sábado, 2 de maio de 2026

TEMPOS DE TEMAS MÚLTIPLOS




Há nesses sinais a indignação e a dúvida no que se refere a princípios ou a falta deles.




Correios

Serão os Correios, dívida da União ou a manutenção de um serviço publico deficitário como tantos outros Não faz muito, foram entregues correspondências nos rincões do país. Os Correios estão no país todo. O erro foi denunciar tardiamente os imensos prejuízos. Porque há uma concorrência forte de empresas de entrega. 

E não há mais cartas, cartões de festas. Tudo é via redes sociais. A solução será mais uma privatização, pela qual o País perde o controle dos serviços? É preciso repensar muito esse “alternativa” mas, depois dos ajustes que precisam ser feitos ou irem em frente.

INSS – Previdência social

Sou do tempo em que a legislação previdenciária, para os segurados que exerciam serviços considerados insalubres ou perigosos, o trabalhador poderia se aposentar com 50 anos. Tudo isso passou, os tempos são outros. A população aumentou aos milhões e a idade chegou para milhões que, agora, batem às portas do INSS. 

O dispêndio de recursos é imenso e esse é um dos itens que comentarista da Rede Globo e outros englobam como “gastos do Governo”, comentários até irresponsáveis. 

Para suprir essa imensa massa de aposentadorias e serviços médicos, será necessário um “exército” de servidores. Os tempos são outros e há que considerar esses tempos para todos que, uma hora dessas, batem nas portas da previdência…

Chamada tendenciosa em artigo no jornal “O Estado"

O economista Roberto Macedo em artigo de 1º de maio, no jornal “O Estado” — que se despersonalizou tantos são seus editoriais tendenciosos — sob o título “A população diante das contas públicas” faz uma série de análises, apresentando estatísticas sobre os gastos do Governo dando a ele uma dose de culpa pelos alegados excessos.

E qual a chamada do jornal, simplista e descarada? Esta: “A população reage negativamente diante dos desmandos fiscais do governo”.

Pois bem, no final do artigo, diz o articulista não poder contar com os partidos políticos e conclui:

Tome-se o caso do Congresso, sabidamente fora de controle. Já vi algumas pesquisas em que é avaliado pela população, mas é preciso fazer muitas outras mais. O mesmo no caso do Supremo Tribunal Federal. Nesse caso, entendendo que as suas decisões deveriam ser tomadas por todos os juízes em conjunto, e não por turmas, como acontece atualmente”.

Esse final é melancólico, nada uma coisa com outra.

O que poucos têm coragem de dizer, além do que expus acima, é o seguinte:

► Nos gastos do governo, está o Congresso Nacional, com suas emendas orçamentárias de R$60 bilhões e o fundo eleitoral, que na soma beiram R$70 bilhões. E sua massa de assessores, cabide de emprego que já ensejou (ou ensejam?) “rachadinhas” vergonhas. E as mordomias que são um escárnio ao povo brasileiro. Toda essa riqueza ensejando a corrupção;

► Não, o maior problema não são as decisões de turmas do STF, um desvio do tema analisado, mas nas contas do Governo, além da previdência, estão também o Judiciário como um todo, no âmbito federal, incluindo penduricalhos: o STF, o STJ, a Justiça eleitoral, os seis TRFs e toda a primeira instância. Toda a estrutura do Exército e seus privilégios, toda máquina administrativa do Governo perdida até em rincões impensados do território nacional. A massa de funcionários, muitos com remuneração acima do teto. O SUS e suas operações no que cabe ao Governo Federal...

E sabem qual o “gasto excessivo”? O “bolsa família”, “o auxílio gás” (!), nestes tempos de desafios, inclusive o advento da automação desenfreada que tomará conta dos empregos como já vem tomando.

A sociedade tem um dever com os necessitados como pregou o cristianismo autêntico, nestes tempos de ”evangélicos” hipócritas que criticam esses programas mas não poucos apelam de modo descarado por dízimos, nem que sejam 10% do que paga o “fiel” de aluguel. Que falta de vergonha!

Daí porque me sobem sintomas eméticos quando vejo esses comentaristas que não têm vergonha na cara tal a superficialidade de suas “análises”.

BC e os juros elevados

Quando uma empresa busca recursos no meio financeiros, os juros elevados que paga, são repassados aos preços.

E o BC que controla a inflação, no seu amadorismo, insistiu em manter, por quase um ano, os 15% da SELIC que, rigorosamente, é inflacionária.

E querem saber do amadorismo?

Durante todo esse tempo, houvesse maturidade, o BC poderia, sim, ter baixado os juros.

Mas, agora, com a desastrada atuação do Trump afetando o preço do petróleo e, indiretamente, uma série de produtos, o BC que agora poderia se conter até o desfecho dessa crise insana, baixa os juros.

Não fez quando deveria, e faz quando não deveria.

