domingo, 8 de julho de 2012

PARTÍCULA “DE DEUS”



A partícula “de Deus” terá significado para a Humanidade nestes tempos conturbados? O sentido do “bóson de Higgs”. Tema difícil para o leigo. A imensidão do Universo: o “big bang”. A essência da vida insondável. Uma reflexão a partir do filme “2001, uma odisseia no espaço”.




Desde logo, a partícula não deveria ter esse nome. Ela fora chamada de “partícula maldita”, não porque trouxesse alguma maldição implícita, mas porque em teoria ela existia, mas não era encontrada, vista. A “partícula maldita” (Goddamn Particle) fora assim batizada pelo físico Leon Ledermann num livro que escreveu sobre o tema. O seu editor recusou o título, convencendo o físico a mudar o título do livro para God Particle.
Eis que nesta semana, em manchetes, a mídia em geral divulgou a sua descoberta sem aprofundamento quanto ao sentido da referida partícula, o seu alcance, salvo para informar que ela poderia escrever ou descrever toda a matéria visível no Universo.
Essa descoberta se deu em experiências num gigantesco acelerador de partículas, denominado “Grande Colisor de Hádrons” de 27 quilômetros de circunferência, construído na fronteira entre França e Suíça a 175 metros no subsolo, nas proximidades de Genebra. O anúncio estrondoso partiu do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN).
Seria ele o “bóson de Higgs”, do nome do físico Peter Higgs que teria, em teoria, percebido a sua existência. As dificuldades para explanar de modo sintético: “Partícula que ajuda a explicar como o mundo em nossa volta possui massa” – “massa”: quantidade real de matéria num objeto.
Será preciso aguardar se essa partícula é autêntica considerando possíveis contaminações da experiência.
O estranho nisso tudo é que Peter Higgs é ateu pelo que impróprio o batismo da partícula como sendo “de Deus”.
Não sei se do ponto de vista da “vida” no planeta, alguma coisa mude com a descoberta dessa partícula, salvo um poderoso verbete nas enciclopédias virtuais, além das comemorações. Afinal, com todas essas experiências e descobertas fantásticas, habitamos um planeta desigual, semidevastado, violento, belicoso – bombas atômicas foram êxitos a partir da física – longe de ser considerado “civilizado” naquela acepção mais elevada do termo.

Variações do tema

Por outra, com frequência, nessa linha de busca de explicações aos mistérios do Universo insondável, acima da compreensão pela mente humana, bate-se pelo “big bang”, pelo qual eclodira toda essa imensidão que nos encanta e nos assusta.
(Sobre o “big bang” já escrevi crônica: “Stephen W. Hawking e minhas implicâncias” de 05.09.2010). (*)
Meditando sobre essa nova descoberta me vem à mente o "partículas" do filme “2001- Uma odisseia no espaço” de Stanley Kubrick cujo roteiro contou com a participação do escritor de ficção Arthur C. Clarck.
No filme, nos momentos cruciais de conquistas humanas, havia a marcá-las o aparecimento de um monólito negro que surge quando os ancestrais selvagens do homem se descobrem guerreiros e carnívoros, como se a violência fosse uma semente maldita incrustada no seu coração.
Agora, no limiar do novo século, um salto no tempo, "Danúbio Azul" de Johann Strauss, música de fundo como fonte de harmonia e leveza, diante dos milagres da tecnologia com estações espaciais flutuando no espaço.
Eis que um elemento magnético chama a atenção dos cientistas que rumam para a Lua, onde havia uma base. O monólito lá está e pôde até ser tocado. Mas, à tentativa de uma fotografia do misterioso elemento, eclode um zunido ensurdecedor tão misterioso quanto ele.
Estabelecera-se, então, uma viagem interplanetária para Júpiter, cuja nave seria toda controlada por um computador poderosíssimo, o Hal 9000, infalível, revelando "sentimentos", especialmente o da arrogância.  Ameaçado de ser desconectado, depois de um erro inexplicável, tornou-se rebelde e assassino sendo por fim desligado.
Próximo a Júpiter é dado ao único sobrevivente da missão, o capitão Dave, assistir ao magnífico espetáculo de cores e imagens como num gigantesco calidoscópio.
Nessas imagens, ocorre a explosão harmoniosa da criação num só processo, tanto do macrocosmo, o Universo, como do microcosmo, o homem.
Dave já fora da nave surpreende-se com um ancião em plena refeição – não mais os alimentos sintéticos, mas os "tradicionais". O velho era ele. Significativo que para mostrar seus atos falhos (humanos) derruba uma taça ...de água.
Por fim, o fenômeno da morte. E nesse momento à sua frente lá está o monólito negro. Dave, já sem forças ergue os braços na tentativa de tocá-lo mas não consegue. O monólito, como se fora uma porta se abre e no espaço, está a Terra, a figura de um feto, significando nesse jogo de imagens a "Terra mãe". E assim, a criação intimamente ligada à força do Universo e o renascimento, representado pela sua transformação num embrião.
O filme não fala em Deus ou em religiões, mas há muito de místico daí porque suscitar diversas interpretações, algumas, possivelmente, muito além daquilo que os próprios autores imaginaram.

