cobrar do banqueiro preso, um valor não desmentido de R$61 milhões, dos quais não prestou contas e remetidos aos Estados Unidos aos cuidados do irmão. Parte desse valor, sustenta o irmão que agora comemora o "green card" obtido nos Estados Unidos? Eu me pergunto se as atividades do irmão, por lá, não são, efetivamente, a de mandrião!?

Nova denúncia recente no seu envolvimento com Vorcaro: recebeu R$500 mil do esquema do Master...

E ele vem mentindo descaradamente e, pior, o Judiciário não o cobra por esses escândalos lucrativos e públicos. Ele permanece impune, talvez por algum favorecimento "evangélico" supremo.

E não só isso. O seu envolvimento e de seu irmão, subservientes ao governo Trump que aguçaram os interesses dos americanos de taxar exportações brasileiras; as últimas sobretaxas, com a farsa de secretário Marco Rúbio que, por falta de argumentos e fundadas em falsidades, culpou o "ego" de Lula pelo fracasso nas negociações. Até quando essa farsa descarada? 

E nessa pressão americana tentando a subserviência brasileira, bem a gosto dos irmãos bolsonaros, há a questão do pix que o irmão "americano" chegdou a sugerir um acordo com o sistema "zelle" de lá, um modo de servir aos interesses dos Estados Unidos de Trump.

Senador vazio, para não dizer nulo, ele está aí com todos seus abusos, as rachadinhas, suas mentiras, envolvido com o escândalo Master até o pescoço. E repete a farsa do pai sobre as urnas eletrônicas para criar fatos políticos, com ilações de que elas podem ser fraudadas, numa posição ambígua e irresponsável.

E pela distorção ou pela mentira como fez há pouco numa "compra"num supermercado fazendo falsas comparações de preços. 

E então, esse senador medíocre, subserviente aos Estados Unidos do modo mais inconsequente, mentiroso descarado, envolvido no escândalo Master como poucos, vem sendo sustentado pelos celerados e irresponsáveis nacionais, porque "ele pode vencer Lula". E a ética, que conversa e essa?

Mais que irresponsabilidade é uma traição ao país sustentar essa candidatura caricata.

Eis porque Lula-Alckmin não podem deixar o governo.



sábado, 27 de junho de 2026

"GOVERNO ELEITO" SOB CONTROLE AMERICANO



Flavio e a bandeira americana





Refiro-me à carta do candidato Flávio Bolsonaro, de 2 de junho remetida a Marco Rúbio - secretário de estado dos Estados Unidos - questionando as sobretaxas a produtos brasileiros anunciadas pelo governo americano, coincidindo com os contatos que fizera, junto com o irmão, nos Estados Unidos, incluindo reunião com Trump. Parecera nova investida irresponsável deles como se dera em fevereiro de 2025 com taxações exacerbadas, depois minimizadas em parte.

Pela subserviência que ambos têm demostrado em relação ao governo americano, ponderava-se o nível de influência que tiveram em relação ao anúncio dessas novas sobretaxas e, no tocante, ao pix, o irmão residente nos Estados Unidos, chegara a fazer uma troca desqualificada com o pix daqui e um não igual que vige entre os americanos, um tal "zelle". Para tal troca já acenava o lá residente uma simbiose entre o dois sistemas, naquele sentido equívoco de bajular os americanos.

Ao confirmar que as sobretaxas podem ser aplicadas como decisão de governo, disse na resposta do dia 23 último Rúbio "absolvendo", em tese, as supostas injunções de Flávio:

"... sob liderança do embaixador Jamieson Greer, anunciou em 1º de junho de 2026 a determinação de que certos atos, políticas e práticas do Brasil são irracionais ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos. A proposta de resposta está aberta a comentários públicos. Essa determinação e a resposta proposta fazem parte de uma investigação iniciada em julho de 2025 sob a orientação do presidente Trump".

(...)

"Essas diferenças incluem comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal". 

"Práticas irracionais"! "Desmatamento ilegal"!

Nos bastidores, o Governo brasileiro vem negociando a não aplicação dessas sobretaxas assentadas em irrealidades brasileiras, distorcidas pelos americanos.

