sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O GINASIANO - Entrevista

Setembro de 2019

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Perfil




Teor da entrevista para leitura:


ENTREVISTA COM NOSSO COLEGA GINASIANO VETERANO MILTON MARTINS.

Quem é Milton Martins?

Advogado, formado na PUCSP, hoje com 75 anos, casado, com Ana Rosa, também ex-aluna do Ginásio “Amaral Wagner”, 5 filhos, 8 netos, com trabalho devolvido em multinacionais automobilísticas no ABC, tentando ser escritor, tendo publicado dois livros, “Sindicalismo e Relações Trabalhistas” que poderia ser minha obra prima se tivesse paciência de o rever por mais uns 30 dias e o romance “Joana d’Art” semiautobiográfico com boas criticas.

Qual sua relação com o “Amaral Wagner”?

Não fui aluno aplicado no Colégio Bonifácio de Carvalho de São Caetano.
Matriculei-me, então, no Ginásio Amaral Wagner de Utinga – Santo André em 1961 frequentando o 3° ano ginasial. Formei-me em 1962.
Esses dois anos foram importantes porque, embora não fosse aplicado assumi a responsabilidade pelos estudos, sempre. Não há como esquecer o nível e a dedicação dos professores do “Amaral”.
Digamos que eu e o professor Antônio José do Nascimento, o “Caveirinha”, de Português, assumimos uma parceria que perdurou em quase todos aqueles dois anos.
Não sei se ela começou quando ele lançou o jornalzinho “O Cultural” ao qual dava uma coordenada nas colaborações, ou se depois de participar de um concurso literário sobre Joaquim Nabuco, monarquista e abolicionista – personagem que o professor Nascimento era admirador -, no qual fui classificado em 2° lugar.
Anos depois também viria a admirar o trabalho abolicionista de Joaquim Nabuco. No livro “Minha Formação” ele descreve momentos emocionantes de suas relações com os escravos. Em 1962 o professor se uniu a alguns líderes de Utinga e fizeram campanha de autonomia do subdistrito, lançando um pequeno semanário, “O Independente” do qual era coordenador e corretor de anúncios principalmente no bairro Santa Terezinha. Esse projeto de autonomia de Utinga não foi à frente.
Minhas ligações com o “Amaral Wagner” perduraram por bom tempo, tanto que em 1963, já estudando no “Clássico” do Colégio “Bonifácio de Carvalho”, ainda escrevi algumas crônicas para o jornalzinho “O Cultural”.

Onde reside no momento?

Em Piracicaba. Vim para cá por oportunidade profissional importante. Daqui não voltei mais para o ABC, a despeito das minhas constantes recaídas (homesick)

O que faz agora (ocupação)?

Sou advogado e nas horas vagas, leitor irrecuperável e cronista/escritor quando vem a inspiração. Estou adiando o enredo de um terceiro livro de memórias.

O que você tem a nos dizer sobre a “Semana da Pátria”?

Hoje com tantas alternativas no mundo, tantas mudanças políticas e sociais, ela não tem a relevância que tinha naqueles idos, com ensaio da fanfarra e desfiles concorridos dos alunos. Pode até ter solenidades e tudo o mais hoje, mas o sentido da data era muito mais intenso então, até pelo empenho dos professores muito respeitados e idealistas. 

Que lembranças você possui de Utinga?

Utinga me marcou muito até porque naqueles tempos eu corretava anúncios para “O Independente” no bairro Santa Terezinha. Embora romanceadas, cenas reais havidas em Utinga foram expostas no meu livro “Joana d’Art”.

Sobre os atuais eventos ginasianos: podemos um dia contar com sua presença?

Sim, em pelo menos uma vez, tenho que comparecer a despeito da distância.

O que tem a aconselhar aos jovens?

Nunca fui aluno aplicado, mas jamais deixei e deixo de estudar. Aconselho aos jovens largarem um pouco o celular e o “Facebook” e se voltem para a leitura de livros variados que abrem espaço ao raciocínio e à cultura. “O que sabemos”, como disse Sartre, “a nós pertence”...

