TEMAS TRATADOS:
1. A questão do isolamento geral contra o coronavirus. Como tudo começou
2. A insistência com uma febrezinha qualquer
3. Uma crise verbal por semana, ou do capitão Jair ou de algum filhinho
4. O gabinete do ódio
1. A QUESTÃO DO ISOLAMENTO NACIONAL. COMO TUDO COMEÇOU
O Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, com as primeiras informações do contágio havido no Brasil, tomou conta da situação. Intervenções diárias nos meios de comunicação, SEMPRE, demonstrando preocupação com o avanço da doença.
Havia notícias alarmantes da doença na Itália.
Então nessas intervenções diárias, o Ministro, com boa dicção chegou a afirmar que em abril o sistema de saúde brasileiro, pela evolução da doença, entraria em colapso.
Quando repórter da Globo, de maneira legítima quis mais informações dando-se, então, um num diálogo veemente, os bolsonaristas radicais não atentaram para a resposta ambígua do Ministro, mas levaram a discussão para uma partida de futebol, na qual o ministro teria "dado de goleada" na repórter. Imaturidade.
Com tais elementos, falta de um política madura, o silêncio de Bolsonaro salvo fazendo declarações esparsas aqui e acolá, no seu jeito desajeitado, o que ocorreu?
Os Estado avançaram nas ações de isolamento por falta de efetiva análise de todas as circunstâncias pelo governo federal, tudo improvisado, a despeito da competência do Ministro.
A crise de informações não começou nos Estados, começou no governo federal por falta de coordenação no trato da doença e sua repercussão no meio econômico.
Bolsonaro agora está praticamente falando entre pares que fazem a diferença.
2. A INSISTÊNCIA COM UMA GRIPEZINHA QUALQUER
Em vez de falar em "gripezinha", deveria antes ter reunido todos os que contam a um fórum SÉRIO para uma proposta conjunta de pais.
Mas, não, para justificar sua inoperância, qual fora um dos argumentos de Bolsonaro? Comparar a densidade demográfica entre o Brasil e a Itália. Sim, o clima é mais frio naquele país da Europa. Mas, em termos de densidade demográfica, o quadro é o seguinte comparado com o Estado de São Paulo:
Itália, população em 2017: 60,4 milhões com 201 habitantes por km2
Estado de São Paulo, população em 2014 (IBGE): mais de 44 milhões com 177,4 de habitantes por km2.
A diferença nem é tão grande se pensarmos que os dados de São Paulo são de 2014 e os da Itália de 2017.
São, pois, números relativos, sem significado expressivo para toda hora insistir na "gripezinha".
Depois, o discurso recente na TV no qual distilou rancor e, desnecessariamente, atingiu a Rede Globo ao se referir a explanação do médico falastrão da emissora que em janeiro minimizara os efeitos da eclosão do coronavirus. Mas, Bolsonaro não se referira a uma segunda explanação do mesmo médico que retificara a primeira sugerindo mais cuidados com o avanço da doença
E a tais expressões destemperadas, os bolsonaristas exultam como se o toureiro tivesse vencido o touro com uma estocada fatal.
Se disse imune porque fora atleta quando já se sabia que atletas profissionais haviam sido atingidos pela COVID-19 (*).
Essa alegada imunidade pode ser decorrências dos antibióticos que lhe fora aplicado nos tempos da recuperação da facada.
Com tudo isso, com tais destemperos e expressões fora de foco, é que a Globo reagiu e praticamente desmontou todos os argumentos de Bolsonaro.
Com a situação de isolamento preventivo à sua revelia implantado pelos Estados que se ressentiram de descoordenação do seu governo, Bolsonaro exala "fogo pelas ventas" e não faltam confrontos com os governadores.
Nada a ganhar com isso, nem o país, nem o capitão Jair que ainda age como capitão. Ele é hoje um "prato cheio" para a oposição e os que a ele se opõem.
Exatamente por sua omissão, há uma situação nacional estabelecida no pais e ele não é levado a sério.
3. UMA CRISE VERBAL POR SEMANA OU DELE OU DE UM DE SEUS FILHINHOS
Na condição de capitão Jair é ele useiro e vezeiro em proferir frases importunas que geram uma crise semanal desnecessária: ora engraçadinho, ora destemperado, ora irresponsável.
[Já falei sobre isso no artigo Variedades Temáticas VI(**)]
Nesses comentários que aparentemente o fazem um militar "macho" em nada ajudam na avaliação do seu desempenho que gente com um pouco de senso começam a questionar.
No tocante aos seus filhinhos, é claro que a última crise verbal ou no twitter se deu pelo ex-futuro embaixador - que nem sei como isso chegou a ser cogitado - que falou a verdade, concordo, no tocante ao coronavirus que eclodiu na China.
De lá vêm cenas impressionantes de consumo alimentar, que vão desde sopa de morcegos, de ratos assados, de cachorros, gatos. E de regra, a matança com extrema crueldade. Uma soma de imundícies.
Mas, naquele momento tenso aquela afirmação fora um deslize infantil até porque a China é forte parceira comercial do Brasil.
Aí, o embaixador reage de uma maneira hostil à própria família Bolsonaro e o ditador Xi Jinping não atende Bolsonaro num primeiro contato.
Os bolsonaristas logo partem para explicitar o perfil do embaixador.
Ora, se ele se liga em personalidades da esquerda por aqui é porque ele é representante de uma ditadura comunista. Esperar o quê?
Só insensatez.
Mas, o que precisa se dar é o Bolsonaro e seus filhinhos rebeldes pararem de expandir o besteirol semanal gerando crises.
