Correios
Serão os Correios, dívida da União ou a manutenção de um serviço publico deficitário como tantos outros Não faz muito, foram entregues correspondências nos rincões do país. Os Correios estão no país todo. O erro foi denunciar tardiamente os imensos prejuízos. Porque há uma concorrência forte de empresas de entrega.
E não há mais cartas, cartões de festas. Tudo é via redes sociais. A solução será mais uma privatização, pela qual o País perde o controle dos serviços? É preciso repensar muito esse “alternativa” mas, depois dos ajustes que precisam ser feitos ou irem em frente.
INSS – Previdência social
Sou do tempo em que a legislação previdenciária, para os segurados que exerciam serviços considerados insalubres ou perigosos, o trabalhador poderia se aposentar com 50 anos. Tudo isso passou, os tempos são outros. A população aumentou aos milhões e a idade chegou para milhões que, agora, batem às portas do INSS.
O dispêndio de recursos é imenso e esse é um dos itens que comentarista da Rede Globo e outros englobam como “gastos do Governo”, comentários até irresponsáveis.
Para suprir essa imensa massa de aposentadorias e serviços médicos, será necessário um “exército” de servidores. Os tempos são outros e há que considerar esses tempos para todos que, uma hora dessas, batem nas portas da previdência…
Chamada tendenciosa em artigo no jornal “O Estado"
O economista Roberto Macedo em artigo de 1º de maio, no jornal “O Estado” — que se despersonalizou tantos são seus editoriais tendenciosos — sob o título “A população diante das contas públicas” faz uma série de análises, apresentando estatísticas sobre os gastos do Governo dando a ele uma dose de culpa pelos alegados excessos.
E qual a chamada do jornal, simplista e descarada? Esta: “A população reage negativamente diante dos desmandos fiscais do governo”.
Pois bem, no final do artigo, diz o articulista não poder contar com os partidos políticos e conclui:
“Tome-se o caso do Congresso, sabidamente fora de controle. Já vi algumas pesquisas em que é avaliado pela população, mas é preciso fazer muitas outras mais. O mesmo no caso do Supremo Tribunal Federal. Nesse caso, entendendo que as suas decisões deveriam ser tomadas por todos os juízes em conjunto, e não por turmas, como acontece atualmente”.
Esse final é melancólico, nada uma coisa com outra.
O que poucos têm coragem de dizer, além do que expus acima, é o seguinte:
► Nos gastos do governo, está o Congresso Nacional, com suas emendas orçamentárias de R$60 bilhões e o fundo eleitoral, que na soma beiram R$70 bilhões. E sua massa de assessores, cabide de emprego que já ensejou (ou ensejam?) “rachadinhas” vergonhas. E as mordomias que são um escárnio ao povo brasileiro. Toda essa riqueza ensejando a corrupção;
► Não, o maior problema não são as decisões de turmas do STF, um desvio do tema analisado, mas nas contas do Governo, além da previdência, estão também o Judiciário como um todo, no âmbito federal, incluindo penduricalhos: o STF, o STJ, a Justiça eleitoral, os seis TRFs e toda a primeira instância. Toda a estrutura do Exército e seus privilégios, toda máquina administrativa do Governo perdida até em rincões impensados do território nacional. A massa de funcionários, muitos com remuneração acima do teto. O SUS e suas operações no que cabe ao Governo Federal...
E sabem qual o “gasto excessivo”? O “bolsa família”, “o auxílio gás” (!), nestes tempos de desafios, inclusive o advento da automação desenfreada que tomará conta dos empregos como já vem tomando.
A sociedade tem um dever com os necessitados como pregou o cristianismo autêntico, nestes tempos de ”evangélicos” hipócritas que criticam esses programas mas não poucos apelam de modo descarado por dízimos, nem que sejam 10% do que paga o “fiel” de aluguel. Que falta de vergonha!
Daí porque me sobem sintomas eméticos quando vejo esses comentaristas que não têm vergonha na cara tal a superficialidade de suas “análises”.
BC e os juros elevados
Quando uma empresa busca recursos no meio financeiros, os juros elevados que paga, são repassados aos preços.
E o BC que controla a inflação, no seu amadorismo, insistiu em manter, por quase um ano, os 15% da SELIC que, rigorosamente, é inflacionária.
E querem saber do amadorismo?
Durante todo esse tempo, houvesse maturidade, o BC poderia, sim, ter baixado os juros.
Mas, agora, com a desastrada atuação do Trump afetando o preço do petróleo e, indiretamente, uma série de produtos, o BC que agora poderia se conter até o desfecho dessa crise insana, baixa os juros.
Não fez quando deveria, e faz quando não deveria.
Coisas deste imenso país, meio enlouquecido e abusado nas suas entranhas.
Fim da jornada 6 x 1
Reitero dando-se a proibição da jornada 6 x 1: Mantida a jornada de 44 horas semanais, de cinco dias, com 8h48 diárias decrescendo em três anos, até chegar à 40 horas semanais. Será um período de adaptação, incluindo a contratação de folguistas.
NOTA DE DIVULGAÇÃO
TEMPOS DE TEMAS MÚLTIPLOS
● Correios: é, sobretudo, um serviço público nacional que atende os rincões do pais
● INSS - Previdência social: a população se multiplicou, o tempo passou e agora milhões buscam seus direitos...
● Artigo com chamada tendenciosa do jornal "O Estado": um artigo inclusivo que perdeu o foco
● BC e os juros elevados: manteve os juros elevados por meses, tendo momentos para os baixar e baixou na hora que deveria ser comedido com as traquinagens do Trump
● Fim da jornada 6 x 1: reitero minhas ponderações ao tema
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https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/05/tempos-de-temas-multiplos.html