Qual é o futuro que espera do Brasil?

O Brasil é um país complicado. Só o mudaremos para melhor, com a educação e a cultura incentivadas... Prioritária. Nessa linha, no comando: falta um estadista para imprimir novos rumos com visão de futuro e não o imediatismo que tem prevalecido.

Algumas considerações finais.

Agradeço Dílson, sua iniciativa por esta publicação; no meu caso me obrigando a rever com carinho aqueles tempos de “imortalidade” num canto da memória de felicidade que renasce. 


Entrevista como publicada:









sábado, 10 de agosto de 2019

VARIEDADES TEMÁTICAS (V)

1. Hamburger vegetal "sabor animal"

Num dos meus artigos ou crônicas recentes, disse o seguinte:

"No Fórum de Davos, realizado nos dias 22 e 23 de janeiro último foi divulgado um estudo da Universidade de Oxford no qual recomenda que a alimentação carnívora (bovina, principalmente) seja gradativamente substituída por outras opções de alimentos como carne sintética – produzida a partir de amostras de células de músculos animais que se expandem em laboratórios – tofu, lentilhas, nozes, jaca e uma gama imensa de outros produtos naturais não a base de carne.

A Universidade inclui até mesmo insetos, alimento comum em outros países, particularmente na China.

Ora, entre nós os insetos causam repugnância. Mas, eu fico aqui pensando no prazer de chupar ostras naquelas casquinhas in natura, para mim não menos repugnante.

Esse estudo atribui à produção da carne bovina, a porcentagem de 25% das emissões de gases do efeito estufa no todo do setor alimentar."

E o artigo prossegue nessa linha discutindo ou questionando o maior aproveitamento de áreas cultivadas no Brasil, uma possibilidade que, na minha concepção, vendo há décadas como age a mentalidade brasileira na questão ambiental, predatória, é bem improvável.

Esse artigo pode ser acessado clicando aqui:


Burger vegetal sabor animal

Numa campanha forte na imprensa, a Marfrig Global Foods informa que está se preparando para fornecer hamburger vegetal com "sabor animal".

Diz a Marfrig - que se apresenta como empresa sustentável, embora a maior produtora de hamburger bovino do mundo - que fechou um acordo com a Archer Daniels Midland (ADM), "uma das maiores  processadoras agrícolas e fornecedoras de ingredientes alimentícios do mundo, para produção e comercialização de produtos à base de proteína vegetal". 

Esse hamburger que será produzido em largar escala, tem como ingredientes produtos vegetais, somente, mas que terá sabor carne animal.

A notícia é interessante e pode significar o começo de uma mudança em relação à efetiva preocupação ambiental porque a Amazônia vem sendo devastada para expansão de pastos e, também, para o plantio de soja que em torno de 1/3 é utilizado para ração animal.

Não sei se a Marfrig prevê um futuro sombrio com a produção animal em grande escala ou se é, simplesmente, uma postura ambiental-filosófica, até porque num dos seus anúncios diz que não adquire animais criados em áreas devastadas e, como ponto central, a preservação do Bioma Amazônia.
















Quem possui um mínimo de consciência ambiental, sabe que a devastação de florestas resulta no aquecimento global gradativo, coloca em risco a água potável e, o mais grave, tende a diminuir a própria produção agrícola, na qual se inclui a produção de milhões de cabeças de gado que consomem e bebem muito.


Essa preocupação aumenta no mundo, não no atual governo cujo presidente, de modo desrespeitoso e estúpido sugeriu que todos defequem dia sim dia não para melhor as condições ambientais em resposta a uma pergunta séria. Com um bronco desses opinando, o que esperar de um ministro do meio ambiente que não seja um farsante, nas ações e nos discursos?


