quinta-feira, 9 de abril de 2026

O JUÍZO VEIO DO PAQUISTÃO. UM AMIGO REMEDIADO


Começo pelo modo como se inseriu Trump no contexto mundial que, para mim, foi de absoluto desequilíbrio.

Como um conquistador de filme de faroeste, assim que tomou posse, saiu ameaçando o mundo todo com altas tarifas de importação e, claro, nessa inconsequência, a perplexidade mundial e dos próprios aliados voltou atrás muitas vezes, colocando uma autoridade superficial, no fundo, uma farsa.

Em termos de ministério, para mostrar sua valentia, instituiu não um ministério da defesa, mas de "guerra".

Nesse sentido de "guerra", invadiu a Venezuela e, sem pudor, se apropriou do petróleo, antes detendo o ditador Maduro o incriminando de crimes não provados, como não provados os ataques a barcos nos mares venezuelanos que seriam de traficantes. Nesses ataques assassinos, morreram  dezenas com e sem culpa. Mas, havia culpados? O sentido da guerra.

Refere-se a Cuba com desprezo como se não fosse a Ilha e seus habitantes vitimas do embargo vil dos americnos, por décadas. E foi desse modo que o regime de lá foi alimentado...

Então, os Estados Unidos, aliados de sempre de Israel, nesse contexto guerreiro, se uniu não ao país, mas a Netanyhau que não demonstrara nos seus ataques, o respeito à vida, como se deu em Gaza, em represália ao terrorismo do Hamas. Para eliminar o grupo, para cada israelense morto, 70 palestinos foram mortos, a grande maioria se esforçando pelo direito de viver mesmo sob o jugo do Hamas.

Não há como negar e já disse antes, que o Irã há muito vitimava Israel com o bullying intolerável: ficava na retaguarda, se esquivando mas financiando o terrorismo pelos seus "braços" espúrios: o mesmo Hamaz e o Hezbollah com célula no Líbano.

Esse bullying teria que acabar.

Eis que o senhor da guerra, ao se unir ao primeiro ministro israelense — que não vacila em praticar o morticínio como demonstrou em Gaza —

a dupla, com toda força se voltou contra o Irã sob argumento de que o pais milenar, não pode produzir arma atômica.

Não esperava essa dupla "guerreira" com a reação surpreendente do Irã, que não só atacou Israel fortemente como todas as sedes americanas no Oriente Médio e não só, produzindo um desastre muito além de suas fronteiras.

E, então, Trump, percebendo tardiamente os seus excessos, porque pensava que em três dias liquidariam o Irã, desesperado com nova crise do petróleo, procurou avidamente um acordo e até com termos de baixo calão, que nada supreende, gritou para a que o governo iraniano reabrisse o Estreito de Ormuz.

Sem apoio dos aliados a quem remetera havia pouco, o desdém e os tarifaços, ameaçou destruir a "civilização iraniana". 

Eis que o inesperado aconteceu: um país pouco lembrando um "certo" Paquistão, com área de 796 mil quilômetros quadrados (+ de 10 vezes menor que o Brasil) fazendo fronteira com a Índia a leste, Afeganistão a norte e oeste, com o Irã a sudeste e com a China no nordeste extremo, entra no meio dos belicosos e morticidas e consegue uma trégua negocial de duas semanas.

Mas, claro, Netanyahu não levou a sério a trégua e continuou atacando o Líbano sem se preocupar a quem atingisse...

Mas, o Paquistão deu uma lição de humildade e eficência contra a tresloucada guerra que poderia se agravar a ponto de, não se duvide, "exterminar uma civilização". 

O nazismo teve essa visão no século passado em também exterminar uma "civilização". A insânia se repetindo mais agora sob o continência de outras bandeiras.

Bom, os analistas informam que o Paquistão ao condenar os ataques dos Estados Unidos e Israel e a contraofensiva firme do Irã tinha a confiança do lado iraniano, se apresentando, pois, como mediador imparcial.

E será bom que esses guerreiros ora vacilantes, ainda, espacialmente Netanyahu se convençam de um acordo incluindo o compromisso do Irã de não mais financiar grupos "guerrilheiros" que tornam a região, de um modo ou outro, uma ameaça à paz.

O Hamas é um exemplo real disso.


NOTA DE DIVULGAÇÃO

O JUÍZO VEIO DO PAQUISTÃO. UM AMIGO REMEDIADO

Eis que na guerra insana de EUA-Israel e Irã entrou para apaziaguar e conclamar juízo, um pais verdadeiramene remediado: o Paquistão.

Esse país conseguiu convencer o Irã a uma negociação de paz, ainda que as partes vacilem, especialmene Netanyahu com seu espírito morticida, mas espera-se que os guerreiros baixem as armas.

Trump que já abalou o mundo com tarifaços inconsequentes, ameaçava exterminar uma civilização de certo modo aquilo que tentou o nazismo com outra civilização.

Faço breve reavaliação destes tempos sombrios.

