sábado, 4 de abril de 2026

FÁBULA DE UM CONTRATO MILIONÁRIO




   Cofrinho cheio





No final do ano de 2023 um banqueiro se sentindo ameaçado pelas trapalhadas e ardis que produziu no seu negócio, um desvio milionário de dinheiro, estava sob risco de sofrer a intervenção e liquidação futura do BC mas, naquele momento, ainda estava "protegido". Porue pelo seu poderio ostentado, "subvencionando" inúmeras "autoridades", contava com a condescendência desses amigos "subvencionados".

Mas, o risco crescia.

Soube de um escritório de advocacia poderoso porque como sócio oculto e influente, havia e há um alto magistrado, muito respeitado e corajoso.

Esse banqueiro, então, contatou esse escritório influente, contando com a proteção daquele sócio influente, um modo de ir se prevenindo dos desvios do seu negócio. 

 O escritório o encarou na hora da contratação dos serviços.

O escritório desconfiava dos altos risco de virtual escândalo financeiro. 

Então, fez uma proposta elevada para não ser aceita pelo candidato a cliente: 3,6 milhões por mês, durante 36 meses, totalizando R$129.600,00.

— Pois eu aceito, respoindeu ele.

Antes de fechar o contrato pelo qual tacitamente não faltariam relações espúrias, o escritório pensou o seguinte: 

— Esse elemento está numa fase pré-falimentar; com esse valor mensal por 36 meses o escritório enriquece de modo significativo. 

E o sócio oculto, aquele magistrado influente por sua vez ponderou:

— Se der algum problema, uma denúncia, um fraude pesada, a gente administra esse "incidente", mas o que conta é a riqueza amealhada do contrato até eclodir o escândalo, se eclodir...

Deu-se o escândalo, o negócio do cliente foi liquidado.

O que faz o escritório contratado? Administra o escândalo, mesmo que afetando severamente a autoridade do magistrado — tudo a lamentar —, mas a riqueza continua garantida, intocada.

Mal parodiando, o dinheiro aqui soprou um baita vendaval.


NOTA DE DIVULGAÇÃO

Um contrato advocaticio milionário com notório sentido de proteção a um banqueiro semifalido pelos abusos que praticou.

O valor milionário, no seu bojo, continha o "seguro" e a "administração" do escândalo se escândalo comprometedor eclodisse. Enquano isso, havia as relações, digamos, espúrias entre as partes,

E diante do escândalo passou-se a o administrar, mas o cofrinho inchou...

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/04/fabula-de-um-contrato-milionario.html



domingo, 8 de março de 2026

QUANDO OS DESMANDOS DE UM LÍDER SÃO CONFUNDIDOS COM A PRÓPRIA NAÇÃO

 
Bombas no Irã


Quando Lula criticou asperamente o morticínio (não uso genocídio) em Gaza comandado pelo primeiro ministrio Benjamin Netanyahu, a cúpula isaraelense se insurgiu contra o governo brasileiro de modo veemente.

E, então, por aqui, a predominância da ignorância na horda bolsonarista, se aproveitou desses desentendimentos diplomáticos para defender Israel chegando ao ponto de considerar o país, "cristão".

Sim, o ataque do Hamas foi de terrorismo extremo, mas os ataques sob as ordens de Netanyahu em Gaza foram desproporcionais e não consideraram a vida dos palestinos, muitos deles reconhecendo a opressão em que viviam. Qual a proporção da matança de civis em Gaza? Para cada israelense morto pelo Hamas, em outubro de 2023, 1200,  a retaliação foi de 1 x 70.

Então, as criticas são contra os excessos de Netanyahu e não contra a nação Israel que, bom que se diga, o primeiro ministro, nem do longe é uma unanimidade nacional. 

Então, não confundir Netanyahu e seus excessos com a nação Israel. 

Neste meu canto de anonimato concordei em tudo com as críticas de Lula.

► O Irâ sob ataque severo de Israel e Estados Unidos

No artigo de 02.10.2024 sob o título "O bullying do Irã e os ataques a Israel", fiz críticas severas a Lula pela sua condescendência ao um regime cruel e restritivo como é o dos aiatolás liderado por Khamenei, até de modo desqualificado, fazendo manhas contra os Estados Unidos, por exemplo, na questão da substituição do dólar como moeda comercial. (*)

Dera-se esse artigo pelas escaramuças havidas, então, de Israel contra o Irã, porque ele supre o Hamas e no Líbano o Hezbollah de armas pesadas, porque querem eles todos o extermínio de Israel.

Uma situação insuportável que vinha sendo, digamos, adiada na sua gravidade.

Eis que entra no jogo Trump, presidente dos Estados Unidos que, juntamente com Israei pretendem acabar com o bullying do Irã e seus asseclas.

E para isso, não há respeito algum ao povo iraniano. Aliás, Trump, sem saber quem eram os barqueiros nos mares da Venezuela, se traficantes, pescadores ou passeaodors, atingiu motalmente todos esses barcos, num quadro de assassinato — e não há palavra amena nessas ações.