O Brasil precisaria de um estadista na presidência.  Mas, o país não teve sorte: a esperança com a ascensão de Tancredo Neves foi frustrada com a sua morte e, depois dele, o que dizer? Sarney, Collor, Lula, Dilma e, agora, Bolsonaro...

2. Por que a Europa se apavora com a devastação da Amazônia?

A Europa foi vítima de suas guerras mundiais e, nesses conflitos, o desrespeito a tudo: à vida humana patrocinada principalmente pelo nazismo e stalinismo, a violência racial e ao meio ambiente "vítima" de todos os atos dessas guerras devastadoras.

A despeito de tudo, a Europa se reconstruiu, principalmente a Alemanha que, do ponto de vista ambiental, tem preocupação, sim, dentro de suas fronteiras.

Se devastaram os europeus suas matas tudo se deu pela produção agrícola em cada país que não atentaram para as consequências que adviriam depois com essa carência de áreas verdes e a elevação da temperatura climática que se constata indesmentível.

Mas, são países pequenos que precisavam dirigir sua produção alimentar nessas áreas.

Então, nos embates em relação à preservação da Amazônia como sobrevivência da humanidade - e digo isso sem exacerbações - a maioria da comunidade europeia que sempre criticou o desmatamento, agora se apavora com o discurso bronco de Bolsonaro na matéria. Ele se apresenta, nos seus discursos desastrosos, com total indiferença à preservação da Amazônia.

Por causa desses discursos, nas redes sociais, em defesa deles, os bolsonaristas lambe-botas, emitem notas absurdas num grau elevado de ignorância.

Vejam porque a Amazônia haveria que ser uma região sagrada, intocada em nome das descendências da Terra.


A Europa quase que inteira cabe no território brasileiro.

Essa realidade significa que há imensas áreas para plantio no Brasil, sem precisar devastar a Amazônia e toda a fauna que lá vive:























Mas, há contradições em discursos europeus.

O jornal "O Estado" de 10 de agosto de 2019 revelou com base em notícia publicada em jornal alemão que a ministra do meio ambiente da Alemanha, Svenja Schulze desconfiada das posições do governo brasileiro, suspenderá ajuda de preservação da Amazônia até que os discursos oficiais ambientais daqui revelem efetiva preocupação em preservar quanto possível o bioma. 

Essa ajuda em dez anos, significou o aporte de 55 milhões de euros.

E onde a contradição?

A notícia acaba assim:

"A reportagem destaca ainda que um dos maiores defensores de Bolsonaro é o lobby do agronegócio. "A região amazônica é amplamente utilizada para o cultivo de soja para ração animal e gado..."

Pois bem, que diminuem os europeus o consumo de carne brasileira e cuidam da certificação das madeiras amazônicas obtidas de madeireiras implacáveis, remetidas para o continente rejeitando aquela sem certificado idôneo.

Com menos gado criado, menos áreas de pasto e soja, porque as áreas de plantio podem ser melhor aproveitadas.

O mundo e os brasileiros precisam se conscientizar disso.

A decisão da Marfrig pode ser um começo.




sábado, 20 de julho de 2019

VARIEDADES TEMÁTICAS (IV)

1. A questão ambiental sempre presente, ainda mais nestes tempos de violenta degradação

Eu não consigo evitar o tema porque o governo Bolsonaro mandou o ministro do meio ambiente, um medíocre ambiental, "rever" tudo o que ainda funcionava na política preservacionista que, mesmo assim, seguia aos trancos e barrancos.

E o Ministro, para bater continência ao seu chefe, assume posições dúbias, até fazendo média com madeireiros de Rondônia há pouco, que incendiaram um caminhão tanque do IBAMA em protesto às ações desse órgão de combate à extração ilegal de madeira por ali. A folha de São Paulo chegou a usar a palavra roubo de madeira.

Esse pessoal desmata de modo desordenado, não preserva nada, mas pede liberdade para continuar serrando a floresta e a exterminando.