4. O GABINETE DO ÓDIO
Não sei se foi o jornal "O Estado de São Paulo" que qualificou o gabinete de decisões reservadas no Planalto de "gabinete do ódio".
Ele existe e já não de agora tenho notado uma série de mensagens de rancor que os bolsonaristas divulgam com a alegria de quem, em nome do capitão, tudo aceitam, até as aleivosias contidas em textos desqualificados.
Esse último pronunciamento sobre a gripezinha fora forjado nesse gabinete, do qual participa um dos filhos do capitão Jair.
Esse pronunciamento já "rendeu" demais na imprensa e nas ditas redes sociais, especialmente no fb.
Então, eu vou para o varejo.
Nesse dia a dia não cessam mensagens ainda contra a Greta Thunberg, contra Macron, contra o Papa Francisco como uma forma de reafirmar diretamente ou indiretamente a política ambiental deplorável do governo atual. Afinal, o que se esperar de um ministro do meio ambiente como esse e que continua no cargo?
Então a compensação para o fracasso ambiental é a reintrodução seguida dessas mensagens que tentam denegrir esses personagens que criticaram o descaso oficial na matéria.
E se "esquecem" os "atores principais" canastrões prestigiados.
Uma dessas recentes é chamá-los supostamente à razão, por nada fazerem contra a China na questão da Covid-19.
É que na questão ambiental, a despeito de todos os costumes alimentares eméticos da China, o país está reflorestando uma área equivalente ao território da Irlanda do Norte, ou 6,6 milhões de hectares.
Lançam-se essas mensagem gratuitas, de conteúdo falso ou desprovidas de lógica como forma de escamotear as omissões oficiais.
E a turma toda dos bolsonaristas embarcam, compartilham felizes, vivendo numa espécie de mundo da fantasia.
O Papa Francisco foi criticado à exaustão por ter recebido o Lula, mas esses inocentes inúteis, esquecem que a cada dia passa pelo Vaticano todo tipo de personalidade, incluindo o Trump, o Mourão. Chico Buarque também foi recebido, mas foram recebidos Angeline Jolie, George Clooney, Leonardo DiCaprio, Mark Zuckerberg...
A esquerda é mais inteligente: ela não critica o Papa pelas visitas que o pontífice recebe.
Lula está recobrando espaços não pela visita ao Papa, mas pelas trapalhadas do governo atual.
Há dias, essas distorções caem para o campo religioso: Jesus Cristo andando sobre as águas, segurando a mão do capitão que se continha nas águas, plagiando a cena do novo testamento quando Pedro, sem fé afundava e fora salvo. Também Jesus Cristo, do céu conduzindo os passos do capitão ou simplesmente o orientado a "fazer o que precisa ser feito".
São mensagens ridículas, sacrílegas mesmo, exaltando alguém que a cada momento transmite no mínimo, rancor.
Se o gabinete é de ódio, é também o da demagogia no seu pior estilo.
Referências:
(*) COVID-19: "Desde o início de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causada pelo novo coronavírus de Covid-19. COVID significa COrona VIrus Disease (Doença do Coronavírus), enquanto “19” se refere a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo chinês no final de dezembro."
(**) "Variedade Temáticas VI". Acessar:
https://martinsmilton2.blogspot.com/2020/02/variedades-tematicas-vi.html
quinta-feira, 26 de março de 2020
sábado, 22 de fevereiro de 2020
VARIEDADES TEMÁTICAS VI
1.
AS CRISES SEMANAIS DO CAPITÃO BOLSONARO
Em
primeiro lugar quero dizer que publicamente Bolsonaro tem agido, no
contato com a imprensa, como o capitão Bolsonaro. Ele não assumiu a
dignidade da presidência da República. Ele foi eleito para esse
cargo e não para reeleição da patente de capitão.
Ele
não entende isso. Que alguém com urgência o inculque que ele não
é mais capitão, mas presidente do País.
De
regra suas reações ao contato com a imprensa são de capitão
contrariado que no interior dos sanitários do quartel, profere
desatinos contra tudo e contra todos.
O
problema não está nas ilações jocosas que fazem seus adeptos
radicais lambe-botas de suas tolices
São
suas afirmações torpes que repercutem dentro e fora do país:
"fazer cocô dia sim dia não para ajudar a preservar o
ambiente"; "o Greenpeace é um lixo", "furo que
queria "dar" referindo-se a jornalista da Folha", fez
gracinhas tolas com a esposa de Macron, já idosa - que nada tinha
com as críticas à sua deplorável política ambiental. E por aí
vai...
Envergonhando!
[Quero
deixar claro que nunca votei no PT e não há menor possibilidade que
o faça, até pela minha idade atual. E eu acompanho a "evolução"
do partido desde sua origem nos passos grevistas no ABC].
2. O PARADIGMA É O LULA E O PT
Bolsonaro
foi eleito como um fato novo reação aos escândalos petistas, às
atitudes desqualificadas do partido, seus membros corruptos e,
principalmente, do próprio Lula.
Ora,
tudo que se referia a petismo haveria que ser esquecido e severamente
repudiado.
Eis
que para justificar suas afrontas públicas, os bolsonaristas trazem
à tona as próprias declarações e atos de Lula, em tudo que
continha de desabonador.
Vejam
só, aquilo que seria um passado a ser rejeitado se tornou um
paradigma constante para justificar o que Bolsonaro faz ou diz nestes
"novos" tempos: o gesto da banana, afirmações de cunho
sexual desrespeitoso...
E
tem ido muito além de Lula, ex-operários metalúrgico.