Coisas deste imenso país, meio enlouquecido e abusado nas suas entranhas.

Fim da jornada 6 x 1

Reitero dando-se a proibição da jornada 6 x 1: Mantida a jornada de 44 horas semanais, de cinco dias, com 8h48 diárias decrescendo em três anos, até chegar à 40 horas semanais. Será um período de adaptação, incluindo a contratação de folguistas.



NOTA DE DIVULGAÇÃO

TEMPOS DE TEMAS MÚLTIPLOS

● Correios: é, sobretudo, um serviço público nacional que atende os rincões do pais

● INSS - Previdência social: a população se multiplicou, o tempo passou e agora milhões buscam seus direitos...

● Artigo com chamada tendenciosa do jornal "O Estado": um artigo inclusivo que perdeu o foco

● BC e os juros elevados: manteve os juros elevados por meses, tendo momentos para os baixar e baixou na hora que deveria ser comedido com as traquinagens do Trump

● Fim da jornada 6 x 1: reitero minhas ponderações ao tema

Acessar:

https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/05/tempos-de-temas-multiplos.html



segunda-feira, 20 de abril de 2026

PROPOSTA DE JORNADA 6 x 1

 













UMA SITUAÇÃO REAL DE JORNADA 6 x 1

Entregador de gás, depósito local. Horário diário: 8h00 às 18h00, de segunda a sábado 

(1 h. de refeição, 9 hs. diárias x 6 = 54 hs semanais (Constituição: 44 hs. semanais). 

Aos domingos horas extras frequentes — a entrega não pode parar! Não há folguistas 

para garantir folgas semanais...


PROPOSTA "RADICAL" PARA ACABAR COM A JORNADA 6 X 1

Constituição: jornada semanal de 44 horas (Art. 7º/XIII)

Compensação da duração da jornada diária de 5 dias: 8h48 horas. 44 horas semanais.

Em três anos, reduzir a jornada semanal de 44 horas para 40 horas, oito horas diárias.

Contratação de folguistas para os sábados e domingos (se for o caso_

E no futuro próximo até mesmo jornada menor do que 40 horas semanais pelo 

aumento da automação e uso da IA.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

O JUÍZO VEIO DO PAQUISTÃO. UM AMIGO REMEDIADO


Começo pelo modo como se inseriu Trump no contexto mundial que, para mim, foi de absoluto desequilíbrio.

Como um conquistador de filme de faroeste, assim que tomou posse, saiu ameaçando o mundo todo com altas tarifas de importação e, claro, nessa inconsequência, a perplexidade mundial e dos próprios aliados voltou atrás muitas vezes, colocando uma autoridade superficial, no fundo, uma farsa.

Em termos de ministério, para mostrar sua valentia, instituiu não um ministério da defesa, mas de "guerra".

Nesse sentido de "guerra", invadiu a Venezuela e, sem pudor, se apropriou do petróleo, antes detendo o ditador Maduro o incriminando de crimes não provados, como não provados os ataques a barcos nos mares venezuelanos que seriam de traficantes. Nesses ataques assassinos, morreram  dezenas com e sem culpa. Mas, havia culpados? O sentido da guerra.

Refere-se a Cuba com desprezo como se não fosse a Ilha e seus habitantes vitimas do embargo vil dos americnos, por décadas. E foi desse modo que o regime de lá foi alimentado...

Então, os Estados Unidos, aliados de sempre de Israel, nesse contexto guerreiro, se uniu não ao país, mas a Netanyhau que não demonstrara nos seus ataques, o respeito à vida, como se deu em Gaza, em represália ao terrorismo do Hamas. Para eliminar o grupo, para cada israelense morto, 70 palestinos foram mortos, a grande maioria se esforçando pelo direito de viver mesmo sob o jugo do Hamas.

Não há como negar e já disse antes, que o Irã há muito vitimava Israel com o bullying intolerável: ficava na retaguarda, se esquivando mas financiando o terrorismo pelos seus "braços" espúrios: o mesmo Hamaz e o Hezbollah com célula no Líbano.

Esse bullying teria que acabar.

Eis que o senhor da guerra, ao se unir ao primeiro ministro israelense — que não vacila em praticar o morticínio como demonstrou em Gaza —

a dupla, com toda força se voltou contra o Irã sob argumento de que o pais milenar, não pode produzir arma atômica.

Não esperava essa dupla "guerreira" com a reação surpreendente do Irã, que não só atacou Israel fortemente como todas as sedes americanas no Oriente Médio e não só, produzindo um desastre muito além de suas fronteiras.

E, então, Trump, percebendo tardiamente os seus excessos, porque pensava que em três dias liquidariam o Irã, desesperado com nova crise do petróleo, procurou avidamente um acordo e até com termos de baixo calão, que nada supreende, gritou para a que o governo iraniano reabrisse o Estreito de Ormuz.