Ora, porque não propõe essa gente uma política de reflorestamento para compensar os prejuízos monumentais que provoca no ambiente da floresta? Não adota práticas de manejo, no sentido de manter áreas intactas ao lado de onde praticam o crime ambiental?

Nada diz sobre isso. A ideia é devastar do modo mais extremado, inconsequente num processo de desvio mental grave porque não pensa nas consequências desses atos que geram a desertificação de imensas áreas tornando-as estéreis com pouca ou nenhuma umidade.

Assista o vídeo (Rios voadores):  https://www.youtube.com/watch?v=JDdvd-XC_sI




2. Tempos de Bolsonaro, nepotismo sem tirar nem por

Assim que proclamado vice-presidente da República, o Gal. Amilton Mourão resolveu a vida profissional de seu filho no Banco do Brasil, conduzindo-lhe uma promoção. Não se sabe se por mérito efetivo ou pelo "mérito" de autoridade. 

Agora o papai Bolsonaro insiste em conceder ao filho Eduardo Bolsonaro a embaixada dos Estados Unidos, mesmo com severo desgaste político, explicando que o nepotismo não é nepotismo e explanações que até comprometem aqueles que precisam aprovar a indicação, no caso os senadores.

É até possível que o dito filhinho consiga a Embaixada mas há uma questão pendente: a alegada fluência no idioma inglês que, parece, ele não domina como exigirá a condição de embaixador, por mais hambúrgueres que tenha fritado nos restaurantes americanos.

Por isso ele deve ser submetido ao exame de proficiência no idioma inglês de tal modo que, nas negociações a que se envolverá como atribuição do cargo nos Estados Unidos, não seja com intérprete.

Tal qual Lula, que tinha um filhinho padrão "Ronaldinho", também Bolsonaro quer conceder file mignon ao filhinho. 

3. A fama do Brasil na questão ambiental

Qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade sabe que o ambiente faz parte da própria existência humana. Há, porém, uma horda de estúpidos a nossa volta que a tudo minimiza pelo dinheiro imediato que certas atividades predatórias permitem ou por interesses políticos, isto é, em defesa do seu líder tão equivocado  quanto seja

Em Portugal a atriz Lucélia Santos, dizendo-se defensora de ideais de esquerda pelo que revelou sua preocupação, a mesma do mundo, com a devastação da Amazônia, porque "querem destruir tudo", ou algo nesse sentido, disse.

Não previsa ser de esquerda para se preocupar com o meio ambiente, BASTA NÃO SER UM ESTÚPIDO.

O alemão Hans Zimmer que, entre outras muitas, compôs a trilha sonora do novo filme "O Rei Leão" em entrevista ao jornal "O Estado", à pergunta:

- O filme é naturalista. Isso o influenciou?lme é naturalista. Isso influenciou?
A resposta:

"Sim. Eu trabalhei muitas vezes com David Attenborough, é parte do meu DNA. E vou falar isso conscientemente para uma brasileira, mas o Brasil está passando por um processo de desmatamento terrível, que não é nada bom para nosso planeta. O original era muito político para o músico Lebo M (que trabalhou na trilha com Zimmer) e eu, porque estava voltando, ou seja, era o retorno do rei. Agora é diferente: Olhe a beleza deste planeta, não vamos destruir isso. Que este filme faça as pessoas perceberem que não somos as únicas criaturas neste planeta e deveríamos ser mais generosos e delicados com quem compartilhamos a Terra." 

4. Gotas apocalípticas

Duas mil carretas de cascalho embebidas em óleo são  despejadas por ano no fundo do mar brasileiro. Denúncia do Estadão (30.06.2019) que ninguém “deu bola”:

Um imenso lixão está se formando no fundo do mar brasileiro, alimentado por milhares de toneladas de cascalho encharcado de óleo, em decorrência das perfurações feitas sem o devido tratamento ambiental. O problema é grave porque pode envolver a liberação de substâncias contaminantes, como elementos cancerígenos.”