"TRANSIÇÃO" DE GOVERNO SOB CONTROLE AMERICANO

Mas, o ponto mais polêmico, que revela a submissão dos bolsonaros juniores em compilhar o governo brasileiro com o governo Trump, se eleito Flávio, se dá na sutiliza deste trecho da carta remetida por ele:

"Como já disse, estou confiante de que serei eleito presidente do Brasil em outubro. Se essa for a vontade do meu povo, estou preparado para colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição, para que possamos concluir, o mais breve possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nossas nações — um acordo fundamentado no livre mercado, no respeito mútuo e na aliança estratégica que nossos d'1ois povos merecem".

"Equipe de transição imediatamente à sua disposição".

Em outros meios de comunicação, eu tenho chamado esses irmãos de irresponsáveis, inconsequentes quanto ao futuro, dessa submissão e, como decorrência, a influência autoritária dos americanos que "compartilhariam" os destinos brasileiros..

Quando chamo essa submissão assumida de irresponsabilidade contra o Brasil, há os que se chocam.

Mas, a resposta de Rúbio foi mais sensata do que o ensaio entreguista de Flávio:

"Observamos seu otimismo em relação às próximas eleições de outubro e sua generosidade em colocar sua equipe de transição à disposição caso seja eleito. Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar um modelo de comércio e investimento amplo, justo e mutuamente benéfico. Aguardo nosso diálogo contínuo e o aprofundamento da parceria estratégica entre nossas duas grandes nações. Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil."

"Líderes escolhidos pelo povo brasileiro..." [mesmo os não entreguistas].


DIVULGAÇÃO

"GOVERN ELEITO" SOB CONTROLE AMERICANO

Carta de Flávio e resposta de Marco Rúbio

Este artigo tem por objetivo a compreensão das correspondências, a remetida por Flávio e a resposta de Marco Rúbio, saindo das especulações sem que se atenha aos textos.

A polêmica maior foi a oferta de Flávio, se eleito, de colocar à disposição do governo americano sua equipe de transição para entendimentos, entre outros, de "aliança estratégica". 

A resposta de Rúbio foi mais sensata do que a oferta de "aliança estratégica". De qualquer modo, ocorrendo a eleição de Flavio, uma irresponsabilidade para o Brasil, como será contido os interesses americanos no Brasil? 

Acessar:

https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/06/governo-eleito-sob-controle-americano.html

 

 

 


sexta-feira, 26 de junho de 2026

O QUE QUER MICHELLE?






Estava acostumado a ver Michelle nas redes sociais, com um centímetro de maquiagem, fazendo pose de beleza e nada além disso.

Esnobe ao lado de Bolsonaro, insistindo em ser a eterna primeira-dama, esse papel apelativo ou ate ridículo que ainda agrada os apoiadores deslumbrados do bolsonarismo sem olhos às mazelas.

Eis que, no dia do jogo do Brasil do dia 24 de junho ela, surpreendentemente, lançou um vídeo nas redes sociais, de 27 minutos com símbolismos exotéricos em sua jaqueta, nos enfeites ao seu lado e quadros ao fundo, para se apresentar, não como manequim, mas quem disse algo próximo de que "aqui quem manda sou eu".

Sutilmente e a propósito falou do seu "marido-galego" tentando que, mesmo com as estultices recentes de ter ele danificado a tornozeleira e agora, cedendo sua arma a estranhos, com desculpa esfarrapada, apelou pela compreensão e alegando os efeitos de medicamentos que o afetam pelo que continuidade da prisão domiciliar.

Ela diz que cuida dele.

Mas, quanto ao filho mais velho do "galego", revelou todas as suas mágoas pelo tratamento agressivo que ele teria lhe dispensado sempre.

E isso num momento que o candidato Flávio enfrenta críticas severas e de descrédito. Com efeito, é tratado como mentiroso no caso de sua ligação com Master - Vorcaro, se faz de "santo" ao não explicar o destino de um valor de R$61 milhões ou mais que teriam sido remetidos ao Estados Unidos, aos cuidados do irmão que não tem atividade de trabalho, o que permite a ilação de que ele vive de parte dessa fortuna.