3.
BOLSONARO: BANANAS À IMPRENSA QUE ELE AMA
E
ele que diz desprezar a imprensa, não há dia em que na saída do
Alvorada não encosta nos jornalistas de plantão e destila
aleivosias. Ele "despreza" mas ama a imprensa e é nesse
momento que comete seus desregramentos para se afirmar.
4.
LULA E O PAPA: TORRENTE DE IMPROPÉRIOS

Não
sou católico, mas gosto do catolicismo, não só pela sua "estrutura
religiosa" como não receio, depois de mais de 2 mil anos, a
despeito de seus excessos, como se deu na inquisição e mais recente
o escândalo da pedofilia e os sempre mencionados desvios de fundos
no Banco do Vaticano.
Eu
sei como o catolicismo age pelo seu histórico de mais de 2 mil
anos.
O
que tenho dúvidas ou receios se refere ao fortalecimento
político-religioso dessas religiões ditas "evangélicas"
que não são uma instituição consolidada mas "dirigidas"
por donos.
Daqui
a alguns anos, mais fortalecidas e mais ricas, qual a influência
política que adquirirão? O que exigirão? O que controlarão?
Então,
vejo no catolicismo purificado, um contraponto importante.
O
papa Francisco, herdou esses dois últimos escândalos que
envergonham a Igreja há décadas.
Que
se saiba, nenhum dos seus antecessores enfrentou com determinação a
resolução dessas pendências, especialmente os abusos da pedofilia
intramuros porque seriam "segredos papais".
Ele
enfrenta pressões de alas conservadores que querem que a Igreja
fique como está, perdendo fiéis.
Ele,
como "ser humano" tem cometido alguns excessos quando
recepciona alguns políticos, como no caso do beijo nos pés, em nome
da paz, de líderes do Sudão do Sul.
Mas,
a repercussão recente por aqui, fora receber o ex-presidente Lula.
Há
uma horda de ignorantes bolsonaristas e fiéis desqualificados que
fizeram das redes sociais meios de ofensas irresponsáveis ao papa
adjetivando-o até de 'fdp'. Mentes ultrapassadas mas que ostentam
nível cultural, destemperadamente chegaram a afirmar que o encontro
fora "criminoso", que esse papa é comunista - alguns
quando indagados sobre o significado político da palavra não
responderam.
Foram
atitudes exacerbadas, atitudes da ignorância que rejeitam o modo de
trabalho de Francisco em prol de novos ares no catolicismo.
Mas,
o papa já dissera que dentro de certas condições, ele receberia a
todos e, eu acrescento: especialmente aqueles ditos pecadores que
sentem no íntimo precisar de um alento religioso-papal, como no caso
de Lula que, na verdade, nada tinha a dizer ao religioso. E Lula já
não tem sequer o que dizer por aqui, salvo se as coisas com a
direita hoje no poder continuarem nesse rumo de crises morais
semanais.
O
papa Francisco é dos melhores das últimas décadas e precisa ser
compreendido a partir de suas origens. E, ao ser compreendido,
ajudado e como tem pedido, que orem por ele os católicos fiéis.
5.
TENSÃO ENTRE PODERES
O
gabinete próximo de Bolsonaro conforme mudanças últimas, concentra somente
militares de alta patente.
No
Congresso, embora não revelem seus principais mandatários, assumem
uma sombra de preocupação.
Tanto
Rodrigo Maia da Câmara, como Davi Alcolumbre do Senado, certamente
que para manter o domínio das respectivas casas, não propõem nada
para reduzir os custos de manutenção do Congresso, que no conjunto
é suportado com altos encargos, por todo o povo brasileiro.
O
Congresso tem muitos parlamentares, é gordo e a maioria é realmente
vagabunda sem tirar nem por. Ademais se tomada a proporção com os
Estados Unidos, com mais de 100 milhões de habitantes do que o Brasil, a Câmara não comportaria mais do que 300 deputados e o
Senado, cerca de 58 senadores. (*)
Então,
há um sobrepeso que não parece mude algum dia.
Nesse
meio entre o Executivo, repleto de militares, e o Congresso, a tensão
vem aumentando porque os parlamentares não mudam o modo
pantagruélico em mirar o dinheiro público pelas emendas no
orçamento e dele se aproveitar para fins eleitorais se ficar somente
nisso...
O
Gal. Heleno se queixou desse descaso, afirmando que o Executivo sofre
chantagem dessa gente que domina o Congresso, ávido em obter 30
bilhões de verbas do orçamento rejeitando veto de Bolsonaro.

E
todo o gabinete militar de Bolsonaro e todo o povo - milhares sem
emprego - sabem dos abusos vergonhosos do Congresso Nacional no trato
do dinheiro público.
E
todos se perguntam se um dia haverá correção de rumos e de que
modo isso poderia ocorrer. Porque por iniciativa dos próprios
congressistas é algo impensável.
Todos,
todos sabem que essa estrutura para um país pobre é uma aberração
mas que ninguém "mete a mão" por causa da democracia -
mesmo que vilipendiada - embora esta em nada impeça mudanças
estruturais nesses desvios vergonhosos.
Outro
ponto de conflitos se refere ao Supremo Tribunal Federal. No seu
corpo há ministros que não têm e nunca tiveram qualificação para
serem ministros. No STF a mudança desse quadro sofrível também
demorará muito porque aí a idade é de 75 anos para se dar a
exoneração compulsória. E há ministros como Gilmar, Tóffoli,
Lewandowiski que perturbarão o clima no Tribunal por muito tempo. Há
perplexidade nisso, mas como resolver se não se esperar tantos e tantos
anos o implemento da idade desses ministros?