Diz mais a notícia que o lixo é abandonado por petroleiras após extração no oceano e que o Ibama suspendeu norma de 2018 que exigia que empresas, até setembro deste ano, adaptassem suas tecnologias para retirar esse material. Mas,  mesmo com a gravidade da poluição, a Petrobras nada faz. 

Enquanto o equivalente a duas mil carretas por ano (167 por mês) de cascalhos misturados com óleo são despejadas no mar, a solução “está em discussão” entre as autoridades.

O mar tem seus mistérios mas nem isso impede esse tipo de procedimento nefasto, irresponsável. Além do cascalho embebido em óleo há o despejo de toneladas de lixo e montanhas de plásticos que afetam toda a vida marinha.




As baleias são os animais mamíferos normalmente festejados ao serem avistadas por aqueles que têm um mínimo de sensibilidade.

Resultado de imagem para matança de baleias pelo japão

O Japão país civilizado, exportador de toneladas de carne bovina, suína e de aves, resolveu quebrar a regra de preservação e decidiu caçar baleias para atender sua “tradição culinária”.

O sofrimento dos animais nos matadouros materializa um circo de horrores no mais elevado grau de perversidade.

Então, os japoneses não precisam da carne das  baleias para suportar sua “tradição culinária”. 

São animais de grande porte que sequer entendemos seus instintos e modo de viver.

Mas, os arpões falam mais alto, e atrás deles, o vil metal.

5. A pilantragem  na espionagem

De repente um certo Glenn Greenwald, americano que vive no Brasil e é esposa do deputado socialista David Miranda vira celebridade por ter divulgado diálogos obtidos no WhatsApp ilegalmente de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, eis que haqueando os respectivos telefones celulares.

Esses diálogos se referem a um período intenso de ações da Lava-jato. O "verdewald" dono de uma certa InterceptBR nem sempre afirmou de modo categórico a autenticidade dos diálogos que poderiam até ter sido editados.

E a despeito da ilegalidade da invasão a esses aparelhos particulares, pessoais, que pertencem à pessoa que os possuem e, portanto, inviolável, a imprensa não perquiri a origem de tais divulgações mas se embriaga com elas de modo exacerbado.

Ora, pouco interessa resolver a invasão ilegal, o que importa é a divulgação sem limites dos diálogos.

Dá-se a repetição daquelas mensagens como se mais que aquilo não fosse a mesma linha das "revelações" já feitas.

Mas, dá para entender: a revelação diária mantém o tema em pauta.

Aí, o ministro Dias Toffoli, para garantir o "direito do cidadão", intercepta inquéritos de lavagem de dinheiro grosso, com base em dados fornecidos pelo COAF, do Banco Central e da Receita Federal, exigindo que esses procedimentos devem ser precedidos de autorização judicial.

Por isso, dezenas de processos foram interrompidos e sorte daqueles corruptos que poderiam ser denunciados por causa, exatamente, da manipulação de dinheiro sem explicações revelados por esses órgãos.

Mas, a essa decisão em defesa dos cidadãos beneficiou ninguém menos que Flávio Bolsonaro que não explica a movimentação financeira de seu auxiliar íntimo Fabrício Queiroz, aquele do já famoso "caso Queiroz".

Não há dúvidas que no STF há uma metade incompetente no sentido de incapacidade de decidir com imparcialidade os processos que julga.

E me causa espécie as declarações repletas de despeito do ministro Marco Aurélio, humilhado por Sérgio Moro ao longo do tempo, como deixa entrever, por tudo que um juiz de 1ª Instância fez contra a corrupção enquanto ele se mantem por décadas no tribunal tendo pouco a acrescentar.

Quando se aposentar não passará de uma ficha no arquivo morto do tribunal.

Disse ele:

"Espero que Moro não ocupe a vaga que deixarei no STF"

Será que o ministro é tão santo assim nas suas mensagens no WhatsApp e semelhantes?

A verdade é que a saída de Marco Aurélio do STF será um alívio, especialmente se substituído por Sérgio Moro.