O que pretendo transmitir com tudo isso? Que por mais que a ciência avance, há sempre um monólito novo a ser desvendado. Muito pode ser desvendado pela Ciência, pela Física, mas não a essência do ser humano...
Se nem isso conseguimos, como pretender desvendar o Universo e seus mistérios a partir de um...”big bang”!  
A  partícula recém-descoberta, pois, se insere nesse princípio que, no fundo, pouco desvenda. Quantos monólitos ainda se materializarão à nossa frente nos empurrando para novas descobertas? Infinitos.
(*) “Temas Livres” de 05.09.2010


Imagem:
Modelo de produção de bósons de Higgs na experiência de colisão de dois prótons.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O AQUECIMENTO DO CLIMA, SIM E NÃO...


Seriam um equívoco os estudos que defendem o aquecimento global pela emanação de CO2 em excesso na atmosfera, provindos da queima dos combustíveis fósseis e queima de florestas? Tudo seria um equívoco, verdadeiro terrorismo climático?


(Este artigo complementa o de 25.06.2012, “A Rio+20 passou. E agora”).

Os Estados Unidos, na região oeste, vêm enfrentando incêndios florestais gigantescos. A propagação dessa catástrofe ambiental, na opinião do professor Michael Oppenheimer, da Universidade de Princeton, seria “uma janela para o que o aquecimento global realmente se parece”. (1)

Essa opinião do americano tem a ver com o “calor extremo na região, que tem facilitado a propagação do fogo”, fenômeno que se alinha com projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

Por outra, no Colorado, em Montana e Utah, diz a notícia, “a quantidade de neve ficou abaixo dos níveis normais e o gelo derreteu rapidamente, antecipando a temporada de incêndios”.

Nesse desarranjo, qualquer fonte de ignição pode propagar tais catástrofes e, pior, a saúde é afetada pela fumaça espessa: “A poluição pode atingir níveis bem piores que em lugares como a cidade do México e Pequim”, argumenta Howard Frumkin, especialista em saúde da Universidade de Washington. (1)