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/04/o-juizo-veio-do-paquistao-um-amigo.html








sábado, 4 de abril de 2026

FÁBULA DE UM CONTRATO MILIONÁRIO




   Cofrinho cheio





No final do ano de 2023 um banqueiro se sentindo ameaçado pelas trapalhadas e ardis que produziu no seu negócio, um desvio milionário de dinheiro, estava sob risco de sofrer a intervenção e liquidação futura do BC mas, naquele momento, ainda estava "protegido". Porue pelo seu poderio ostentado, "subvencionando" inúmeras "autoridades", contava com a condescendência desses amigos "subvencionados".

Mas, o risco crescia.

Soube de um escritório de advocacia poderoso porque como sócio oculto e influente, havia e há um alto magistrado, muito respeitado e corajoso.

Esse banqueiro, então, contatou esse escritório influente, contando com a proteção daquele sócio influente, um modo de ir se prevenindo dos desvios do seu negócio. 

 O escritório o encarou na hora da contratação dos serviços.

O escritório desconfiava dos altos risco de virtual escândalo financeiro. 

Então, fez uma proposta elevada para não ser aceita pelo candidato a cliente: 3,6 milhões por mês, durante 36 meses, totalizando R$129.600,00.

— Pois eu aceito, respoindeu ele.

Antes de fechar o contrato pelo qual tacitamente não faltariam relações espúrias, o escritório pensou o seguinte: 

— Esse elemento está numa fase pré-falimentar; com esse valor mensal por 36 meses o escritório enriquece de modo significativo. 

E o sócio oculto, aquele magistrado influente por sua vez ponderou:

— Se der algum problema, uma denúncia, um fraude pesada, a gente administra esse "incidente", mas o que conta é a riqueza amealhada do contrato até eclodir o escândalo, se eclodir...

Deu-se o escândalo, o negócio do cliente foi liquidado.

O que faz o escritório contratado? Administra o escândalo, mesmo que afetando severamente a autoridade do magistrado — tudo a lamentar —, mas a riqueza continua garantida, intocada.

Mal parodiando, o dinheiro aqui soprou um baita vendaval.


NOTA DE DIVULGAÇÃO

Um contrato advocaticio milionário com notório sentido de proteção a um banqueiro semifalido pelos abusos que praticou.

O valor milionário, no seu bojo, continha o "seguro" e a "administração" do escândalo se escândalo comprometedor eclodisse. Enquano isso, havia as relações, digamos, espúrias entre as partes,

E diante do escândalo passou-se a o administrar, mas o cofrinho inchou...

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/04/fabula-de-um-contrato-milionario.html



domingo, 8 de março de 2026

QUANDO OS DESMANDOS DE UM LÍDER SÃO CONFUNDIDOS COM A PRÓPRIA NAÇÃO

 
Bombas no Irã


Quando Lula criticou asperamente o morticínio (não uso genocídio) em Gaza comandado pelo primeiro ministrio Benjamin Netanyahu, a cúpula isaraelense se insurgiu contra o governo brasileiro de modo veemente.

E, então, por aqui, a predominância da ignorância na horda bolsonarista, se aproveitou desses desentendimentos diplomáticos para defender Israel chegando ao ponto de considerar o país, "cristão".

Sim, o ataque do Hamas foi de terrorismo extremo, mas os ataques sob as ordens de Netanyahu em Gaza foram desproporcionais e não consideraram a vida dos palestinos, muitos deles reconhecendo a opressão em que viviam. Qual a proporção da matança de civis em Gaza? Para cada israelense morto pelo Hamas, em outubro de 2023, 1200,  a retaliação foi de 1 x 70.

Então, as criticas são contra os excessos de Netanyahu e não contra a nação Israel que, bom que se diga, o primeiro ministro, nem do longe é uma unanimidade nacional. 

Então, não confundir Netanyahu e seus excessos com a nação Israel. 

Neste meu canto de anonimato concordei em tudo com as críticas de Lula.

► O Irâ sob ataque severo de Israel e Estados Unidos

No artigo de 02.10.2024 sob o título "O bullying do Irã e os ataques a Israel", fiz críticas severas a Lula pela sua condescendência ao um regime cruel e restritivo como é o dos aiatolás liderado por Khamenei, até de modo desqualificado, fazendo manhas contra os Estados Unidos, por exemplo, na questão da substituição do dólar como moeda comercial. (*)

Dera-se esse artigo pelas escaramuças havidas, então, de Israel contra o Irã, porque ele supre o Hamas e no Líbano o Hezbollah de armas pesadas, porque querem eles todos o extermínio de Israel.

Uma situação insuportável que vinha sendo, digamos, adiada na sua gravidade.

Eis que entra no jogo Trump, presidente dos Estados Unidos que, juntamente com Israei pretendem acabar com o bullying do Irã e seus asseclas.