No Irã, dá-se a mesma anomalia. O regime teocrático violento dos aiatolás, está sendo confundido com a nação Irã e seu povo. Este é a vítima principal das bombas dos dois países que ao atingir o alvo — se atingir - — ceifa a vida de dezenas nas proximidades.

Então, não se estranhe editorial vergonhoso do jornal o "Estado de São Paulo" de 1º de março último que aos ataques de Netanyahu - Trump proclamou: NINGUÉM VAI CHORAR PELO IRÃ. O jornal fala que o regime iraniano "massacra o seu povo", mas as vítimas dos bombardeios não serão lamentados. Essas decorrências são "detalhes".

O texto desse editorial é pifio, assumindo posicionamento ambíguo um jornal que, "mentalmente" é decadente.

O que quero dizer, como tem ocorrido, que Netanyahu na sua truculência, não representa a nação Israel, os palestinos na luta para continuar sobrevivendo em Gaza, nada têm a ver com o Hamas e nem Khamenei representa a nação oprimida do Irã. 

As mortes não justificam os meios. As vidas tem que ser consideradas de modo privilegiado. Elas não são "detalhes" e não são números da indiferença. Essa "moda" não pode prevalecer.

(*) O bullying do Irã contra Israel

NOTA DE DIVULGAÇÃO

QUANDO OS DESMANDOS DE UM LÍDER SÃO CONFUNDIDOS COM A PRÓPRIA NAÇÃO

Neste artigo pondero sobre uma prática que está se tornndo comum nos conflitos, confundir o líder do governo e seus desmandos com a nação à qual ele dirige. 

O caso mais marcante e recente, deu-se quando Lula criticou Netanyahu pelo mortícinio que impunha em Gaza. Com essas críticas de Lula que apoiei, o governo israelense reagiu com veemência mantendo até hoje um clima tenso nas relações diplomáticas gerando por aqui, na horda ignara do bolsonarismo como se a nação israelense fosse o primeiro ministro, a ponto de ser solidária a Israel, porque cristão.

E assim como fez o jornal "O Estado" quando iniciados os ataques ao Irã.

Esses equívocos, fazem da vida humana, nesses conflitos, um "detalhe" que se apura pelo número de mortos, da indiferença.

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/03/quando-os-desmandos-de-um-lider-sao.html




sábado, 28 de fevereiro de 2026

UM JORNAL INCONVICTO QUE ASSUME O BOLSONARISMO


 





EXPLICAÇÃO:

Eu mantive contato com o jornal “Estadão” para cancelar a assinatura, mas essa decisão acabou sendo adiada. Às minhas críticas, uma prática do jornal, recebi e-mail de Rodrigo Cavalheiro (“editor da equipe que todo dia faz o Estadão”).

Eu respondi desta forma:

Na sua mensagem você diz não ser robô, mas a “defesa prévia” parece ter saído de IA. Por que quis eu desistir do jornal? Vamos ver aonde chego:

1. Sou assinante aqui em Piracicaba desde 1986 – uma dúvida nessa data porque eu recebia o jornal pela multinacional para a qual trabalhava. Então, pelo menos, por minha conta, desde 1994. Antes, no ABC, foram décadas;

2. Então, eu acompanhei a linha do jornal por todos esses anos e considero hoje uma postura inconvicta, contraditória que me cansou;

3. Isso se reflete nos editoriais — e não há aqui uma questão ideológico: basta o Lula arrotar e os editoriais sórdidos caem matando, imperdoáveis, como o de hoje (de 25/02), cujo decreto talvez tivesse, sim, que ser revogado para o repor após negociação;

4. O jornal, pois, parece se inserir, dissimuladamente, na linha de insanidade de um colaborador que no artigo de hoje teve este destaque:

A eleição de 2026 é um jogo de vida ou morte para a liberdade no Brasil. Se perdermos o jogo, seremos responsáveis pelo sepultamento da democracia no País.” (L. F. D’Avila).

O jornal acredita nessa farsa insana? A liberdade que ele almeja é a de Bolsonaro;

5. Nessa conformidade, criticando Lula como bolsonarista radical, o que quer o jornal? Eleger o filho, um sujeito sempre omisso no congresso, vazio, usuário das rachadinhas e de “imobiliária” para governar o Brasil? Com ele o possível aumento de sua bancada no congresso, significando o aumento da escória legislativa irresponsável;

6. Cai o Lula, confiável, para assumir essa escória que virou o país de cabeça para baixo e acordou uma horda de acéfalos. Claro que, na sua inconvicção, às ações do novo governo, reprováveis, o jornal fará seus editoriais culposos e talvez pífios, por não entender os dias de hoje. Porque a ordem dessa inconvicção é defender o bolsonarismo à socapa.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O "DESCONDENADO" LULA. QUAL CONDENAÇÃO?


Na lava jato houve crise de imparcialidade




O processo lava jato, empolgou o país e execrou Lula que foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 9 anos de prisão. Isso em julho de 2017. Lula cumpriu 580 dias.  A pena foi anulada.