No que se refere aos efeitos da poluição sobre os oceanos, cientistas afirmam que os seus níveis se elevarão de modo gradativo mas irreversível mesmo que as emissões poluentes diminuam.
“Há vários estudos que mostram o papel dos gases de efeito estufa no aumento da temperatura do planeta. Esses gases foram responsáveis pelo aumento de 0,17°C por década de 1980 a 2010 e pelo aumento de 2,3 milímetros do nível do mar por ano de 2005 a 2010.” (2)
Mesmo que a elevação desses níveis pareça irrisória, todos esses estudos têm como causa a poluição - a emissão em larga escala do CO2, agravando o "efeito estufa".
Verifica-se, pois, espécie de consciência mundial que ressalta os efeitos dos poluentes produzidos por várias fontes que estariam, mesmo, afetando a temperatura do clima a ponto de tornar mais constantes, como reação, as tragédias ambientais em pontos diferentes do planeta.
Há, porém, uma corrente de estudiosos que pensa diferente e se coloca em oposição à relação entre as emanações de CO2 e o aquecimento global. Sintetizando:
1.) Os cálculos matemáticos que revelam as previsões de mudanças climáticas são simplistas;
2.) Há 5.000 anos, a temperatura média era 3° mais elevada do que hoje (quem mediu?);
3. ) A “descarbonização” da economia é desnecessária, porque são ignorados fatores astrofísicos e atmosféricos naturais;
4. ) O clima vai esfriar até 2030 e não esquentar isso por conta da “baixa atividade solar” do oceano Pacífico, pelo que as projeções sobre o aquecimento são alarmistas. (3)
Um climatologista que vem sendo ouvido pela mídia, é Luiz Carlos  Molion, da UFAL – Universidade Federal de Alagoas. Suas opiniões são as seguintes, destacando o que disse em recente entrevista:
a.) O aquecimento entre 1912 e 1960 se deu pelo aumento da atividade solar e pouca erupção vulcânica – “as erupções reduzem a temperatura da Terra” (!)
Mas, diz ele, “o terrorismo climático aumentou”;
b.) Seus pareceres e artigos contraditando a teoria do aquecimento climático não são aceitos pelas publicações científicas; espaços somente os que defendem o aquecimento global;
c.) O petróleo não vai acabar porque há resevas petrolíferas  como o pré-sal em todo o planeta, mas será cara a extração; porém, o enxofre que emana do carvão mineral e do petróleo é altamente tóxico;
d.) Não faltará água no século 21 porque 71% do planeta são formados por água mas se ela for poluída, ficará mais cara;
e.) O IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas: “Há quem diga que a ideia da ONU é ter uma governança global. Não duvido” (3)
Quanto à água, é sempre possível a dessalinização dos mares. Quanto à ONU ter uma “governança global” pelo controle climático é uma notória bobagem. O que controla hoje a ONU?
 Nessa linha de certo desdém e soberba em relação aos estudos que defendem o aquecimento global pelo CO2, a teoria de que esses poluentes nada significam, pode abrir flancos altamente indesejáveis: a queima de florestas para “instalação” de gado nas áreas devastadas. Afinal, o CO2 emanado das imensas fogueiras florestais, também não afeta o clima. Ressalva apenas à queima do carvão mineral, por ser tóxico.
 E com esses elementos, os predadores de plantão, ávidos pelo lucro dentro daquela teoria de “Brasil, celeiro do mundo”, “alimento barato” e outros chavões até demagógicos que se repetem por aí, perdem a compostura e partem com mais vontade para a devastação irresponsável.
Dai imensas áreas degradadas, abandonadas, sem a necessária recomposição florestal.
Queimem-se combustíveis fósseis a vontade que não vão faltar, apenas ficarão mais caros. A água não vai faltar mesmo que se avancem sobre rios, nascentes e cursos d'água por conta do desflorestamento. E a lembrar que em pleno século XXI seja ela escassa em imensas regiões do planeta e até mesmo no Brasil..
Um prato cheio para os economistas que não veem a floresta como patrimônio da humanidade com suas riquezas medicinais e fauna, mas uma região a ser “conquistada” de tal ordem que seja convertida em dinheiro.
E o mais rápido possível.
Quero concluir, apelando aos cientistas preocupados com o aquecimento global que estaria ocorrendo nestas últimas décadas - e estou mui propenso a acreditar nisso -, que saiam a público para explanar com a mesma simplicidade, a validade e a segurança dos seus estudos.
 Legendas:
(1) Jornal “O Estado de São Paulo” de 1°.07.2012
(2) idem de 03.07.2012
(3) Compilado do “Jornal de Piracicaba” de 28.06.2012

Foto:

Poluição em São Paulo (http://saopauloestado.blogspot.com)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A RIO+20 PASSOU. E AGORA?