Isso
explica, aproveitando os militares no governo, aspirações antidemocráticas de muitos que se manifestam
livremente nesse sentido.
Referências no texto:
sábado, 18 de janeiro de 2020
TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO & BOLSONARO
Como espécie de memória destes dias conturbados do governo Bolsonaro que quero preservar, já cumprido um ano de mandato, escrevi textos curtos que explanam sobre conspirações e contradições que ele enfrenta ou decorrências de como age:
1. Bolsonaro não irá a Davos, na Suiça porque a "estrela" será a Greta Thunberg, a jovem ambientalista sueca que é levada a sério por gente séria. Claro que ele não sairia numa foto oficial com a Greta. Ele seria escanteado por aqueles países quem ofendeu e menosprezou ninguém menos que Alemanha, Noruega e França.
Talvez tivesse que almoçar no bandejão, longe dos líderes mundiais que não o veem com respeitabilidade. Seria esnobado.
No caso do francês Emmanuel Macron, os bolsonaristas radicais não se cansaram de fazer do quadro medíocre provocado pelo brasileiro na questão Amazônica, um fato político insano nas redes sociais.
[Não dá nem para comparar a jovem com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles que ninguém mais ouve no mundo até porque o que fala se perde na inação. Ação só dos grileiros e bandidos que consomem a Amazônia pela irresponsabilidade oficial];
2. E aí à exaustão e ao ridículo mesmo, os "bolsonaristas da continência" chamavam Greta, Macron e Papa e quem mais estivesse no caminho para se manifestarem sobre os incêndios na Austrália de modo exacerbado como se hipócritas fossem. Mas, esses submissos sequer pesquisam o mínimo que seja sobre os incêndios provocados na Amazônia por bandidos e os incêndios australianos que eclodem pelo clima seco e vento forte. Ignorâncias e ignorantes. E a nióbio na Amazônia, então? É de dar dó as tolices divulgadas.
Mas, é sempre bom lembrar que os ambientalistas não querem saber do subsolo amazônico, apenas querem a floresta em pé.
3. Conspiração científica: o cientista Ricardo Galvão, demitido por Bolsonaro do INPE porque apresentou dados alarmantes do desmatamento na Amazônia, verdadeiros, foi eleito um dos dez cientistas do ano, indicado pela prestigiada Revista Nature;
4. Conspiração no cinema: a indicação do documentário "Democracia em Vertigem" da brasileira Petra Costa ao Oscar 2019 apresenta tudo o que ele nega. Assisti o trailer e confesso que não gostei a partir da voz da narradora e acho, sim, que a indicação, por revelar só um lado do tema, foi uma provocação ao presidente brasileiro, que vai ficar ouvindo sobre o documentário por algum tempo;
5. De uma funcionária pública federal graduada: "eu não assisto mais jornal na TV porque só noticia falcatruas e desonestidades... o que deve estar pensando Sérgio Moro ao abandonar a magistratura para se engajar no governo de Bolsonaro? Para voltar a ser juiz, tem que fazer concurso...deve estar arrependido" concluiu ela. Até porque ele vem sendo sistematícamente sabotado pelo próprio Bolsonaro e pela política sórdida.
[O pior é que há uma versão, não desmentida de que Sérgio Moro quase foi demitido, mas Bolsonaro foi contido pelo ministro Augusto Heleno que disse: "Se demitir o Moro o seu governo acaba". Essa ameaça foi relatada no livro da jornalista Thais Oyma, porque Moro requerera ao ministro Toffoli, do STF, que reconsiderasse a decisão de paralisar as investigações com base em dados do COAF - é que envolvia o "interesses" de seu filhinho Flávio].
6. Para mostrar sua confusa religiosidade com forte aproveitamento ideológico, o capitão Jair propusera subsídios para diminuir o valor das contas de consumo de energia elétrica das igrejas, transferindo o valor do benefício a todo o povo brasileiro. A gente sabe quem foi que o orientou a não prosseguir com essa ideia absurda.
[Se tivesse consciência religiosa, estaria cuidando dos "templos amazônicos - a flora e a fauna bens sagrados da natureza" que vão sendo destruídos pelo seu discurso torpe que liberou a predação oficiosamente].
7. A todos os impropérios proferidos por Bolsonaro, seus deslizes, os bolsonaristas radicais o comparam com os tempos de Lula ou com o próprio Lula e suas imprecações. Mas, afinal, a eleição de Bolsornaro não prometia mudar os paradigmas para um estágio superior? Se o lulismo é execrado, como aceitar que ele seja a todo tempo trazido como paradigma?
8. A Dilma por tantos discursos descabidos, sem "pé nem cabeça" faz parte do folclore político e, queiram ou não, por vezes se constituem verdadeiras anedotas. Tudo bem, mas e o ministro da Educação Abraham Weintraub que comete erros de curso primário em mensagens? Como é que fica?
9. O discurso de inspiração nazista do secretário da cultura Roberto Alvim se constitui em algo absolutamente impensável. Como foi possível, o citado fazer um discurso tão empolado, tão "solene" inspirando-se nos "princípios de cultura" do nazista Joseph Goebbels e ainda com música de fundo de Richard Wagner, compositor preferido de Hitler. Como é possível? Como o ato insano não poderia passar em branco, a advogada Manuela Lourenço meio ao acaso, identificou a peça e felizmente a divulgou. E deu no que deu, com a demissão do plagiador do nazismo.