Sem apoio dos aliados a quem remetera havia pouco, o desdém e os tarifaços, ameaçou destruir a "civilização iraniana". 

Eis que o inesperado aconteceu: um país pouco lembrando um "certo" Paquistão, com área de 796 mil quilômetros quadrados (+ de 10 vezes menor que o Brasil) fazendo fronteira com a Índia a leste, Afeganistão a norte e oeste, com o Irã a sudeste e com a China no nordeste extremo, entra no meio dos belicosos e morticidas e consegue uma trégua negocial de duas semanas.

Mas, claro, Netanyahu não levou a sério a trégua e continuou atacando o Líbano sem se preocupar a quem atingisse...

Mas, o Paquistão deu uma lição de humildade e eficência contra a tresloucada guerra que poderia se agravar a ponto de, não se duvide, "exterminar uma civilização". 

O nazismo teve essa visão no século passado em também exterminar uma "civilização". A insânia se repetindo mais agora sob o continência de outras bandeiras.

Bom, os analistas informam que o Paquistão ao condenar os ataques dos Estados Unidos e Israel e a contraofensiva firme do Irã tinha a confiança do lado iraniano, se apresentando, pois, como mediador imparcial.

E será bom que esses guerreiros ora vacilantes, ainda, espacialmente Netanyahu se convençam de um acordo incluindo o compromisso do Irã de não mais financiar grupos "guerrilheiros" que tornam a região, de um modo ou outro, uma ameaça à paz.

O Hamas é um exemplo real disso.


NOTA DE DIVULGAÇÃO

O JUÍZO VEIO DO PAQUISTÃO. UM AMIGO REMEDIADO

Eis que na guerra insana de EUA-Israel e Irã entrou para apaziaguar e conclamar juízo, um pais verdadeiramene remediado: o Paquistão.

Esse país conseguiu convencer o Irã a uma negociação de paz, ainda que as partes vacilem, especialmene Netanyahu com seu espírito morticida, mas espera-se que os guerreiros baixem as armas.

Trump que já abalou o mundo com tarifaços inconsequentes, ameaçava exterminar uma civilização de certo modo aquilo que tentou o nazismo com outra civilização.

Faço breve reavaliação destes tempos sombrios.

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/04/o-juizo-veio-do-paquistao-um-amigo.html








sábado, 4 de abril de 2026

FÁBULA DE UM CONTRATO MILIONÁRIO




   Cofrinho cheio





No final do ano de 2023 um banqueiro se sentindo ameaçado pelas trapalhadas e ardis que produziu no seu negócio, um desvio milionário de dinheiro, estava sob risco de sofrer a intervenção e liquidação futura do BC mas, naquele momento, ainda estava "protegido". Porue pelo seu poderio ostentado, "subvencionando" inúmeras "autoridades", contava com a condescendência desses amigos "subvencionados".

Mas, o risco crescia.

Soube de um escritório de advocacia poderoso porque como sócio oculto e influente, havia e há um alto magistrado, muito respeitado e corajoso.

Esse banqueiro, então, contatou esse escritório influente, contando com a proteção daquele sócio influente, um modo de ir se prevenindo dos desvios do seu negócio. 

 O escritório o encarou na hora da contratação dos serviços.

O escritório desconfiava dos altos risco de virtual escândalo financeiro. 

Então, fez uma proposta elevada para não ser aceita pelo candidato a cliente: 3,6 milhões por mês, durante 36 meses, totalizando R$129.600,00.

— Pois eu aceito, respoindeu ele.

Antes de fechar o contrato pelo qual tacitamente não faltariam relações espúrias, o escritório pensou o seguinte: 

— Esse elemento está numa fase pré-falimentar; com esse valor mensal por 36 meses o escritório enriquece de modo significativo. 

E o sócio oculto, aquele magistrado influente por sua vez ponderou:

— Se der algum problema, uma denúncia, um fraude pesada, a gente administra esse "incidente", mas o que conta é a riqueza amealhada do contrato até eclodir o escândalo, se eclodir...

Deu-se o escândalo, o negócio do cliente foi liquidado.

O que faz o escritório contratado? Administra o escândalo, mesmo que afetando severamente a autoridade do magistrado — tudo a lamentar —, mas a riqueza continua garantida, intocada.

Mal parodiando, o dinheiro aqui soprou um baita vendaval.


NOTA DE DIVULGAÇÃO

Um contrato advocaticio milionário com notório sentido de proteção a um banqueiro semifalido pelos abusos que praticou.

O valor milionário, no seu bojo, continha o "seguro" e a "administração" do escândalo se escândalo comprometedor eclodisse. Enquano isso, havia as relações, digamos, espúrias entre as partes,

E diante do escândalo passou-se a o administrar, mas o cofrinho inchou...

Acessar: https://martinsmilton2.blogspot.com/2026/04/fabula-de-um-contrato-milionario.html