 6. Distorções da reforma da previdência

A advogada Silvia Machuca comentou o seguinte sobre o primeiro embate da reforma da previdência e suas distorções:

"O valor médio das aposentadorias por idade do INSS é R$ 1.129,31, e das aposentadorias por tempo de contribuição de R$ 2.246,06.

Já dos deputados e senadores é de R$ 26.823,48, ou seja 23 vezes maior que as do INSS.

E o que propõe a reforma da previdência sobre esse panorama?
Propõe que as aposentadorias do INSS sejam imediatamente reduzidas, com regras de transição severas.

Já para os congressistas só haverá redução para quem for eleito pela 1° vez após a aprovação da emenda. Isso significa que até a molecada que acabou de entrar, como Kim e Tabata terão direito à gorda aposentadoria, enquanto os trabalhadores, que ja contam com muitos anos de contribuição, entre eles os professores, serào submetidos de imediato às novas regras.

Essa é a justiça que o estado brasileiro promove ao seu povo.

É dar nojo!!




 
 
 



























domingo, 30 de junho de 2019

O AUTÓDROMO NO RIO DE JANEIRO (I) MORO ACUADO E APOIADO (II)




1. Autódromo no Rio de Janeiro

Com tantos escândalos no Rio de Janeiro, a roubalheira da turma do Sérgio Cabral e suas consequências, a incontinência das gangues que dominam os morros, do ponto de vista artístico, cultural, exposições comerciais, etc, salvo exceções, fizeram a cidade ser relegada 2º plano.

Não fossem as Olimpíadas bem organizadas, diga-se, e o Rio de Janeiro, com todas aquelas belezas cantadas em prosa e verso estaria de modo notório, relegada ao limpo escorregadio.

Nem penso nos gastos das obras e organização das Olimpíadas e na contrapartida o montante arrecadado, incluindo impostos. Qual é o relatório atual das obras olímpicas abandonadas?

Tudo bem, há o carnaval que nem hoje detém a hegemonia com a sombra paulista.

Quem ganhou com isso foi São Paulo, com todas as suas dificuldades de locomoção, destacando-se o Allianz Parque – Estádio do Palmeiras – como o ponto de encontro de grandes promoções culturais nacionais e internacionais.

Demais, não há exposição séria, de negócios, que não seja dirigida ao Estado de São Paulo.

Mas, São Paulo enfrenta problemas severos de saneamento para ficar somente nesse item como mais o Rio de Janeiro.

Então há muito que ser atacado de tal ordem que o Estado mais rico do país consiga dar dignidade a boa parte de sua população carente. 

Eis que, certamente, considerando a crise de credibilidade carioca Bolsonaro, num repente, mas à socapa resolveu que as corridas de fórmula 1 devem se dar não mais em Interlagos – SP mas no Rio de Janeiro num autódromo ainda a ser construído.

Digamos que seja realmente construído a tempo esse autódromo para 2021.

Então, o país, com todas suas dificuldades, quase tudo por fazer ou refazer terá, não um, mas dois autódromos de padrão internacional.

Vejo aí um sentido megalômano, como nos tempos do petismo.

E então, quando o governador João Dória reclama da rasteira institucional de Bolsonaro diz o presidente que o governador de São Paulo deveria “pensar no país”.

É outra de Bolsonaro: se fosse pensar no país, jamais se erigira um outro autódromo porque, como disse, há muito que pensar “no país”. E não pensar em tirar o RJ do limbo com construção supérflua para um país carente. E no “país” se insere o Rio de Janeiro...

E, claro, há interesses não muito claros em torno dessa obra.

As “boas línguas” dizem que só há uma empresa interessada nessa construção, tanto que o jornal “O Estado” na edição de 29 de junho informa que o Ministério Público Federal aponta irregularidades na licitação, porque,

A justificativa é de que o processo foi direcionado para uma empresa específica, a Rio Motorsports Holding S/A única a apresentar proposta e a vencer a licitação em maio”.

