Quando Lula criticou asperamente o morticínio (não uso genocídio) em Gaza comandado pelo primeiro ministrio Benjamin Netanyahu, a cúpula isaraelense se insurgiu contra o governo brasileiro de modo veemente.
E, então, por aqui, a predominância da ignorância na horda bolsonarista, se aproveitou desses desentendimentos diplomáticos para defender Israel chegando ao ponto de considerar o país, "cristão".
Sim, o ataque do Hamas foi de terrorismo extremo, mas os ataques sob as ordens de Netanyahu em Gaza foram desproporcionais e não consideraram a vida dos palestinos, muitos deles reconhecendo a opressão em que viviam. Qual a proporção da matança de civis em Gaza? Para cada israelense morto pelo Hamas, em outubro de 2023, 1200, a retaliação foi de 1 x 70.
Então, as criticas são contra os excessos de Netanyahu e não contra a nação Israel que, bom que se diga, o primeiro ministro, nem do longe é uma unanimidade nacional.
Então, não confundir Netanyahu e seus excessos com a nação Israel.
Neste meu canto de anonimato concordei em tudo com as críticas de Lula.
► O Irâ sob ataque severo de Israel e Estados Unidos
No artigo de 02.10.2024 sob o título "O bullying do Irã e os ataques a Israel", fiz críticas severas a Lula pela sua condescendência ao um regime cruel e restritivo como é o dos aiatolás liderado por Khamenei, até de modo desqualificado, fazendo manhas contra os Estados Unidos, por exemplo, na questão da substituição do dólar como moeda comercial. (*)
Dera-se esse artigo pelas escaramuças havidas, então, de Israel contra o Irã, porque ele supre o Hamas e no Líbano o Hezbollah de armas pesadas, porque querem eles todos o extermínio de Israel.
Uma situação insuportável que vinha sendo, digamos, adiada na sua gravidade.
Eis que entra no jogo Trump, presidente dos Estados Unidos que, juntamente com Israei pretendem acabar com o bullying do Irã e seus asseclas.
E para isso, não há respeito algum ao povo iraniano. Aliás, Trump, sem saber quem eram os barqueiros nos mares da Venezuela, se traficantes, pescadores ou passeaodors, atingiu motalmente todos esses barcos, num quadro de assassinato — e não há palavra amena nessas ações.
No Irã, dá-se a mesma anomalia. O regime teocrático violento dos aiatolás, está sendo confundido com a nação Irã e seu povo. Este é a vítima principal das bombas dos dois países que ao atingir o alvo — se atingir - — ceifa a vida de dezenas nas proximidades.
Então, não se estranhe editorial vergonhoso do jornal o "Estado de São Paulo" de 1º de março último que aos ataques de Netanyahu - Trump proclamou: NINGUÉM VAI CHORAR PELO IRÃ. O jornal fala que o regime iraniano "massacra o seu povo", mas as vítimas dos bombardeios não serão lamentados. Essas decorrências são "detalhes".
O texto desse editorial é pifio, assumindo posicionamento ambíguo um jornal que, "mentalmente" é decadente.
O que quero dizer, como tem ocorrido, que Netanyahu na sua truculência, não representa a nação Israel, os palestinos na luta para continuar sobrevivendo em Gaza, nada têm a ver com o Hamas e nem Khamenei representa a nação oprimida do Irã.
As mortes não justificam os meios. As vidas tem que ser consideradas de modo privilegiado. Elas não são "detalhes" e não são números da indiferença. Essa "moda" não pode prevalecer.
(*) O bullying do Irã contra Israel
NOTA DE DIVULGAÇÃO
QUANDO OS DESMANDOS DE UM LÍDER SÃO CONFUNDIDOS COM A PRÓPRIA NAÇÃO
Neste artigo pondero sobre uma prática que está se tornndo comum nos conflitos, confundir o líder do governo e seus desmandos com a nação à qual ele dirige.
O caso mais marcante e recente, deu-se quando Lula criticou Netanyahu pelo mortícinio que impunha em Gaza. Com essas críticas de Lula que apoiei, o governo israelense reagiu com veemência mantendo até hoje um clima tenso nas relações diplomáticas gerando por aqui, na horda ignara do bolsonarismo como se a nação israelense fosse o primeiro ministro, a ponto de ser solidária a Israel, porque cristão.
E assim como fez o jornal "O Estado" quando iniciados os ataques ao Irã.
Esses equívocos, fazem da vida humana, nesses conflitos, um "detalhe" que se apura pelo número de mortos, da indiferença.
Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/03/quando-os-desmandos-de-um-lider-sao.html

.jpg)