A isso se acrescentam os contatos desastrosos de ambos com Trump e assessores que pelos efeitos têm tumultuado as relações entre Brasil e Estados Unidos. Revelam-se submissos e deslumbrados com os acenos incertos de Trump, principalmente o júnior  folgado que lá vive.

Com a divulgação do vídeo, parece que o próprio pai se posicionou contra o filho que ele indicou como candidato à presidência mesmo que com antecedentes complicados, como o caso das rachadinhas, denunciado por Moro e outros que devem ser lembrados na campanha!

E o que me surpreende: seus eleitores consideram corrupção só o dos "outros", ele nada tem com o Master, só o saque de R$61 milhóes ou mais; uma insignificância. São tempos de distorções.

Mas, quanto à Michele, qual o controle que detém ela sobre sua família— com o marido frágil, fisicamente, e dado a estultices —, excluindos, claro, os enteados que não a suportam?  

Então, diante dessa quadro de fragilidades reais, o que quer Michelle devidamente "autorizada" pelo "galego" com o video ? E no qual não dissera tudo?

Não creio que ela queira a vaga do frágil e inapto condidato bolosnarista júnior, dado como mentiroso.

O que quer ela? Ser reverenciada como uma espécie de estrela do partido? Ser a candidata ao Senado com todo o apoio e vigor do PL moralmente frágil.

E, em assim sendo, até que ponto ela vai olhar para o "galego", o "chefe" duma família dividida embora esses atritos tentam ser escamoteados? 

Mais pode surgir desse tanque público. Ela disse que ainda não disse tudo. O desfecho, tudo está indicando, será um excelente enredo de novela de uma família perdida em interesses rigorosamente sombrios.



DIVULGAÇÃO

O QUE QUER MICHELLE? 

Nesse momento frágil do candidato do marido, esse vídeo contudente?

Quer ela se aproveitar do momento do Flávio, dado como mentiroso, envolvido com Vorcaro e tomar o seu lugar? Ser a estrela do partido? Ser a candidata excepcional ao Senado? 

Ela sutilmente defende o marido e sutilmente pede a compreensão pelos efeitos dos medicamentos e a permanência dele em prisão domiciliar. E ele é complicado, agora cedendo sua arma para estranho!

É uma família complicada, que esconde atritos mas tudo leva a crer que a tanque público ainda será usado. Pode se constituir em enredo sombrio de novela.

É só aguardar. Isso e muito mais, acessando:

https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/06/o-que-quer-michelle.html

sábado, 2 de maio de 2026

TEMPOS DE TEMAS MÚLTIPLOS




Há nesses sinais a indignação e a dúvida no que se refere a princípios ou a falta deles.




Correios

Serão os Correios, dívida da União ou a manutenção de um serviço publico deficitário como tantos outros Não faz muito, foram entregues correspondências nos rincões do país. Os Correios estão no país todo. O erro foi denunciar tardiamente os imensos prejuízos. Porque há uma concorrência forte de empresas de entrega. 

E não há mais cartas, cartões de festas. Tudo é via redes sociais. A solução será mais uma privatização, pela qual o País perde o controle dos serviços? É preciso repensar muito esse “alternativa” mas, depois dos ajustes que precisam ser feitos ou irem em frente.

INSS – Previdência social

Sou do tempo em que a legislação previdenciária, para os segurados que exerciam serviços considerados insalubres ou perigosos, o trabalhador poderia se aposentar com 50 anos. Tudo isso passou, os tempos são outros. A população aumentou aos milhões e a idade chegou para milhões que, agora, batem às portas do INSS. 

O dispêndio de recursos é imenso e esse é um dos itens que comentarista da Rede Globo e outros englobam como “gastos do Governo”, comentários até irresponsáveis. 

Para suprir essa imensa massa de aposentadorias e serviços médicos, será necessário um “exército” de servidores. Os tempos são outros e há que considerar esses tempos para todos que, uma hora dessas, batem nas portas da previdência…

Chamada tendenciosa em artigo no jornal “O Estado"

O economista Roberto Macedo em artigo de 1º de maio, no jornal “O Estado” — que se despersonalizou tantos são seus editoriais tendenciosos — sob o título “A população diante das contas públicas” faz uma série de análises, apresentando estatísticas sobre os gastos do Governo dando a ele uma dose de culpa pelos alegados excessos.

