sexta-feira, 6 de novembro de 2026

O BC E OS JUROS ESCORCHANTES

Breve comenário no "X" de 02.11.2026:  "Neste meu canto de anonimato disse sempre que os juros elevados alimentam a inflação, porque repassados nos preços. O BC para "economizar" 1% de sua "meta" de inflação, prejudica o país inteiro.



O BC e os juros sempre apontados para os altos da irrealidade nacional






André Lara Rezende, economista formado na PUC do Rio de Janeiro, um dos instituidores do Plano Real, num artigo recente fez severas críticas à política duvidosa de controle da inflação pelos juros elevados do Banco Central, suscitando críticas e perplexidades.

Disse ele que a taxa de juros é a causa principal do desequilíbrio das contas públicas e "acusa”:

"Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal que diz combater."”

E, também:

“Acuso a grande imprensa de repetir, sem exame, que o problema está no gasto primário, quando está nos juros. Acuso os analistas do mercado financeiro de confundir o interesse dos rentistas com a racionalidade econômica."

O jornal "Estadão", no seu anacronismo conservador e sempre com um perfil ideológico, no editorial de 4 de novembro foi logo  dizendo que "ideias amalucadas para reduzir os juros na marra qualquer um pode ter. Que os petistas fiquem entusiasmado com elas é compreensível. Que o mercado reaja mal é natural". 

É a voz soberba do padrão Faria Lima

No tocante aos analistas da Rede Globo, nas análises superficiais que fazem, se limitam a afirmar que o governo gasta muito e a dívida pública está em 11 trilhões. "Terrorismo torpe". Esses elementos não explicam que essa dívida tem o seguinte desdobramento, lição de cartilha de curso primário:

O cálculo reúne os compromissos financeiros do Governo Federal, do INSS, além dos governos estaduais e municipais; a principal pressão sobre o crescimento da dívida tem sido a despesa com juros nominais, que somaram R$ 1,182 trilhão no acumulado de 12 meses (cerca de 8,86% do PIB).

Há um ano, em 29 de março de 2025 escrevi isto:

"Assim qualifico esses atos do BC porque tenho já convicção de que o porcentual de juros quando elevado tem efeitos maiores ou menores sobre a inflação. Um efeito reverso.

É ingenuidade pensar que quem paga o nível de juros atual não repassa aos preços — empresários e serviços — e, como decorrência, elevando a inflação cujo efeito, nesse caso, se dilui nos vários itens pesquisados.

Já disse e repito: a meta da inflação fixado pelo BC se dá no começo do ano como um índice incerto na base do "quem sabe" um tipo de jogo de azar. Porque muitos são os fatores que podem alterar esse índice pretendido, ao longo do ano. 

Outro dia, no "Jornal da Cultura", quando se discutia a inflação dos alimentos, preço dos tomates, coisas assim, um dos analistas do programa, sem entrar nessas questões muito próprias das causas, se saiu com aquele argumento desprovido de seriedade:

— Tem inflação porque o governo gasta muito!

A todo momento exsurge esse "argumento" no debate sem que se exemplifique um item sequer dos gastos descontrolados sobre a inflação.

Há dias, num supermercado que não prima pelo melhor preço, ao criticar eu o preço de um produto, a moça do caixa afirmou que era culpa do Lula. 

A moça humilde refletiu o conceito falho de que "o governo gasta muito". (*)

CHEGOU A HORA DE ENCARAR ESSAS DESARRUMAÇÕES DO BANCO CENTRAL NUM QUADRO DE REALIDADES “REAIS” E NÃO APELANDO PARA PROPOSIÇÕES IDEOLÓGIAS SEM LÓGICA.


(*) A INFLAÇÃO, OS JUROS ELEVADOS E AS CONTRADIÇÕES


NOTA DE DIVULGAÇÃO

O BC E OS JUROS ESCORCHANTES

As "acusações" de André Lara Rezende num artigo receente tèm que ser analisadas sem ideologias.  Ele critica os juros elevados fixado pelo BC, os analistas superficiais que fazem a cabeça de milhões de brasileiros culpando o governo que "gasta muito", que não explicam o que se insere na dívida pública e tudo fica nesse jogo incerto de meias verdades e muitas mentiras. O novo governo tem que viver na realidade e não em ficções imposta pelo BC.