Desmentidos daqui e dali, mas já se sente o “odor” do petismo por perto.

Certamente que esse autódromo luxuoso, não modificará em nada os pulos dos humildes sobre os esgotos correndo pelas calçadas e córregos.

Interlagos é prova disso.

2. Investidas contra o ministro Sério Moro. Breve relatório

Eu imaginava que Sérgio Moro fosse odiado por aquela ala falante e silenciosa das ditas esquerdas após os escândalos patrocinados pelo petismo e apurados em parte resultando na condenação de Lula e de outros a partir da primeira instância. A prisão de Lula está em vias de completar 15 meses.

Então, o ódio reinante trouxe para o país um certo Glenn Greeenwald - radicado no Rio de Janeiro e casado com o brasileiro David Miranda - que pela sua The Intercept teria 'haqueado' diálogos entre Moro e Dallagnol havidos no WsApp em momentos graves da Operação Lava Jato, cheia de pressões, então,  não só dos adeptos de Lula mas até por manifestações de ministros do STF simpatizantes.

A imprensa não perdeu tempo dando ampla repercussão.

A Rede Globo, assisti um trecho de reportagem, para divulgar os supostos diálogos, se valeu de matéria de jornal de São Paulo que apresentava datas nas quais teriam ocorrido, aproximadamente.

Para essa Rede está mais fácil atribuir a outros órgãos aquilo que pode ser desmentido depois, ou não tem capacidade mais de buscar ela própria suas fontes, convalidando ou não a notícia.

Nessa disposição em atacar Sérgio Moro, a cada dia uma nova mensagem divulgada por esse portal 'interceptador' e a imprensa, sem checar a sua veracidade parte para o estardalhaço.

De um modo geral, estou para descobrir o que queremos para o país, se a mudança ética iniciada ou a manutenção ou volta das negociatas, a corrupção que prendeu tantos e quantias vultosas recuperadas.

Ora direis, mas o juiz não pode dialogar com membros do MP, sobre matérias que constam do processo.

O que pensam esses detratores? Que os membros MP não dialogam com o Juiz? Eles trombam nos corredores do Fórum cotidianamente. Que o advogado não conversa com o juiz e com o promotor?

Ai, a defesa de Lula diz ser suspeito o juiz Moro porque condenou Lula pensando na eleição de Bolsonaro para ser nomeado ministro… a que ponto chegamos de conversa fiada.

Por último a sempre presente opinião contraditória de Gilmar Mendes, crítico sem causa Lava jato e seus resultados, como se ele próprio não dialogasse com políticos enrolados:

Informa o jornal o “Estado” de 28.06.19 o seguinte

Crítico severo da Operação Lava Jato e da atuação do juiz Sérgio Moro e do procurador da força-tarefa do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, o ministro do Supremo Tribunal Federa Gilmar Mendes votou no último dia 11 pela concessão de habeas corpus para considerar nulas provas produzidas no processo e pelo encerramento de ação penal contra um homem acusado por tráfico de entorpecentes – contra o qual a polícia usou dados extraídos de seu aplicativo WhatsApp sem autorização judicial.

A decisão que beneficiou o acusado por tráfico foi tomada por Gilmar dois dias depois da divulgação pelo site The Intercept de diálogos atribuídos a procuradores e ao ex-juiz da Lava Jato no Telegram.”

Explicações sobre essas contradições ele fez, mas não podem ser levadas a sério.
Registro, porém, entrevista sensata que deu ao mesmo jornal “O Estado” no dia 29.06 na qual aborda o tema.

Hoje houve movimentos nas ruas de apoio a Sérgio Moro. Neste momento não há balanço de participações, mas milhares são as manifestações em prol dele e da Lava Jato. Há um sentimento ou esperança de que tudo caminhará nos rumos traçados, “apesar de vocês”.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre

Av. Paulista, pró Moro (dia 30.06.2019)