A Rio+20 não trouxe compromissos para a sustentabilidade. Um mundo em crise obrigou o país às pressas alcançar um documento para evitar que a Conferência acabasse no vazio. O lado positivo: milhares de participantes e simpatizantes se reciclaram na preservação ambiental.

A Conferência Rio+20 se foi e o que ela produziu se resume basicamente ao documento aprovada pelos chefes de Estado tudo às pressas. Constitui-se numa série de frases de boas intenções e lembranças dos problemas que desafiam o mundo pressionado pelo compromisso da sustentabilidade.


Teria a própria ministra do Meio Ambiente - que se revelou nervosa em algumas contestações plenárias -, se queixado da “falta de clareza de alguns itens da declaração final.

A Conferência foi realmente mui grande, presentes 188 paises-membros da ONU e mais de 45 mil participantes.

Com esse quorum, no qual se misturaram países ricos, remediados e pobres, seria esperar muito que em poucos dias houvesse consenso de pontos fundamentais que tentara a Conferência abarcar.

Os tempos no 1° Mundo estão “bicudos”, com reflexos “universais” gerando um clima de incerteza, não foi, pois, de estranhar as dificuldades em ser obtido um documento com compromissos firmes de mudanças.

No empenho da delegação brasileira em obter alguma coisa, houve muito de improviso. Não seria o caso, meses antes da Conferência, a própria ONU abrir uma agenda de consultas? Expor os pontos mais preocupantes dos principais países, incluindo os mais poluidores? Referir-se a ações sobre a pobreza extrema? Não seria um modo de firmar encaminhamento mais objetivo quanto aos compromissos esperados?

Nesse improviso, nessa correria, outras preocupações, todos os principais atores vacilando sobre compromissos e custos tenderam para o adiamento de qualquer medida para daqui a alguns anos, 2015, 2020 (?).

Dá para notar essas boas intenções sem ações compromissadas, por exemplo, nos princípios que tratam da pobreza no documento:

“A erradicação da pobreza é o maior desafio global que o mundo enfrenta atualmente e é um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. Diante deste contexto, estamos comprometidos a libertar a humanidade da pobreza e da fome como uma medida de urgência.”

Porque é considerada economia verde, “no contexto do desenvolvimento sustentável a erradicação da pobreza com uma das ferramentas importantes disponíveis para alcançar desenvolvimento sustentável, e que ela poderia fornecer opções para elaboração de políticas, mas não deveria ser um conjunto rígido de regras.”

A erradicação da pobreza obriga uma série de medidas adicionais ou fundamentais: serviço público permanente com coleta de lixo e resíduos, moradia digna, saneamento básico, água tratada, qualidade de vida com a inclusão de áreas verdes.

São tarefas realmente desafiantes neste mundo de desigualdades e crises.

De qualquer modo, sejam quais forem as críticas – e não só as críticas – milhares de presentes e simpatizantes da causa se alinharam ou se reciclaram na necessidade da preservação ambiental, na preservação das florestas e dos cursos d´água como posturas essenciais para o futuro que precisaremos.

Porque não pode a sempre invocada produção de alimentos “baratos” resultar em desastres ambientais, especialmente a devastação florestal, avanços desbragados sobre reservas aquíferas tudo para que o país se torne o “grande celeiro do mundo.”

Afinal, projeta-se para meados do século população mundial num número próximo a nove bilhões de almas. Além de alimentos, há que indagar como será resolvida a imensa carga de resíduos, água escassa...

Mais do que esse vislumbre econômico, há essas e outras sérias questões a serem respondidas. E já é tempo que sejam pensadas.