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/11/o-bc-e-os-juros-escorchantes.html



quarta-feira, 28 de outubro de 2026

A QUARTA VITÓRIA DE LULA, EMOÇÃO

 


Eu sei do Lula desde os idos na década de 1970 e depois na greve de 1978, quando tudo começou. Eu trabalhava na Chrysler de São Bernardo e Santo André.

Lula venceu:

►Essa direita medíocre que se valeu da truculência;

►Trump e Marco Rubio e o interesse em se aproveitar das terras raras e virtual intervenção no Brasil;

►Os bolsonaros, os seus aliados inconvictos, oportunistas e arrogantes. E a aventura com Flávio sem currículo de trabalho. Só o filhinho!

►Os “evangélicos” que cospem nos Evangelhos e o malafascismo;

► O ódio de deputados e senadores, os mentirosos e irresponsáveis vazios, incluindo os jovens do “futuro”;

►A dupla sombria da “suja jato”, Moro e Dallagnol que atacaram a biografia de Lula pelo ódio e não com provas. Para Dallagnol, Lula é o “nine”. Eles são a prova cabal que o Brasil elege mediocridades;

►Toda a direita europeia;

►O trumpismo da América do Sul.


E isso com 81 anos de idade. Sou um pouco resistente, mas há algo de ungido nesse cara que conheci no ABC e um dia escondidinho atrás duma coluna, fui assistir uma assembléia no Estadio da Vila Euclides, no dia seguinte aos voos razantes de helicópteros militares sobre a cabeça dos milhares de metalúrgicos grevistas que lá estavam.

 


sábado, 24 de outubro de 2026

NIETZSCHE E EU









Eu li alguns livros de Friedrich Nietzsche, o filósofo alemão, que gostava de se dizer polonês, porque tinha que fazê-lo. 

Eu o tenho como alguém afetado por distúrbios mentais progressivos que chegaram à sua "aniquilação". 

Mas, enquanto isso, num dado momento da busca de liberdade perante a vida, criou Nietzsche o super-homem e proclamou que Deus estava morto.

Da resenha que fiz do livro "O Anticristo", transcrevo este trecho:

Ele, o homem-superior deve ter, então, a liberdade de usufruir da vida sem a presença, por exemplo, dos sacerdotes cristãos que conduzem os "fieis" nas mentiras contidas na Bíblia que enaltece o judaísmo e, no "novo testamento", o evangelho cristão ("as boas novas") mentiras, não poupando nem mesmo a todos os ensinamentos de Jesus Cristo.

Por esse texto fica revelado a causa do seu super-homem porque é dessa forma que ele vive intensamente, fora da religião e dos sacerdotes que tolhem sua vida e sua liberdade de pensar e agir.

Claro que nessa sua angústia ele não se posicionou sobre o evento "morte" não só dos tolhidos pela fé, como do seu super-homem.

E ele próprio foi vítima de severa decadência mental, por 11 anos, até sua morte em 1900.

Por qual razão me refiro ao filósofo que li por "obrigação", tantos adeptos ele tem, tantas vezes citado por outros filósofos que não ignoram seus livros?

Eu saio do universo nietzschiano e me volto para o universo brasileiro para ficar no menos, embora o que pressinto não é uma tendência só daqui.

Com a ascensão do bolsonarismo inconvicto e até demagógico do "Deus, pátria e família", à sua volta aderiu um número expressivo de evangélicos, seus ditos pastores e do catolicismo também, mesmo que criticado por aqueles, pelos seus dogmas e, em especial, pela reverências a Maria, mãe de Jesus.

Esse quadro conturbado de disputa política nestes dias, a Bíblia tem sido a bandeira, a cada momento, e esses evangélicos escolhem um versículo para justificar sua posição política mesmo que haja no mesmo livro versículos que o contradizem.

Sinto que do Novo Testamento, muito mencionado, mas rejeitado diante da exposição de ódio principalmente do lado da "direita", fazem de seus mandamentos e de Jesus Cristo um simples cabo eleitoral. E assim fazem e depois rezam um "Pai nosso". Essa grei, na sua preferência, já elegeram um "evangélico novo" para "adorar".

Nessa conformidade, ao ouvir o autoproclamado pastor Silas Malafaia, me pergunto como é possível um religioso nas suas manifestações políticas, muito pouco religiosas, chegar a um nível de arrogância que se converte em odio, aos berros.

