Breve comenário no "X" de 02.11.2026: "Neste meu canto de anonimato disse sempre que os juros elevados alimentam a inflação, porque repassados nos preços. O BC para "economizar" 1% de sua "meta" de inflação, prejudica o país inteiro.
O BC e os juros sempre apontados para os altos da irrealidade nacional
André Lara Rezende, economista formado na PUC do Rio de Janeiro, um dos instituidores do Plano Real, num artigo recente fez severas críticas à política duvidosa de controle da inflação pelos juros elevados do Banco Central, suscitando críticas e perplexidades.
Disse ele que a taxa de juros é a causa principal do
desequilíbrio das contas públicas e "acusa”:
"Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma
teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio
fiscal que diz combater."”
E, também:
“Acuso a grande imprensa de repetir, sem exame, que o
problema está no gasto primário, quando está nos juros. Acuso os analistas do
mercado financeiro de confundir o interesse dos rentistas com a racionalidade
econômica."
O jornal "Estadão", no seu anacronismo
conservador e sempre com um perfil ideológico, no editorial de 4 de novembro
foi logo dizendo que "ideias amalucadas para reduzir os juros na
marra qualquer um pode ter. Que os petistas fiquem entusiasmado com elas é
compreensível. Que o mercado reaja mal é natural".
É a voz soberba do padrão Faria Lima
No tocante aos analistas da Rede Globo, nas análises
superficiais que fazem, se limitam a afirmar que o governo gasta muito e a
dívida pública está em 11 trilhões. "Terrorismo torpe". Esses
elementos não explicam que essa dívida tem o seguinte desdobramento, lição de
cartilha de curso primário:
O cálculo reúne os compromissos financeiros do Governo
Federal, do INSS, além dos governos estaduais e municipais; a principal
pressão sobre o crescimento da dívida tem sido a despesa com juros nominais,
que somaram R$ 1,182 trilhão no acumulado de 12 meses (cerca de 8,86% do PIB).
Há um ano, em 29 de março de 2025 escrevi isto:
"Assim qualifico esses atos do BC porque tenho já
convicção de que o porcentual de juros quando elevado tem efeitos maiores ou
menores sobre a inflação. Um efeito reverso.
É ingenuidade pensar que quem paga o nível de juros
atual não repassa aos preços — empresários e serviços — e, como decorrência,
elevando a inflação cujo efeito, nesse caso, se dilui nos vários itens
pesquisados.
Já disse e repito: a meta da inflação fixado pelo BC
se dá no começo do ano como um índice incerto na base do "quem
sabe" um tipo de jogo de azar. Porque muitos são os fatores que podem
alterar esse índice pretendido, ao longo do ano.
Outro dia, no "Jornal da Cultura", quando se
discutia a inflação dos alimentos, preço dos tomates, coisas assim, um dos
analistas do programa, sem entrar nessas questões muito próprias das causas, se
saiu com aquele argumento desprovido de seriedade:
— Tem inflação porque o governo gasta muito!
A todo momento exsurge esse "argumento" no
debate sem que se exemplifique um item sequer dos gastos descontrolados sobre a
inflação.
Há dias, num supermercado que não prima pelo melhor
preço, ao criticar eu o preço de um produto, a moça do caixa afirmou que era
culpa do Lula.
A moça humilde refletiu o conceito falho de que
"o governo gasta muito". (*)
CHEGOU A HORA DE ENCARAR ESSAS DESARRUMAÇÕES DO BANCO CENTRAL
NUM QUADRO DE REALIDADES “REAIS” E NÃO APELANDO PARA PROPOSIÇÕES IDEOLÓGIAS SEM
LÓGICA.
(*) A INFLAÇÃO, OS JUROS ELEVADOS E AS CONTRADIÇÕES
NOTA DE DIVULGAÇÃO
O BC E OS JUROS ESCORCHANTES
As "acusações" de André Lara Rezende num artigo receente tèm que ser analisadas sem ideologias. Ele critica os juros elevados fixado pelo BC, os analistas superficiais que fazem a cabeça de milhões de brasileiros culpando o governo que "gasta muito", que não explicam o que se insere na dívida pública e tudo fica nesse jogo incerto de meias verdades e muitas mentiras. O novo governo tem que viver na realidade e não em ficções imposta pelo BC.
Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/11/o-bc-e-os-juros-escorchantes.html