[A repercussão explodiu no mundo para afetar um pouco mais a imagem do Brasil de Bolsonaro. Então, sem mais, convidou a atriz Regina Duarte para o cargo - melhor que não aceitasse].
10. Bolsonaro fala em reeleição e monta um novo partido. Mas, quem garante que ele seja reeleito? Suas reações são tão descabidas que eu pelo menos não vejo a reeleição como "favas contadas". Se ele pensa que não será cobrado á exaustão sobre a questão ambiental, está muito enganado. Pelos seus destemperos. E também a reforma da previdência que adiará a aposentadoria de milhões de trabalhadores. Haverá, aí, uma revolta silenciosa que pode afetar o voto.
[Ele fala em Moro como vice, que seria uma "chapa imbatível". Não sei. Quando eleito significava o futuro mas pode dar a volta ao passado - não subestimem o "passado"];
11. Ainda Sérgio Moro: na sua demagogia evangélica, Bolsonaro diz que pode indicar um jurista evangélico para o STF, na vaga de Celso de Mello, que completará 75 anos em novembro vindouro. Essa vaga é do JUIZ Sérgio Moro e nenhum outro porque ele seria voz divergente para ir mudando a postura de um tribunal desmoralizado, deparando-se com figuras rejeitadas como Gilmar Mendes, Lewandowski e Marco Aurélio.
12. Bolsonaro não gosta da imprensa mas não perde oportunidade de chegar perto e propagar impropérios e comentários grotescos. Ele é mestre em arrumar o antifato-político a troco de nada. Ganharia muito mais se se moderasse: ¿Por qué no te callas?
Ele tem que ser contido e ser lembrado a todo momento que não atua no quartel, mas na presidência da República.
[Bolsonaristas batem na mesma tecla: não assistam a Globo, não assistam o JN, mas no dia seguinte aparecem uns até meio insanos falando do noticiário dito "negativo" contra Bolsonaro. Afinal, assistem ou não, esses, o JN? O Jornal Nacional atrai porque tem a melhor dupla de apresentadores dos últimos tempos e transmitem credibilidade que muitas vezes falta no palavreado de quem deveria se conter. Fazer o quê? Bolsonaro diz que os jornalistas são raça em extinção. Torço que jamais, especialmente durante o governo dele].
APÊNDICE
Roger Scruton

No dia 12 de janeiro faleceu o filósofo conservador Roger Scruton, com 75 anos de idade (ele nascera em 27.02.1944).
A divulgação do seu passamento partiu de "filósofos" conservadores que apoiam, é claro, o capitão Jair.
Scruton era conservador num nível superior. Admirava coisas do passado quando expressavam o belo - digamos, "a arte como expressão do belo" - inclusive inspirando-se em imagens da natureza aí compreendidas as matas, as florestas...
Então eu estava esperando alguns desses "filósofos" de hoje, aproveitando o falecimento de Roger Scruton para algum tipo de comparação ou alguma ilação oportunista.
Fiquei aliviado porque não precisei fazer um contraponto entre um quadro de Sandro Botticelli, "O nascimento de Vênus", por exemplo, com traços de grafiteiros "filósofos" que agem por aí nestes dias.
Quadro de Botticelli:
1. Bolsonaro não irá a Davos, na Suiça porque a "estrela" será a Greta Thunberg, a jovem ambientalista sueca que é levada a sério por gente séria. Claro que ele não sairia numa foto oficial com a Greta. Ele seria escanteado por aqueles países quem ofendeu e menosprezou ninguém menos que Alemanha, Noruega e França.
Talvez tivesse que almoçar no bandejão, longe dos líderes mundiais que não o veem com respeitabilidade. Seria esnobado.
No caso do francês Emmanuel Macron, os bolsonaristas radicais não se cansaram de fazer do quadro medíocre provocado pelo brasileiro na questão Amazônica, um fato político insano nas redes sociais.
[Não dá nem para comparar a jovem com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles que ninguém mais ouve no mundo até porque o que fala se perde na inação. Ação só dos grileiros e bandidos que consomem a Amazônia pela irresponsabilidade oficial];
2. E aí à exaustão e ao ridículo mesmo, os "bolsonaristas da continência" chamavam Greta, Macron e Papa e quem mais estivesse no caminho para se manifestarem sobre os incêndios na Austrália de modo exacerbado como se hipócritas fossem. Mas, esses submissos sequer pesquisam o mínimo que seja sobre os incêndios provocados na Amazônia por bandidos e os incêndios australianos que eclodem pelo clima seco e vento forte. Ignorâncias e ignorantes. E a nióbio na Amazônia, então? É de dar dó as tolices divulgadas.
Mas, é sempre bom lembrar que os ambientalistas não querem saber do subsolo amazônico, apenas querem a floresta em pé.
3. Conspiração científica: o cientista Ricardo Galvão, demitido por Bolsonaro do INPE porque apresentou dados alarmantes do desmatamento na Amazônia, verdadeiros, foi eleito um dos dez cientistas do ano, indicado pela prestigiada Revista Nature;
4. Conspiração no cinema: a indicação do documentário "Democracia em Vertigem" da brasileira Petra Costa ao Oscar 2019 apresenta tudo o que ele nega. Assisti o trailer e confesso que não gostei a partir da voz da narradora e acho, sim, que a indicação, por revelar só um lado do tema, foi uma provocação ao presidente brasileiro, que vai ficar ouvindo sobre o documentário por algum tempo;
5. De uma funcionária pública federal graduada: "eu não assisto mais jornal na TV porque só noticia falcatruas e desonestidades... o que deve estar pensando Sérgio Moro ao abandonar a magistratura para se engajar no governo de Bolsonaro? Para voltar a ser juiz, tem que fazer concurso...deve estar arrependido" concluiu ela. Até porque ele vem sendo sistematícamente sabotado pelo próprio Bolsonaro e pela política sórdida.