Outros com menos timbre, também dividem o púlpito entre a politica e a Bíblia aberta, dando-se essa confusão entre religião e ideologia e, neste caso, para justificar a opção, de regra, com argumentos torpes ou mentirosos.

E, no mais, o pecado está nos outros.

Nestes últimos dias da campanha presidencial setores católicos também se uniram ao evangelismo político-religioso, enfatizando preferentemente os perigos do comunismo. 

Esse é um fenômeno inexplicável, porque os medos comunistas são maiores do que nos tempos da guerra fria entre Estados Unidos-União Soviética no seu auge nas décadas de 60/70.

Na minha irritação, tenho explicado que esse "medo" ou demagogia sem caráter do perigo comunista, faço uma imagem do medo do bicho papão debaixo da cama que assusta criancinhas desesperadas.

Denuncio ainda nessa irritação, na minha profunda indignação que muitos são os que, para garantir posição política, não religiosas, cospem nos Evangelhos.

Bom, no posso me alongar embora haja muito a dizer.

Embora tenha simpatia pelo catolicismo, mas com essa massa de "religião-política" não poucas vezes, de modo exacerbado babando ódio, não faço como Nitzsche que diante dessas contradições e controles das "ovelhas", proclamou a morte de Deus,

Não, eu proclamo a "morte" das religiões. Elas não me atendem.

E fico com o que ensinou Jesus em Mateus 6.6:

"Mas tu, quando orares, entra no tem aposento, e fechando a tua porta, ora a teu Pai,    que está em oculto; e teu Pai que vê secretamente, te recompensará."


De Nietzsche, acessar:

O ANTICRISTO

ASSIM FALOU ZARATUSTRA

ECCE HOMO

NIETZSCHE UMA INTRODUÇÃO BIOGRÁFICA


NOTA DE DIVULGAÇÃO

NIETZSCHE E EU

Por dever de "ofício" literário li livros do filósofo alemão,

Eu o tinha ou tenho com suas eventuais incoerências, o rigor contra a religião, a Bíblia e os sacerdotes que tolhiam a liberdade de viver e das escolhas dos fieis. Proclamou que Deus morreu e, como contraponto, "criou" super-homem que viveria livremente sem as amarras religiosa. Mas, o filósofo, não pensou na limitação da vida, a morte.

À rejeição às religião de Nietzsche eu, no meu canto silencioso, transportei o seu universo aos dias atuais da política brasileira e constatei com os evangélicos se servem da Bíblia aberta para defender ideologias, mesmo que com argumentos falsos. O Novo Testamento e Jesus, de modo desrespeitoso, até, se tornaram cabos eleitorais partidários. Uma linha católica se serve do ódio gratuito e declaram medo ao comunismo. uma falácia.

Não vou seguir Nietzsche, porque Deus não morre, mas para mim morreram as religiões e, então, sigo o que ensinou Jesus, conforme Mateus 6.6   

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/10/nietzsche-e-eu.html



domingo, 18 de outubro de 2026

PRIMEIRAS IMPRESSÕES. DEBATE LULA-FLÁVIO NA BANDEIRANTES








Foi confuso, predominando atitudes de Flávio de não responder nenhuma pergunta séria. Suas propostas são grandiloquentes, padrão Noruega. Mas, a Noruega é menor que Minas Gerais.

Julgo que Flávio não tem projetos factíveis, são teóricos, grandiloquentes, tudo bem que há agora a IA que pode ajudar muito, mas não prevejo viabilidade nos padrões noruegueses que propõe, se vencer.

Lula foi desafiado a ponto de perder a paciência, porque Flávio prefere o atacar, enrolar as respostas. Pelo modo como foi o debate, Lula falou pouco dos projetos num novo mandato. Foi pouco provocado por Flávio que preferiu atacar Lula. E mentiu para não responder, fazendo micagem enquanto Lula falava.

Eu acho que se Flávio vencer, tanta a preocupação, que deveria criar o Ministério do Celular. Nas suas intervenções claro que não disse que segurança pública é estadual, enquanto não aprovada a PEC do governo que divide essas tarefas.

Para desvendar o "corrupto", Lula propôs a Flávio que ambos quebrassem os respectivos sigilos bancários (Lula disse que faria da família toda) para se apurar quem é quem na corrupção. Flávio não aceitou.

Debate ruim.