Em setembro de 2016 o procurador Dellagnol supreendeu firmando suas acusações com o famoso powerpoint, tendo Lula no centro de uma série de informações que levavam à conclusão de sua culpabilidade.

A dupla empolgava. No meu anonimato, nomeei Moro um potencial candidato duma 3ª via à sucessão presidencial. Esse posicionamento está em artigos neste blog que não deletei.

Com o prestígio que o processo lhe trouxe, em maio de 2018 ele foi eleito, pela Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos, personalidade do ano em festa em Nova York. Deram-se outras homenagens. Na imprensa ele era uma unanimidade.

Mas, nem tanto pelas provas frágeis produzidas contra Lula, e mais pelo vedetismo natural a que foi guindado. Por isso, sua sentença foi confirmada nas duas instâncias superiores, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pelo Supremo Tribunal Federal porque ele detinha a aura de incontestável. Quem poderia impugnar a sentença do ídolo da justiça e do direito?

Lembro de manifestação do ministro Gilmar Mendes enaltecendo a lava jato!

As eleições de 2018 passaram e o eleito foi Jair Bolsonaro.

Então, dois elementos básicos fundamentaram a condenção do Lula: um apartamento no Guarujá e um sítio em Atibaia. Valores não foram encontrados. Houve insanidades afirmando que seus depósitos vultosos estavam no Banco do Vaticano. 

E os dois imóveis nunca decidamente comprovados de sua propriedade. E mais, brasileiros da classe média, com recursos de menor monta do que Lula, poderiam adquirir tanto um imóvel na praia como um no campo. Essas aquisições, se existissem, não seriam provas de abusos.

Em meio a esse raciocínio velado mas relevante, foram surgindo denúncias de desvios não desmentidos no andamento do processo, provas se não forjadas, forçadas — denúncias de conluio entre juiz e MP —, escutas ilegais, delações sob ameaça e até festas comprometedoras envolvendo autoridades  — nesse tema não entro!

E todos esses pontos foram se amontoando até que o STF em meio a esses irregularidades, em abril de 2021 anulou o processo da lava jato, com esta linha de entendimento:

"Segundo Fachin, relator, as denúncias formuladas pelo Ministério Público Federal contra Lula nas ações penais relativas aos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula (sede e doações) não tinham correlação com os desvios de recursos da Petrobras e, portanto, com a Operação Lava Jato. Assim, apoiado em entendimento do STF, entendeu que deveriam ser julgadas pela Justiça Federal do Distrito Federal".

Na Justiça Federal de Brasilia atentando para a suspeição do juizo Sérgio Moro, os processos foram arquivados. 

Então, sobraram os imóveis de Guarujá e Atibaia, cuja efetiva propriedade não se comprovou salvo por ilações desqualificadas.

Me parece, depois de conhecer o perfil de Moro e Dallagnol que a condenção de Lula foi um ato forçado, antijurídico, nulo, histriônico.

E o que restou disso? 

Moro, depois de se indispor com medidas de Bolsonaro — ao se demitir do ministério da Jutiça denunciou rachadinhas praticadas pela família — foi eleito senador, como se sabe. Hoje capto que tem ele alto grau de rejeição e fala em se candidatar ao governo do Paraná.

Dallagnol foi cassado em 2023 pelo TSE não pelas suas ações na lava jato, mas por deslizes disciplinares. Para muitos seu perfil inspira rejeição; nas redes sociais ele insere comentários desqualificados que colocm em dúvida seu discernimento para atuar, como atuou, no MP. No tocante ao "powerpoint" o STJ o condenou a indenizar Lula num valor superior a R$75 mil. 

Hoje chego à conclusão de que Lula não é um descondenado como gritam as acéfalos bolsonaristas. Ele sequer foi julgado. Ele foi execrado. O que ocorreu foram manobras de cunho eleitoral sutis, antijurídicas, desprezíveis.

Por essas tantas suspeitas, manobras e manipulaçõe, a lava jato foi desmoralizada.

E eu tenho um pouco de vergonha de ter elegido Moro, politicamente, num dado momento, como promessa de 3ª via.


NOTA DE DIVULGAÇÃO

O "DESCONDENADO" LULA. QUAL CONDENAÇÃO?

Um pouco envergonhado afirmo que no auge da lava jato, elegi Moro como virtual 3ª via no quadro político. 

Mas, com o passar do tempo, informações do processo da lava jato, não houve julgamento propriamente dito. O foco no apartamento do Guarujá e o sítio em Atibaia!

Quanto a esses imóveis digam o que quiserem, no houve prova de propriedade e mesmo que fossem de Lula, qualquer cidadão da classe média com o tempo poderia ter um imóvel na praia e uma sítio.

Com todas as manobras da lava jato da dupla Moro - Dallagnol, este com seu powerpoint acusatório, Lula foi realmente julgado com todos os necessários critérios de imparcialidade para um caso tão momentoso?

Concluo que ele não foi julgado, foi execrado!

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/02/o-descondenado-lula-qual-condenacao.html