A Conferência Rio+20 por tudo o que foi exposto não se constituíra, infelizmente, no foro adequado.

UMA POLÊMICA: O CO2 (gás carbônico) e o aquecimento global

A queima de combustíveis fósseis por milhões de veículos, queima de imensas áreas florestais, tem aumentado muito a emanação de gás carbônico na atmosfera.

Essa carga imensa de CO2 na atmosfera seria a causa do aquecimento climático.

Ao tratar do verbete “dióxido de carbono", a Wikipédia, que bem explana o tema, num certo trecho expõe:

“Nas últimas décadas, devido à enorme queima de combustíveis fósseis, a quantidade de gás carbônico na atmosfera tem aumentado muito, mas isto não prova que o gás carbônico contribui com relevância para o aquecimento do planeta.”

Há pouco, começou a ser entrevistado pela mídia, o professor Luiz Alberto Morion, climatologista, que exatamente minimiza as emissões de CO2 dessas origens como causa do aquecimento global. Ele até nega que tal esteja ocorrendo. Para ele, nos próximos anos, haverá uma queda de temperatura.

Pelo seu modo simples de expor suas ideias é convincente, mas acho que não foi ele devidamente confrontado pelos cientistas que pensam diferente.

Se essas proposições vingarem – a de que o gás carbônico provindo da queima de combustíveis fósseis e florestas não influencia o aquecimento climático -, o perigo está na continuidade da predação florestal, sendo suas áreas substituídas por pastos e o aumento indefinido do contingente bovino.

(Com as florestas devastadas, perdem-se espécies ainda desconhecidas e a fauna é dizimada).

A bancada ruralista no Congresso está forçando a barra para ir avançando no que resta de mata e rios.

NOTA CURTA

Maluf – Lula – Haddad

A cena mais inesperada deu-se com a união entre Lula e Maluf para viabilizar a candidatura de Fernando Haddad em São Paulo.

Maluf com seus escândalos , com graves denúncias de corrupção, não pode deixar o Brasil sob risco de ser preso no exterior. É fichado pela Interpol. Lula livrou-se do mensalão e outros escândalos do seu partido. Ah, as semelhanças!


Lula diz que não se arrepende da foto...


O candidato Haddad, na mesma foto obtida nos jardins da casa de Maluf, parecia aquele padre que mal recebeu a sagração e dá sua bênção constrangida a um casamento espúrio.



Foto de Eduardo Pimentel Martins

domingo, 10 de junho de 2012


O JULGAMENTO DO MENSALÃO

O julgamento do mensalão pelo STF é uma aspiração da sociedade, cansada de ver seu país relevar os escândalos e impune a corrupção. A partir de 1° de agosto. A contrariedade de Lula e seu partido. INCLUI FRASES CURTAS.