[O pior é que há uma versão, não desmentida de que Sérgio Moro quase foi demitido, mas Bolsonaro foi contido pelo ministro Augusto Heleno que disse: "Se demitir o Moro o seu governo acaba". Essa ameaça foi relatada no livro da jornalista Thais Oyma, porque Moro requerera ao ministro Toffoli, do STF, que reconsiderasse a decisão de paralisar as investigações com base em dados do COAF - é que envolvia o "interesses" de seu filhinho Flávio].
6. Para mostrar sua confusa religiosidade com forte aproveitamento ideológico, o capitão Jair propusera subsídios para diminuir o valor das contas de consumo de energia elétrica das igrejas, transferindo o valor do benefício a todo o povo brasileiro. A gente sabe quem foi que o orientou a não prosseguir com essa ideia absurda.
[Se tivesse consciência religiosa, estaria cuidando dos "templos amazônicos - a flora e a fauna bens sagrados da natureza" que vão sendo destruídos pelo seu discurso torpe que liberou a predação oficiosamente].
7. A todos os impropérios proferidos por Bolsonaro, seus deslizes, os bolsonaristas radicais o comparam com os tempos de Lula ou com o próprio Lula e suas imprecações. Mas, afinal, a eleição de Bolsornaro não prometia mudar os paradigmas para um estágio superior? Se o lulismo é execrado, como aceitar que ele seja a todo tempo trazido como paradigma?
8. A Dilma por tantos discursos descabidos, sem "pé nem cabeça" faz parte do folclore político e, queiram ou não, por vezes se constituem verdadeiras anedotas. Tudo bem, mas e o ministro da Educação Abraham Weintraub que comete erros de curso primário em mensagens? Como é que fica?
9. O discurso de inspiração nazista do secretário da cultura Roberto Alvim se constitui em algo absolutamente impensável. Como foi possível, o citado fazer um discurso tão empolado, tão "solene" inspirando-se nos "princípios de cultura" do nazista Joseph Goebbels e ainda com música de fundo de Richard Wagner, compositor preferido de Hitler. Como é possível? Como o ato insano não poderia passar em branco, a advogada Manuela Lourenço meio ao acaso, identificou a peça e felizmente a divulgou. E deu no que deu, com a demissão do plagiador do nazismo.
[A repercussão explodiu no mundo para afetar um pouco mais a imagem do Brasil de Bolsonaro. Então, sem mais, convidou a atriz Regina Duarte para o cargo - melhor que não aceitasse].
10. Bolsonaro fala em reeleição e monta um novo partido. Mas, quem garante que ele seja reeleito? Suas reações são tão descabidas que eu pelo menos não vejo a reeleição como "favas contadas". Se ele pensa que não será cobrado á exaustão sobre a questão ambiental, está muito enganado. Pelos seus destemperos. E também a reforma da previdência que adiará a aposentadoria de milhões de trabalhadores. Haverá, aí, uma revolta silenciosa que pode afetar o voto.
[Ele fala em Moro como vice, que seria uma "chapa imbatível". Não sei. Quando eleito significava o futuro mas pode dar a volta ao passado - não subestimem o "passado"];
11. Ainda Sérgio Moro: na sua demagogia evangélica, Bolsonaro diz que pode indicar um jurista evangélico para o STF, na vaga de Celso de Mello, que completará 75 anos em novembro vindouro. Essa vaga é do JUIZ Sérgio Moro e nenhum outro porque ele seria voz divergente para ir mudando a postura de um tribunal desmoralizado, deparando-se com figuras rejeitadas como Gilmar Mendes, Lewandowski e Marco Aurélio.
12. Bolsonaro não gosta da imprensa mas não perde oportunidade de chegar perto e propagar impropérios e comentários grotescos. Ele é mestre em arrumar o antifato-político a troco de nada. Ganharia muito mais se se moderasse: ¿Por qué no te callas?
Ele tem que ser contido e ser lembrado a todo momento que não atua no quartel, mas na presidência da República.
[Bolsonaristas batem na mesma tecla: não assistam a Globo, não assistam o JN, mas no dia seguinte aparecem uns até meio insanos falando do noticiário dito "negativo" contra Bolsonaro. Afinal, assistem ou não, esses, o JN? O Jornal Nacional atrai porque tem a melhor dupla de apresentadores dos últimos tempos e transmitem credibilidade que muitas vezes falta no palavreado de quem deveria se conter. Fazer o quê? Bolsonaro diz que os jornalistas são raça em extinção. Torço que jamais, especialmente durante o governo dele].
APÊNDICE
Roger Scruton
No dia 12 de janeiro faleceu o filósofo conservador Roger Scruton, com 75 anos de idade (ele nascera em 27.02.1944).
A divulgação do seu passamento partiu de "filósofos" conservadores que apoiam, é claro, o capitão Jair.
Scruton era conservador num nível superior. Admirava coisas do passado quando expressavam o belo - digamos, "a arte como expressão do belo" - inclusive inspirando-se em imagens da natureza aí compreendidas as matas, as florestas...
Então eu estava esperando alguns desses "filósofos" de hoje, aproveitando o falecimento de Roger Scruton para algum tipo de comparação ou alguma ilação oportunista.
