sábado, 24 de outubro de 2026

NIETZSCHE E EU









Eu li alguns livros de Friedrich Nietzsche, o filósofo alemão, que gostava de se dizer polonês, porque tinha que fazê-lo. 

Eu o tenho como alguém afetado por distúrbios mentais progressivos que chegaram à sua "aniquilação". 

Mas, enquanto isso, num dado momento da busca de liberdade perante a vida, criou Nietzsche o super-homem e proclamou que Deus estava morto.

Da resenha que fiz do livro "O Anticristo", transcrevo este trecho:

Ele, o homem-superior deve ter, então, a liberdade de usufruir da vida sem a presença, por exemplo, dos sacerdotes cristãos que conduzem os "fieis" nas mentiras contidas na Bíblia que enaltece o judaísmo e, no "novo testamento", o evangelho cristão ("as boas novas") mentiras, não poupando nem mesmo a todos os ensinamentos de Jesus Cristo.

Por esse texto fica revelado a causa do seu super-homem porque é dessa forma que ele vive intensamente, fora da religião e dos sacerdotes que tolhem sua vida e sua liberdade de pensar e agir.

Claro que nessa sua angústia ele não se posicionou sobre o evento "morte" não só dos tolhidos pela fé, como do seu super-homem.

E ele próprio foi vítima de severa decadência mental, por 11 anos, até sua morte em 1900.

Por qual razão me refiro ao filósofo que li por "obrigação", tantos adeptos ele tem, tantas vezes citado por outros filósofos que não ignoram seus livros?

Eu saio do universo nietzschiano e me volto para o universo brasileiro para ficar no menos, embora o que pressinto não é uma tendência só daqui.

Com a ascensão do bolsonarismo inconvicto e até demagógico do "Deus, pátria e família", à sua volta aderiu um número expressivo de evangélicos, seus ditos pastores e do catolicismo também, mesmo que criticado por aqueles, pelos seus dogmas e, em especial, pela reverências a Maria, mãe de Jesus.

Esse quadro conturbado de disputa política nestes dias, a Bíblia tem sido a bandeira, a cada momento, e esses evangélicos escolhem um versículo para justificar sua posição política mesmo que haja no mesmo livro versículos que o contradizem.

Sinto que do Novo Testamento, muito mencionado, mas rejeitado diante da exposição de ódio principalmente do lado da "direita", fazem de seus mandamentos e de Jesus Cristo um simples cabo eleitoral. E assim fazem e depois rezam um "Pai nosso". Essa grei, na sua preferência, já elegeram um "evangélico novo" para "adorar".

Nessa conformidade, ao ouvir o autoproclamado pastor Silas Malafaia, me pergunto como é possível um religioso nas suas manifestações políticas, muito pouco religiosas, chegar a um nível de arrogância que se converte em odio, aos berros.

Outros com menos timbre, também dividem o púlpito entre a politica e a Bíblia aberta, dando-se essa confusão entre religião e ideologia e, neste caso, para justificar a opção, de regra, com argumentos torpes ou mentirosos.

E, no mais, o pecado está nos outros.

Nestes últimos dias da campanha presidencial setores católicos também se uniram ao evangelismo político-religioso, enfatizando preferentemente os perigos do comunismo. 

Esse é um fenômeno inexplicável, porque os medos comunistas são maiores do que nos tempos da guerra fria entre Estados Unidos-União Soviética no seu auge nas décadas de 60/70.

Na minha irritação, tenho explicado que esse "medo" ou demagogia sem caráter do perigo comunista, faço uma imagem do medo do bicho papão debaixo da cama que assusta criancinhas desesperadas.

Denuncio ainda nessa irritação, na minha profunda indignação que muitos são os que, para garantir posição política, não religiosas, cospem nos Evangelhos.

Bom, no posso me alongar embora haja muito a dizer.

Embora tenha simpatia pelo catolicismo, mas com essa massa de "religião-política" não poucas vezes, de modo exacerbado babando ódio, não faço como Nitzsche que diante dessas contradições e controles das "ovelhas", proclamou a morte de Deus,

Não, eu proclamo a "morte" das religiões. Elas não me atendem.

E fico com o que ensinou Jesus em Mateus 6.6:

"Mas tu, quando orares, entra no tem aposento, e fechando a tua porta, ora a teu Pai,    que está em oculto; e teu Pai que vê secretamente, te recompensará."


De Nietzsche, acessar:

O ANTICRISTO

ASSIM FALOU ZARATUSTRA

ECCE HOMO

NIETZSCHE UMA INTRODUÇÃO BIOGRÁFICA


NOTA DE DIVULGAÇÃO

NIETZSCHE E EU

Por dever de "ofício" literário li livros do filósofo alemão,

Eu o tinha ou tenho com suas eventuais incoerências, o rigor contra a religião, a Bíblia e os sacerdotes que tolhiam a liberdade de viver e das escolhas dos fieis. Proclamou que Deus morreu e, como contraponto, "criou" super-homem que viveria livremente sem as amarras religiosa. Mas, o filósofo, não pensou na limitação da vida, a morte.

À rejeição às religião de Nietzsche eu, no meu canto silencioso, transportei o seu universo aos dias atuais da política brasileira e constatei com os evangélicos se servem da Bíblia aberta para defender ideologias, mesmo que com argumentos falsos. O Novo Testamento e Jesus, de modo desrespeitoso, até, se tornaram cabos eleitorais partidários. Uma linha católica se serve do ódio gratuito e declaram medo ao comunismo. uma falácia.

Não vou seguir Nietzsche, porque Deus não morre, mas para mim morreram as religiões e, então, sigo o que ensinou Jesus, conforme Mateus 6.6   

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/10/nietzsche-e-eu.html



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