O Supremo Tribunal Federal, por ato do novo presidente, Ministro Carlos Ayres Britto, marcou a data do julgamento do mensalão a partir de 1° de agosto próximo, com a possibilidade que ele se encerre no mesmo mês.
Esse processo vem se arrastando desde 2005 e no que concerne ao vai-e-vem de sua tramitação, havia nos meios sociais com um mínimo de esclarecimento, a certeza de que nada aconteceria, por força da prescrição, possibilidade simples, bastando que o tempo fluísse ajudado pela tramitação burocrática de pouco interesse.
Acreditava-se, como ainda se acredita, que o mensalão seria mais um daqueles escândalos que permaneceria sem o devido esclarecimento e julgamento, a exemplo do que tem ocorrido com outros escândalos de corrupção que, depois de apontados os envolvidos, tudo é esquecido e os beneficiários do mal feito – para usar a expressão da presidente – ficam no “bem bom” sem sequer prestar contas das apropriações ilegais e desmandos que praticaram contra o interesse público. Casos recentes: os dos ministros exonerados exatamente sob acusação de corrupção nas respectivas pastas.
No que concerne ao mensalão, claro que não interessava ao PT e ao seu dirigente mor, Lula da Silva, que o julgamento fosse deflagrado agora – perto das eleições municipais – nem nunca, dentro do seu estilo de que o escândalo seria apenas uma farsa e se assim não fosse, quanto a ele, Lula, “nada sabia”.
O recente entrevero entre ele, Lula, e o ministro Gilmar Mendes a quem, por conta de insinuações, teria o ex-presidente “sugerido” o adiamento do julgamento se confirma, por outra manifestação, desta vez do secretário nacional de comunicação do PT, deputado André Vargas, que afirmara ter o STF se curvado a pressões.
Pressões partem do PT receando o resultado do julgamento e a repercussão que pode gerar afetando a “imagem imaculada” do partido.
Claro que a reação dos ministros do Tribunal foi de indiferença a tal afirmação se tomada a declaração do ministro Marco Aurélio:
“Vamos atribuir isso ao direito de espernear. É o tipo da coisa: seria idêntica a reação dele se fosse do PSDB?” E disse mais o ministro: “Vamos julgar segundo os elementos do processo”.
Sim, disse bem o ministro Luiz Fux, de que “a sociedade clamava por esse julgamento.” (1)
E clama, já com impaciência neste país da impunidade.
Que venha, pois, o julgamento com todas as decorrências que precipitar.
O “clima de apoio” da sociedade reconhecido pelo ministro Ayres Brito no que concerne ao julgamento do mensalão é total, menos do PT e aliados, é claro.
Tudo porque pode se constituir numa nova fase para o país, mais séria e menos condescendente com a desonestidade.

FRASES

LULA: Na torcida que fique bom da doença que o afeta na verdade a minha torcida maior é que se aposentasse, cuidando de uma fazenda qualquer e nos deixando em paz.;
PAULO COELHO: “Viver é experimentar, e não ficar pensando no sentido da vida”. Muito bem, “cara pálida”, mas qual o sentido do “experimentar”? (2)
CARLINHOS BROWN: “Sérgio Leitão do Greenpeace me contou que o Padre Cícero sabiamente dizia: “Plante um pé de pau todo dia”. Acho mesmo que essas secas bravas no Norte e Nordeste se devem muito à falta de “pés de pau”, plantados de modo planejado e cuidado de modo a aumentar a umidade na região; (2)
CÓDIGO FLORESTAL:  Ainda assim, a ala ruralista do Congresso, de modo insano pretende “derrotar” a Medida Provisória” da presidente Dilma e avançar sobre as margens de nascentes, riachos e rios para o plantio, tudo por conta do apelo emocional de produção de alimentos;
CRIAÇÃO BOVINA:  Cobertura florestal imprescindível para o controle do clima é devastadas de modo criminoso para colocar boi em cima; não demora muito e essas áreas se degradam;
FEIJÃO PRETO CHINÊS:  “Apesar do Imposto de Importação, preço do produto chinês (feijão preto) é 20% menor que o brasileiro e 15% mais barato que o argentino”. Diz mais a notícia: “Até abril deste ano, 44% das 78,2 toneladas do feijão-preto importado pelo País vieram da China, fatia quase equivalente à da Argentina (48%)...” A China ainda “acaba” com o Brasil: até a tradicional feijoada está sendo “violentada” pelos chineses! (3)


 PALMEIRENSES SOFREDORES: Não se iludam com esse timinho que não se empenha, jogadores que não estão nem aí, entrando em campo derrotados.  Esqueçam a “Copa Brasil”. O Filipão deve sair também e tudo começar do zero, com algum técnico com outra mentalidade e menos badalado. Se têm torcedores vestindo a camisa de time de futebol são os palmeirenses que mantém a dignidade pelas glórias passadas do alviverde do Palestra;


Referências
(1) “O Estado de São Paulo” de 09.06.2012
(2) Idem, nos trechos entre aspas
(3) Idem de 10.06.2012