Fiquei aliviado porque não precisei fazer um contraponto entre um quadro de Sandro Botticelli, "O nascimento de Vênus", por exemplo, com traços de grafiteiros "filósofos" que agem por aí nestes dias.
Quadro de Botticelli:
domingo, 12 de janeiro de 2020
A IGREJA CATÓLICA E O ISLAMISMO. A VISÃO DE JOÃO PAULO II EM 1993

Publicação católica Christo Nihil Pareponere (“A nada dar mais valor do que a Cristo”) de 20 de novembro de 2017 divulgou visão do papa João Paulo II que revelara que o “o Islã invadirá a Europa”.
Nenhuma novidade porque os muçulmanos já invadiram
a Europa e até discutem a introdução da “sharia” – a lei islâmica baseada no
Alcorão e nas pregações de Maomé – e a preservação da indumentária “padrão”, especialmente
a burqa para as mulheres o que significa o corpo todo coberto com vestimenta preta.
Disse o papa naquele ano de 1993, revelada pelo
Mons. Mauro Longhi, sacerdote da Prelazia do Opus
Dei que teve estreita relação de amizade com João Paulo II (Trecho...):
"O Santo Padre acrescentou: “Invadirão a Europa, a Europa será
arruinada, uma sombra do que foi outrora, como uma lembrança de família. Vocês,
Igreja do terceiro milênio, têm o dever de conter esta invasão. Mas não com
armas: elas não são suficientes; antes, com a sua fé, vivida integralmente”.
Eis o precioso testemunho de alguém que durante anos esteve em
contato direto e estreito com o Santo Padre, com quem concelebrou inúmeras
vezes. Não é preciso ressaltar que a confissão do Papa Wojtyla remonta a
março de 1993, há vinte e quatro anos, quando a presença islâmica na
Europa era, social e numericamente, muito diferente.
Não é por
acaso que na hoje em dia tão esquecida Exortação Apostólica Ecclesia in Europa, de 2003, João Paulo II falava claramente de uma relação
com o Islã que deveria ser, ao mesmo tempo, “correta”, conduzida com
“prudência, com clareza de ideias acerca das suas possibilidades e dos seus
limites” (n. 57). Apesar da linguagem típica de um documento magisterial,
sóbrio e contido por natureza, o Santo Padre parecia implorar que os
cristãos conhecessem “de modo objetivo o islamismo.” (*)
No primeiro parágrafo do item n° 57 da Exortação
Apostólica Ecclesia in Europa (Ecclesia
= Reunião) se lê:
“Trata-se ainda
de deixar-se estimular a um melhor conhecimento das outras religiões, para se
poder instaurar um colóquio fraterno com as pessoas que aderem a elas e vivem
actualmente na Europa. De modo particular, é importante um correcto
relacionamento com o islamismo. Tal relacionamento, como várias vezes ao
longo destes anos se deram conta os Bispos europeus, «deve ser conduzido com
prudência, com clareza de ideias acerca das suas possibilidades e dos seus
limites, e com confiança no plano salvífico de Deus em relação a todos os seus
filhos». Para além do mais, é preciso ter consciência da notável
diferença existente entre a cultura europeia, que tem profundas raízes cristãs,
e o pensamento muçulmano.”
Nessa publicação referida, muitos católicos leitores preocupados emitiram opiniões alguns fazendo severas restrições
ao modo como a Igreja caminha nestes tempos tormentosos:
O papa
Francisco é comunista, o papa Francisco não é comunista; estranhamentos a atitudes
de condescendência de João Paulo II em relação ao Islã no seu pontificado; “O Papa Francisco disse que o Islã é a religião da
"Paz" – Então a palavra paz mudou de significado"...
Mas, parece que o posicionamento
atual da Igreja é manter o quanto possível um sentido de “convivência” com o islamismo que vai se
assenhoreando da Europa.
Mas, o arcebispo italiano, Mons. Carlo Liberati, deu esta opinião recentemente;
Em linguagem bem acessível eis em
linhas gerais o que é o islamismo:
Mas, o arcebispo italiano, Mons. Carlo Liberati, deu esta opinião recentemente;
“Dentro de 10 anos seremos todos
muçulmanos por causa da nossa idiotice. Na Itália e em boa parte da Europa
vive-se como se Deus não existisse. Fazem leis que vão contra Deus e cultivam
suas tradições pagãs. Toda essa decadência moral e religiosa favorece o Islã.”
Sem medir palavras,
sentenciou: “Temos uma fé
cristã fraca. A Igreja hoje em dia não funciona bem e os
seminários estão vazios. Precisamos de uma verdadeira vida cristã. Tudo isso
abre o caminho para o Islã. Além
disso, eles têm muitos filhos e nós, não. Estamos em pleno declínio”. (**)
"Fazem lei que vão contra Deus": por aqui se debocha do cristianismo em cenas da mais sórdida concepção.
"Fazem lei que vão contra Deus": por aqui se debocha do cristianismo em cenas da mais sórdida concepção.
Para
o árabe muçulmano, a denominação de infiel é dada a todo indivíduo
não-muçulmano, isto é, ao indivíduo que não aceita os dogmas do Islã e não
segue a trilha do Alcorão, que é o Livro de Allah. (*)
Um
muçulmano piedoso, sincero, quando se refere a um infiel (cristão, idolatra,
pagão, judeu, agnóstico ou ateu), isto é, quando cita o nome de um servo de
Allah que viveu no erro, nas trevas do pecado (depois da revelação do Alcorão),
por não ter sido esclarecido pela fé muçulmana, acrescenta este apelo:
-
Allah se compadeça desse infiel!