E qual a chamada do jornal, simplista e descarada? Esta: “A população reage negativamente diante dos desmandos fiscais do governo”.

Pois bem, no final do artigo, diz o articulista não poder contar com os partidos políticos e conclui:

“Tome-se o caso do Congresso, sabidamente fora de controle. Já vi algumas pesquisas em que é avaliado pela população, mas é preciso fazer muitas outras mais. O mesmo no caso do Supremo Tribunal Federal. Nesse caso, entendendo que as suas decisões deveriam ser tomadas por todos os juízes em conjunto, e não por turmas, como acontece atualmente”.

Esse final é melancólico, nada uma coisa com outra.

O que poucos têm coragem de dizer, além do que expus acima, é o seguinte:

► Nos gastos do governo, está o Congresso Nacional, com suas emendas orçamentárias de R$60 bilhões e o fundo eleitoral, que na soma beiram R$70 bilhões. E sua massa de assessores, cabide de emprego que já ensejou (ou ensejam?) “rachadinhas” vergonhas. E as mordomias que são um escárnio ao povo brasileiro. Toda essa riqueza ensejando a corrupção;

► Não, o maior problema não são as decisões de turmas do STF, um desvio do tema analisado, mas nas contas do Governo, além da previdência, estão também o Judiciário como um todo, no âmbito federal, incluindo penduricalhos: o STF, o STJ, a Justiça eleitoral, os seis TRFs e toda a primeira instância. Toda a estrutura do Exército e seus privilégios, toda máquina administrativa do Governo perdida até em rincões impensados do território nacional. A massa de funcionários, muitos com remuneração acima do teto. O SUS e suas operações no que cabe ao Governo Federal...

E sabem qual o “gasto excessivo”? O “bolsa família”, “o auxílio gás” (!), nestes tempos de desafios, inclusive o advento da automação desenfreada que tomará conta dos empregos como já vem tomando.

A sociedade tem um dever com os necessitados como pregou o cristianismo autêntico, nestes tempos de ”evangélicos” hipócritas que criticam esses programas mas não poucos apelam de modo descarado por dízimos, nem que sejam 10% do que paga o “fiel” de aluguel. Que falta de vergonha!

Daí porque me sobem sintomas eméticos quando vejo esses comentaristas que não têm vergonha na cara tal a superficialidade de suas “análises”.

BC e os juros elevados

Quando uma empresa busca recursos no meio financeiros, os juros elevados que paga, são repassados aos preços.

E o BC que controla a inflação, no seu amadorismo, insistiu em manter, por quase um ano, os 15% da SELIC que, rigorosamente, é inflacionária.

E querem saber do amadorismo?

Durante todo esse tempo, houvesse maturidade, o BC poderia, sim, ter baixado os juros.

Mas, agora, com a desastrada atuação do Trump afetando o preço do petróleo e, indiretamente, uma série de produtos, o BC que agora poderia se conter até o desfecho dessa crise insana, baixa os juros.

Não fez quando deveria, e faz quando não deveria.

Coisas deste imenso país, meio enlouquecido e abusado nas suas entranhas.

Fim da jornada 6 x 1

Reitero dando-se a proibição da jornada 6 x 1: Mantida a jornada de 44 horas semanais, de cinco dias, com 8h48 diárias decrescendo em três anos, até chegar à 40 horas semanais. Será um período de adaptação, incluindo a contratação de folguistas.



NOTA DE DIVULGAÇÃO

TEMPOS DE TEMAS MÚLTIPLOS

● Correios: é, sobretudo, um serviço público nacional que atende os rincões do pais

● INSS - Previdência social: a população se multiplicou, o tempo passou e agora milhões buscam seus direitos...

● Artigo com chamada tendenciosa do jornal "O Estado": um artigo inclusivo que perdeu o foco

● BC e os juros elevados: manteve os juros elevados por meses, tendo momentos para os baixar e baixou na hora que deveria ser comedido com as traquinagens do Trump

● Fim da jornada 6 x 1: reitero minhas ponderações ao tema

Acessar:

https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/05/tempos-de-temas-multiplos.html