E para isso, não há respeito algum ao povo iraniano. Aliás, Trump, sem saber quem eram os barqueiros nos mares da Venezuela, se traficantes, pescadores ou passeaodors, atingiu motalmente todos esses barcos, num quadro de assassinato — e não há palavra amena nessas ações.


No Irã, dá-se a mesma anomalia. O regime teocrático violento dos aiatolás, está sendo confundido com a nação Irã e seu povo. Este é a vítima principal das bombas dos dois países que ao atingir o alvo — se atingir - — ceifa a vida de dezenas nas proximidades.

Então, não se estranhe editorial vergonhoso do jornal o "Estado de São Paulo" de 1º de março último que aos ataques de Netanyahu - Trump proclamou: NINGUÉM VAI CHORAR PELO IRÃ. O jornal fala que o regime iraniano "massacra o seu povo", mas as vítimas dos bombardeios não serão lamentados. Essas decorrências são "detalhes".

O texto desse editorial é pifio, assumindo posicionamento ambíguo um jornal que, "mentalmente" é decadente.

O que quero dizer, como tem ocorrido, que Netanyahu na sua truculência, não representa a nação Israel, os palestinos na luta para continuar sobrevivendo em Gaza, nada têm a ver com o Hamas e nem Khamenei representa a nação oprimida do Irã. 

As mortes não justificam os meios. As vidas tem que ser consideradas de modo privilegiado. Elas não são "detalhes" e não são números da indiferença. Essa "moda" não pode prevalecer.

(*) O bullying do Irã contra Israel

NOTA DE DIVULGAÇÃO

QUANDO OS DESMANDOS DE UM LÍDER SÃO CONFUNDIDOS COM A PRÓPRIA NAÇÃO

Neste artigo pondero sobre uma prática que está se tornndo comum nos conflitos, confundir o líder do governo e seus desmandos com a nação à qual ele dirige. 

O caso mais marcante e recente, deu-se quando Lula criticou Netanyahu pelo mortícinio que impunha em Gaza. Com essas críticas de Lula que apoiei, o governo israelense reagiu com veemência mantendo até hoje um clima tenso nas relações diplomáticas gerando por aqui, na horda ignara do bolsonarismo como se a nação israelense fosse o primeiro ministro, a ponto de ser solidária a Israel, porque cristão.

E assim como fez o jornal "O Estado" quando iniciados os ataques ao Irã.

Esses equívocos, fazem da vida humana, nesses conflitos, um "detalhe" que se apura pelo número de mortos, da indiferença.

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/03/quando-os-desmandos-de-um-lider-sao.html




sábado, 28 de fevereiro de 2026

UM JORNAL INCONVICTO QUE ASSUME O BOLSONARISMO


 





EXPLICAÇÃO:

Eu mantive contato com o jornal “Estadão” para cancelar a assinatura, mas essa decisão acabou sendo adiada. Às minhas críticas, uma prática do jornal, recebi e-mail de Rodrigo Cavalheiro (“editor da equipe que todo dia faz o Estadão”).

Eu respondi desta forma:

Na sua mensagem você diz não ser robô, mas a “defesa prévia” parece ter saído de IA. Por que quis eu desistir do jornal? Vamos ver aonde chego:

1. Sou assinante aqui em Piracicaba desde 1986 – uma dúvida nessa data porque eu recebia o jornal pela multinacional para a qual trabalhava. Então, pelo menos, por minha conta, desde 1994. Antes, no ABC, foram décadas;

2. Então, eu acompanhei a linha do jornal por todos esses anos e considero hoje uma postura inconvicta, contraditória que me cansou;

3. Isso se reflete nos editoriais — e não há aqui uma questão ideológico: basta o Lula arrotar e os editoriais sórdidos caem matando, imperdoáveis, como o de hoje (de 25/02), cujo decreto talvez tivesse, sim, que ser revogado para o repor após negociação;

4. O jornal, pois, parece se inserir, dissimuladamente, na linha de insanidade de um colaborador que no artigo de hoje teve este destaque:

A eleição de 2026 é um jogo de vida ou morte para a liberdade no Brasil. Se perdermos o jogo, seremos responsáveis pelo sepultamento da democracia no País.” (L. F. D’Avila).

O jornal acredita nessa farsa insana? A liberdade que ele almeja é a de Bolsonaro;

5. Nessa conformidade, criticando Lula como bolsonarista radical, o que quer o jornal? Eleger o filho, um sujeito sempre omisso no congresso, vazio, usuário das rachadinhas e de “imobiliária” para governar o Brasil? Com ele o possível aumento de sua bancada no congresso, significando o aumento da escória legislativa irresponsável;

6. Cai o Lula, confiável, para assumir essa escória que virou o país de cabeça para baixo e acordou uma horda de acéfalos. Claro que, na sua inconvicção, às ações do novo governo, reprováveis, o jornal fará seus editoriais culposos e talvez pífios, por não entender os dias de hoje. Porque a ordem dessa inconvicção é defender o bolsonarismo à socapa.