Ou
recorre a esta fórmula, que é, igualmente, piedosa:
- Com
ele (o infiel) a misericórdia de Allah!
Aceitam
os muçulmanos, como dogma, que o infiel, depois da vitória do Islamismo, tendo
vivido na heresia, longe da verdade, estará, fatalmente, depois da morte,
condenado às penas eternas. É preciso, pois, implorar sempre para os infiéis
(especialmente para os sábios), a clemência infinita de Allah, o
Misericordioso. (**)
Temos
que há vertentes do islamismo que não são misericordiosas, mas cruéis que
sacrificam cristãos, intolerantes e terroristas e que querem levar os infiéis
(e até mesmo fieis) desde logo “às penas eternas” do modo mais doentio,
hediondo. Há os fiéis soberbos, certos de que o islamismo dominará o mundo
ocidental a partir exatamente da Europa.
Todos,
olhados de longe, pela sua roupa e modo de vida transmitem falta de alegria, não
são descontraídos e, por isso, apenas por esses detalhes, há um choque cultural,
choque cultural que deve ser compreendido de modo bem amplo.
Já se
disse, é e certo, que há muitos muçulmanos piedosos que vivem ou viveram ao
lado de muçulmanos cruéis e se mantem silentes assumindo uma cumplicidade tácita
e tocando a seu modo, a vida pra frente no dia seguinte.
Com tudo isso, nas minhas meditações sobre o mundo a caminho do
caos, tenho pensando positivamente em relação à Igreja Católica – sem a
professar. Porque com todos as seus defeitos e virtudes após dois mil anos,
período no qual chegou a implantar o terror com a inquisição, hoje ou há muito
todos sabemos como ela age. Sim, há contradições e os papas têm atos falhos ou
mudanças de atitudes quebrando tradições, muitas vezes criticados sem que se busque as razões. É um modo de enfraquecê-la.
Todos os que a condenam ou não aceitam seus dogmas, criticam o
papa Francisco que foi escolhido para mudar seu modo de agir no mundo,
especialmente o combate à pedofilia, uma chaga que precisa ser extirpada do seu
corpo e, para tanto, aboliu os ditos “segredos pontifícios ".
Por quantos papas esses segredos escabrosos foram acobertados?
É por isso que o papa Francisco tem diante de si tarefas árduas.
A Igreja ainda é forte, sempre aberta. Não me canso de relembrar:
Quando ia muito a São Paulo
"descansava" um pouco na Catedral da Sé, sempre aberta, sempre
receptiva às suas vibrações ou ao seu silêncio a despeito do tamanho da metrópole.
Chegava a me emocionar com pessoas geralmente humildes ou não tanto, que se
ajoelhavam no chão, na frente de imagem qualquer e então, de cabeça baixa e olhos
fechados oravam por alguns minutos. E, depois, saiam discretamente.
Não sei, não professo a religião de
minha infância há muito passada, mas me parece que é também no catolicismo
silencioso, que faz bem para tanta gente. Uma Igreja aberta para os que quiserem entrar.
Por aqui, ao acharem defeito em tudo no catolicismo, engrandecem
essas igrejas sem fé que pululam e se multiplicam por aí. Uma delas já tem
espécie de "exército" que não é o da salvação. Como estarão daqui a
uns 20 anos? Multimilionárias e politicamente influentes? Quem as controlará?
Qual a sua "ideologia político-religiosa"? Qual será seu contraponto?
Na América Latina há essa outra espécie de invasão tão perigosa
quanto: a religião ideológica sem fé, abarcadora, descaradamente adoradora do tal bezerro
de ouro.
É preciso cuidado, muito cuidado, perante a quem se ajoelha...
O seu contraponto é o catolicismo que precisa ser fortalecido por
aqueles que não se negam ou tem inteligência para entender estes tempos incertos.
Mas, em menor escala podem contribuir outras religiões em que a fé cristã é o princípio essencial - e não a riqueza de seus fundadores.
Apêndice:
"O relatório final da reunião episcopal, realizada em outubro passado, sugere que homens casados, com liderança reconhecida pela comunidade e preferivelmente indígenas sejam ordenados na Amazônia para administrar os sacramentos. Essa seria uma forma de combater a escassez de padres na floresta, o que abre espaço para o avanço de igrejas neopentecostais e impede que fiéis recebam a comunhão com regularidade. (ANSA)"
Apêndice:
"O relatório final da reunião episcopal, realizada em outubro passado, sugere que homens casados, com liderança reconhecida pela comunidade e preferivelmente indígenas sejam ordenados na Amazônia para administrar os sacramentos. Essa seria uma forma de combater a escassez de padres na floresta, o que abre espaço para o avanço de igrejas neopentecostais e impede que fiéis recebam a comunhão com regularidade. (ANSA)"
Referências:
(*) Integra da publicação: https://padrepauloricardo.org/blog/a-visao-de-joao-paulo-ii-o-isla-invadira-a-europa?fbclid=IwAR2-X2-Oay1ajVQcBOoIxGhdIMXYBCTkMg_jj5YZBSYpqJBbMri3GRTbSwI
Mons. Carlo Liberati. Acessar: http://centrodombosco.org/2019/07/20/dentro-de-10-anos-seremos-todos-muculmanos-diz-arcebispo-italiano/
Mons. Carlo Liberati. Acessar: http://centrodombosco.org/2019/07/20/dentro-de-10-anos-seremos-todos-muculmanos-diz-arcebispo-italiano/
(**)
Todo o texto em itálico foi
extraído do livro “O Homem que calculava” de Malba Tahan (Edição de 2005 –
Editora Record).
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